Você é o interessado número:

Mostrando postagens com marcador Corrida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Corrida. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de maio de 2015


Você cuida da sua alimentação conforme o tipo de treino?


É preciso individualizar a necessidade energética e nutricional em cada treino. Os treinos mais longos possuem consumo maior de calorias e necessitam de reposição de nutrientes, como por exemplo carboidratos em atividades acima de 1 hora e reposição de aminoácidos em atividades acima de 3 horas, por exemplo BCAA ou bebidas que associam carboidratos e proteínas ou gel que também contenha aminoácidos.



O programa alimentar de um atleta amador ou de elite deve ser elaborado levando em conta as necessidades fisiológicas decorrente da prática esportiva. Mesmo dentro da mesma modalidade esportiva, por exemplo a corrida,  temos necessidades energéticas e nutricionais diferentes dependendo da duração do treino, do volume (distância percorrida) e da intensidade. Em treinos longos estamos utilizando o Sistema Aeróbico, tendo como fonte de energia carboidratos/ glicose e gordura. Desta forma há indicação de suplementação de carboidratos durante o treino: gel, jujuba, fruta, bebida esportiva.

Treinos de tiro/intermitente, rápidos e de alta intensidade, utilizam o Sistema ATP-CP ou Glicolítico Anaeróbico. Ocorre redução da quantidade do glicogênio muscular, usamos a glicose como único combustível. Como são atividades de alta intensidade e curta duração, deve-se utilizar carboidratos antes do treino. Não devemos treinar em jejum. Como o treino é muito intenso, normalmente, não são toleradas grandes quantidades de alimentos, sendo mais fácil, por exemplo, banana + mel + aveia ou sanduíche de queijo magro com geleia.

Exercícios de moderada ou alta intensidade e longa duração precisam de reposição de carboidratos, pois as reservas de glicogênio são limitadas, durando de até 70 a 90 minutos da prática esportiva dependendo da intensidade do treino.

Recomendações de ingestão de carboidratos para praticantes de exercícios de endurance (corrida, ciclismo, natação) de acordo com a intensidade, duração do treino e frequência de treinamento na semana:
Tabela intensidade (Foto: Eu Atleta)

Carboidratos são nutrientes básicos para a performance esportiva. Possuem função de fornecimento de energia, poupador de proteínas, preservação do sistema imune, e combustível básico de atividades de alta intensidade.

É preciso individualizar a necessidade energética e nutricional em cada treino. Os treinos mais longos possuem consumo maior de calorias e necessitam de reposição de nutrientes, como por exemplo carboidratos em atividades acima de 1 hora e reposição de aminoácidos em atividades acima de 3 horas, por exemplo BCAA ou bebidas que associam carboidratos e proteínas ou gel que também contenha aminoácidos.

Exemplo de calorias gastas por um indivíduo de 80 kg em diversas distâncias durante treino contínuo de corrida (a 12km/h – ritmo de 5 min/km / indivíduo de 80 kg gasta 1000 calorias em 1 hora de treino contínuo):
euatleta tab suplemento (Foto: eu atleta)

A elaboração do programa alimentar e utilização de suplemento alimentar deve ser individualizada e adaptada para cada tipo de treino (intervalado/contínuo/longão/alta intensidade), fase de treinamento e descanso. Exemplo: corredores de 5km possuem necessidades diferentes de corredores de maratonas. Durante a preparação para corrida 21 km (meia maratona) as necessidades energéticas, nutricionais, de hidratação e de suplementação são diferentes do que durante a preparação para maratonas (42 km).
Manter check up médico regular e conciliar a planilha de treinos com o programa alimentar. As “estratégias nutricionais” precisam sempre ser revistas e adaptadas ao estilo de vida e objetivo de cada indivíduo.

Matéria publicada pelo site Eu Atleta

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Joelho de corredor: entenda a condromalácia patelar

 
A condromalácia patelar é uma das lesões típicas de corredores. A doença é um dos componentes da síndrome femoropatelar, patologia também chamada de “joelho de corredor”.

Na condromalácia patelar há uma lesão na cartilagem anterior do joelho (patela), que pode ir de um amolecimento até de uma perda completa da cartilagem. Alto impacto, desequilíbrio muscular e desalinhamentos que geram sobrecarga no joelho são alguns dos fatores causadores dessa lesão. O diagnóstico e tratamento desses fatores permite o prosseguimento da prática esportiva com grande redução dos sintomas, ou seja, sem dores.

O impacto do corpo com o solo na corrida é de aproximadamente 3 vezes o peso do corpo. Esse impacto é absorvido pelo movimento das articulações e depende da contração muscular. Quando há pouca contração muscular para absorver o impacto as articulações recebem um choque grande, sendo o joelho o alvo mais afetado, o que, com o tempo, gera desgaste na cartilagem. A sobrecarga no joelho pode ter origem também no posicionamento do corpo no momento da aterrissagem do pé no chão. Quanto mais longe o pé aterrissar do tronco, maior é a carga sobre o joelho. Uma passada de corrida ideal é aquela em que o pé vai bem para trás, graças a amplitude de quadril, e quando volta pra frente aterrissa próximo ao tronco e não muito para frente.

Cada caso é único e as causas da condromalácia devem ser diagnosticadas e tratadas individualmente. Porém, de uma forma geral, vale a pena investir na musculatura do quadril e coxa, no treino de absorção de impacto e no padrão adequado de corrida para prevenir e cuidar dessa lesão.

Por isso o fortalecimento na musculação, treinamento funcional ou qualquer treinamento de força é MUITO importante para o corredor.

Fonte: Portal EF - 18.07.13

terça-feira, 2 de julho de 2013

Tênis neutro não aumenta risco de lesões em atletas com pisada pronada ou supinada


Muitos especialistas indicam a avaliação do tipo de pisada e a escolha de um tênis adequado quando uma pessoa opta pela corrida como atividade física. 

As pisadas são definidas em três tipos: pronada (o pé fica apoiado em sua banda de fora e faz uma rotação para dentro); supinada (o pé é apoiado na face externa do calcanhar e segue seu trajeto para dentro até a elevação do dedão); e neutra (é a pisada com a região central do pé). No entanto, um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Aarhus, na Dinamarqua, afirma que não há riscos de lesões (qualquer complicação músculo esquelética de membros inferiores ou costas) relacionadas ao uso de tênis neutros durante a corrida para iniciantes que tenham pisada pronada ou supinada. Os pesquisadores acompanharam 927 corredores saudáveis por 12 meses. 

Os tipos de pisada foram classificados em muito supinada, supinada, neutra, pronada e muito pronada. Todos eles receberam o mesmo modelo de tênis neutro para corrida, independente de seu tipo de pisada. A frequência de corrida era de pelo menos uma vez por semana. Durante o estudo foram corridos 163,401 Km e 252 pessoas sofreram lesões. Quando comparados corredores com pisada neutra (grupo I) aos com pisada supinada e pronada (grupo II), os pesquisadores detectaram que o grupo II teve um número significativamente menor de lesões. 

Os resultados indicam que corredores com pisada supinada e pronada não tem risco maior para lesões que corredores com pisada neutra. Segundo os pesquisadores, a descoberta vai contra um conceito assumido por muitos anos: que o risco de lesões é maior ao correr com tênis neutro, que não tem suporte adequado para a pisada pronada ou supinada. Eles chamam atenção para a necessidade de atentar a outros fatores de risco, como sobrepeso, volume de treino e lesões anteriores. A pesquisa completa está publicada no site da universidade.
Fonte: Jornalismo Portal EF 

terça-feira, 18 de junho de 2013

Eu Corro!

Bom dia!
Hoje vou compartilhar o depoimento do Dr. Dráuzio Varella, publicado na página "Saúde Integral da Mulher", onde em um dos trechos ele fala:

 "Muita gente fala que não tem tempo de fazer exercícios. Dizem que acordam muito cedo para levar os filhos à escola, que trabalham demais, que têm que cuidar da casa. Antes eu até ficava com compaixão, mas hoje eu digo: isso é problema seu. Ninguém vai resolver esse problema para você."

"Nós temos a tendência de jogar a responsabilidade sobre a nossa saúde nos outros. Em Deus, na cidade, na poluição, no trânsito, no estresse. Cada um de nós tem que se responsabilizar pelo próprio bem-estar e encontrar tempo para cuidar do corpo. É uma questão de prioridades."

"Para mim, a corrida é um antidepressivo maravilhoso. Sou muito agitado, faço muitas coisas e a corrida também me ajuda a relaxar. É o momento em que fico em contato comigo mesmo, vejo minhas limitações, e isso me deixa mais com o pé no chão. Por isso não corro ouvindo música e prefiro treinar sozinho."

Provavelmente você nem irá ler o linck abaixo, mas se ler, vai se inspirar e quem sabe se emocionar!

http://www.lizankamarinheiro.com/eu-corro-por-drauzio-varella/#.UbuagDAkxul.facebook

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Na corrida, em que tipo de terreno apostar?


Grande parte das pessoas corre apenas no asfalto, mas esta pode não ser a melhor estratégia

Variar o terreno durante os treinos é importante? Depende do seu objetivo. Do ponto de vista da prevenção de lesões, sim, é ótimo que você dê as suas passadas em lugares que tenham grama ou terra. “Esse tipo de solo é mais macio, além de atenuar o impacto, distribuindo melhor a carga da corrida e causando menos danos às articulações”, diz Renato Dutra, diretor-técnico da Run & Fun Assessoria Esportiva.

Mas se a ideia é ganhar rendimento, é preciso que você continue investindo no asfalto. “Grama e terra são terrenos são menos específicos e podem não oferecer o estímulo ideal para o competidor. Mas isso apenas para quem é muito competitivo e pretende ter melhor rendimento”, salienta o técnico. O mais prudente, então, é que você alie os dois tipos de treinos. “Os atletas precisam se preocupar com a prevenção, correndo em terrenos macios e acidentados”, conta Dutra. Assim, os treinos mais longos devem ser feitos nesse tipo de solo, enquanto tiros e fartleks são mais seguros se feitos no asfalto.   

Fonte: Sportlife - 26.04.2013

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Corrida de manhã ou à noite? Compare e escolha!

Entenda como temperatura, umidade e poluição afetam seu desempenho

A corrida é um dos esportes mais populares da atualidade - não exige grandes investimentos e ainda pode ser feita em qualquer lugar a qualquer hora. O que nem todo mundo sabe é que cada período do dia oferece vantagens e desvantagens que podem afetar o desempenho do praticante. A umidade do ar, a concentração da poluição e até mesmo a temperatura são fatores que devem ser levados em conta na hora de definir um horário para incluir o esporte na rotina.
Temperatura

Manhã:
Os primeiros horários da manhã costumam ser os de temperatura mais amena e, portanto, os mais recomendados para correr. O calor excessivo a partir das 10 horas causa maior desgaste físico e pode levar ao hiperaquecimento corporal, ocasionando queda da pressão arterial e até desmaio.

Noite: sem sol, esse período do dia geralmente é mais frio. Porém, o ar gelado costuma deixar os músculos mais contraídos, sendo necessário, portanto, um alongamento ou um aquecimento caprichado antes de começar a corrida.
 Umidade

Manhã:
procure horários do dia em que a umidade do ar esteja razoável, pois, quando está baixa, pode afetar o desempenho do corredor, principalmente se ele sofrer de problemas respiratórios, como a rinite. "O ar seco precisa ser umedecido pelas vias aéreas nasais, podendo causar irritação, o que prejudica a
respiração do atleta", explica a cardiologista e médica do esporte Silvana Vertematti, do Hospital Edmundo Vasconcelos.

Noite: como o oxigênio é um dos combustíveis que permitem a prática de exercícios, a pessoa pode perder o ritmo se a respiração estiver prejudicada. À noite, a umidade do ar também pode estar baixa. Por isso, procure escolher treinar após uma chuva no fim da tarde, por exemplo.
Poluição

Manhã:
a cardiologista especializada em medicina do esporte Isa Bragança, da CardioMex, sugere correr no período da manhã para ficar menos exposto à poluição, já que a movimentação de carros é menor na madrugada. "No período da noite, o ar estará carregado de poluentes de carros, motos e caminhões, o que pode atrapalhar a respiração de quem está treinando", afirma.

Noite: nesse período, o ar fica carregado de gás carbônico e pobre em oxigênio. A alta concentração de poluentes pode desencadear acessos de tosse, irritação nasal e até uma dor de cabeça. Segundo a cardiologista, é melhor optar por sábados e domingos, que costumam ser menos poluídos do que os dias de semana.
Perigos

Manhã: Correr na rua é extremamente perigoso seja de manhã ou de noite pela falta de respeito dos motoristas. Mesmo assim, o dia oferece uma vantagem: Você consegue ver obstáculos com mais clareza e ser visto mais facilmente por quem está dirigindo.

Noite: a menor visibilidade aumenta o risco de acidentes. O mais indicado é optar por parques ou praças que tenham piso liso e que sejam bem iluminados. Mas se tiver praças e parques perto da sua casa, opte por usar roupas de cores chamativas para que os motoristas possam te ver, como laranja, verde ou amarelo fluorescentes.
Roupa

Manhã: "O ideal é usar roupas claras, que absorvem menos calor", recomenda a cardiologista Isa Bragança. Ela também recomenda abusar do filtro solar e usar acessórios como óculos de sol e boné nas primeiras horas do dia.

Noite: não há qualquer restrição de cor, segundo a cardiologista. Mas fique atento ao tipo de vestuário - e isso vale para o período da manhã também. Usar peças muito justas e pouco elásticas, por exemplo, impede uma boa movimentação.
Alimentação

Manhã:
grande parte das pessoas que pratica
exercícios pela manhã parte para o trabalho em seguida, o que exige tempo cronometrado para cada atividade. Com disciplina, entretanto, é possível seguir a agenda sem problemas. O problema surge quando o atleta acorda um pouco mais tarde e decide pular o café da manhã para não atrasar o cronograma. "Seu corpo gasta energia até mesmo enquanto você dorme e, por isso, precisará de nutrientes ao despertar", alerta Silvana Vertematti.

Noite: quem não consegue seguir os horários da manhã à risca pode obter mais vantagens ao correr à noite. O treino provavelmente será depois do expediente e, com isso, haverá tempo de sobra para planejar a alimentação adequada.
Relógio biológico

Manhã: não adianta. Algumas pessoas simplesmente não funcionam no período da manhã. Segundo Isa Bragança, o relógio biológico individual deve ser levado em conta no momento de definir o horário da corrida. "Para algumas pessoas o parece dobrado se feito de manhã", brinca. Neste caso, prefira correr à noite, quando sua concentração é maior e seu desempenho certamente será melhor.

Noite: Se você é do tipo que não consegue dormir cedo e costuma ser mais ativo no período noturno, então provavelmente seu rendimento na corrida também será maior de noite. Mas fique atento a sua rotina. Chegar em casa exausto todos os dias desestimula prática do exercício nesse período.
Fonte:Portal Minha Vida 6/3/2013

domingo, 21 de abril de 2013

Correr ou não resfriado? Médico diz que repouso é o ideal para melhorar

Nariz escorrendo, falta de disposição e dores pelo corpo estão entre os sintomas que acometem muitos corredores a cada mudança de estação.

Foi dada a largada para a temporada de resfriados. Basta mudar a estação para aparecerem as vítimas. Há quem não se renda e mantenha a rotina de exercícios mesmo assim. Nariz escorrendo, falta de disposição e dor no corpo. Mas será que correr é mesmo o melhor remédio?

- Você é um atleta, tem o seu planejamento e acorda cedo para treinar. Mas vê que está espirrando e pensa: corro ou fico deitado na cama? Muitas vezes é uma reação alérgica, uma rinite e isso não atrapalha. Mas, às vezes, pode ser o início de algo sério - disse o Dr. Cláudio Soares.

O médico conta que a pessoa que pratica os exercícios de forma regular está sempre estimulando o seu sistema imunológico. Ainda assim, não pode cometer exageros.

- Se o indivíduo faz exercícios demais, ele deprime o seu sistema. Se não é um atleta de competição, o ideal é descansar por um ou dois dias para poder melhorar - frisou.

De acordo com o médico, os sintomas que acometem os atletas são pressão no rosto, nariz escorrendo e as dores pelo corpo.

- Existe uma regra simples. Em geral, o que é acima do pescoço não é complicado. Se estiver com o corpo doendo e se sentindo mal, é algo mais sério. O indivíduo que tem um quadro de febre não deve se exercitar - finalizou.


Fonte: Portal da EF - 19.04.13

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Correr previne e combate a osteoporose

Os impactos ao longo das passadas estimulam a consolidação do cálcio nos ossos, favorecendo seu fortalecimento.

Os impactos da corrida estimulam a consolidação do cálcio nos ossos, fortalecendo-os e protegendo-os contra a osteoporose. "Durante o exercício, com a contração da musculatura, ocorre uma deformação interpretada pelo osso como um estímulo à sua formação", explica Paulo Belangero, ortopedista e traumatologista do esporte, do Centro de Traumatologia do Esporte da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). E isso ajuda a prevenir o desenvolvimento da osteoporose, distúrbio caracterizado pela diminuição da densidade mineral óssea, que leva a um aumento da fragilidade esquelética e do risco de fraturas.

O problema costuma ocorrer em pessoas acima dos 50 anos e atinge mais o sexo feminino. De acordo com Belangero, nessa faixa etária, 30% das mulheres e 13% dos homens poderão sofrer algum tipo de fratura por osteoporose e, assim como uma boa alimentação e adequada exposição ao sol, a atividade física é bastante importante para a prevenção. Mas os treinos têm suas doses certas. O ideal é programar pelo menos três sessões de 30 minutos por semana, em dias alternados. "Exercícios mais leves podem ser realizados diariamente, enquanto os mais intensos precisam de um intervalo entre 24h e 48h", orienta o ortopedista. "Isso porque os impactos sobre os ossos são benéficos, porém, os impactos seriados, sem o tempo adequado para recuperação, provocam um desgaste excessivo nas estruturas ósseas", completa Gustavo Magliocca, médico do esporte da Run&Care, de São Paulo (SP).

Magliocca ainda destaca outra vantagem da prática de corrida: "Como é um esporte realizado muitas vezes ao ar livre, favorece a exposição ao sol, importante para a produção de vitamina D e, consequentemente, para a absorção do cálcio". Porém, caso a pessoa já apresente sinais de osteopenia (precursora da osteoporose) ou mesmo osteoporose, ele reforça que é essencial fazer um treinamento de fortalecimento muscular. "Se os ossos estão fragilizados, precisam ser protegidos. Essa proteção é oferecida pelos músculos", diz.

Detectar o problema não é simples, pois se trata de uma doença silenciosa, que não apresenta indícios evidentes − muitas vezes o primeiro sintoma é a própria fratura. O diagnóstico é feito apenas a partir de exames de densitometria óssea, que devem ser realizados principalmente em mulheres acima de 40 anos que passam pelo climatério (período de transição entre a fase reprodutiva e não reprodutiva, ou seja, menopausa). Avaliações periódicas também são indicadas para corredores que buscam alto rendimento e se submetem a um alto volume e intensidade de treinos.

Fonte: portal da EF - 05.09.12

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Sete técnicas para melhorar o fôlego no treino de corrida

Cuidados com respiração e ritmo garantem melhor desempenho

Pernas fortes e coração saudável fazem a diferença na hora de correr, mas há outro fator importante que não pode ser deixado de lado: a força dos pulmões. Se a capacidade respiratória for limitada, o cansaço aparece mais cedo e a distância percorrida certamente será menor. "Apesar de a respiração ser automática, é preciso ter mais atenção quando ela fica ofegante, pois os músculos demandam mais esforço", conta o educador físico e triatleta Paulo Pestana, do Rio de Janeiro. Ele e o técnico de atletismo Carlos Ventura contam que é possível melhorar o fôlego e aprimorar o desempenho da corrida. Confira os passos a seguir.

Corra regularmente
A regularidade do exercício faz com que o corpo se acostume aos poucos com o esforço e consiga progredir. "Pessoas que não costumam praticar atividade física têm menos fôlego porque a sua atividade aeróbia é fraca e, por conta disso, a capacidade física é menor", explica o técnico de atletismo Carlos Ventura, autor de livros de corrida, como Manual do Corredor (Ícone Editora). Por isso, procure estabelecer uma programação com horários certos.

Reduza a velocidade
Pode ser que você esteja correndo em um ritmo mais rápido do que o seu corpo é capaz - aí não há fôlego que aguente. Carlos Ventura conta que o ritmo ideal do treino deve ser com frequências cardíacas baixas, de modo que todas as funções do organismo entrem em equilíbrio enquanto ele corre. "A capacidade respiratória pode ser melhorada com corridas longas e lentas porque promove uma hipertrofia cardíaca adequada", conta o técnico de atletismo.

Intercale com caminhada
Treinar em séries de corrida e caminhada intercaladas permite uma maior percepção do esforço físico e um tempo para recuperar o fôlego. "Isso ajuda a adaptar o condicionamento físico e o desempenho para uma corrida contínua", explica o consultor esportivo Paulo Pestana. Aos poucos, é possível aumentar o tempo da corrida e diminuir o de caminhada. Um profissional de atividade física poderá ajudá-lo a acompanhar essa evolução de acordo com o seu preparo físico.

Respire corretamente
Quanto mais ofegante você fica, mais a respiração deixa de ser automática. É preciso controlar o movimento de entrada e saída do ar para que não fique acelerado demais durante a corrida. "Costumo aconselhar os alunos com dificuldade de fôlego a fazer a respiração marcada por passos, ou seja, a cada três passos inspirando, faça os mesmos três passos expirando, até que isso seja feito naturalmente", indica o educador físico Paulo Pestana. Também pode fazer diferença evitar respirar somente com a boca, que pode aumentar a sensação de cansaço.

Faça outros exercícios
Se a impressão é de que a corrida não é suficiente para melhorar o seu fôlego, que tal aliar o treino a outros exercícios que também melhoram a capacidade respiratória? Praticamente todos contribuem: natação, treinamento em circuito, vôlei, futebol, tênis, ciclismo, entre outros.
Uma técnica que merece destaque é a yoga. Paulo Pestana indica um movimento bem simples dessa prática que potencializa o movimento da respiração e ativa toda a musculatura envolvida (diafragma e intercostais): focando o abdômen e o diafragma e sem mexer os ombros, inspire com o peito (abrindo as costelas) e expire todo o ar, até encolher a barriga. Faça esse exercício repetidas vezes e lentamente, quando estiver em repouso.

Comece devagar e acelere aos poucos
Por mais que você esteja acostumado a correr em uma velocidade mais rápida, é preciso sempre aquecer o corpo a cada início de treino. O técnico de atletismo Carlos Ventura ainda recomenda alongar e iniciar a corrida em um ritmo devagar. "Para pessoas que estão saindo do sedentarismo, também é preciso começar caminhando e só depois passar para trotes leves, dando preferência a terrenos planos e macios", afirma.

Cuide dos pulmões
O cigarro é um dos maiores inimigo do fôlego. "O hábito de fumar diminui a capacidade respiratória porque prejudica a função dos alvéolos pulmonares de absorverem oxigênio", explica o consultor esportivo Paulo Pestana. Respirar exclusivamente pela boca, deixar o nariz constantemente entupido e não tratar alergias respiratórias também são hábitos que podem dificultar o pleno trabalho dos pulmões.


Fonte:Portal Minha Vida 22/2/2012

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Correr só envelhece se o esportista passar dos limites

Atividade produz radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento, mas de forma balanceada só traz benefícios

Uma dúvida ronda o atleta que pratica corrida: afinal, correr envelhece? De acordo com especialistas do esportes, sim. Mas a corrida só envelhece se for praticada em excesso.

O envelhecimento se dá através da oxidação das células, provocado pelos radicais livres. Estudos comprovam que a corrida produz muitos radicais livres, assim como qualquer atividade física intensa. Porém, em repouso, quem pratica atividade física produz mais substâncias antioxidantes quando o corpo está em repouso.

A corrida, quando praticada de forma equilibrada, evita celulites e varizes. Pois a atividade é excelente para a circulação sanguínea. O ideal para quem corre é conciliar o esporte com uma alimentação balanceada, rica em frutas, verduras e legumes, alimentos ricos em antioxidantes.

http://exame.abril.com.br
Fonte:Exame.com 13/10/2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Esteira ou rua: o que levar em conta para caminhar ou correr?

Uma dúvida que não quer calar: o que será mais saudável e eficiente? Correr na rua ou na esteira? Muitos profissionais acreditam que, caso o treino seja bem realizado, as esteiras podem ser ótimas aliadas na obtenção dos resultados desejados. Mas há quem goste de correr nas ruas para aliar a boa forma a uma mente saudável, então, vale o gosto e o acompanhamento correto para obter os resultados desejados.

Acompanhe as principais diferenças cada uma dessas modalidades e escolha qual é mais adequada para a sua realidade:

Domínio do ritmo:
Na esteira, basta olhar no painel para acompanhar o ritmo, a velocidade e a distância. Também dá para ajustar a inclinação do terreno, além de criar percursos de acordo com o seu objetivo. É a tecnologia que se adapta aos seu plano de atividade física!

Já nas corrida ao ar livre, é mais difícil controlar o ritmo, a velocidade e a distância percorrida. O ideal é usar sempre um monitor cardíaco, para não extrapolar e garantir uma corrida mais segura. Por outro lado, existe a vantagem de conhecer paisagens e interagir com a natureza.

Impacto sobre a musculatura:
Quanto ao impacto, a esteira é melhor para quem está começando a correr, pois a maioria das máquinas vendidas na atualidade possui sistemas de redução de impacto.

No caso da corrida na rua, os interessados precisam tomar um cuidado especial. Além de comprar um bom tênis. É preciso ficar atento ao piso. Neste sentido, o asfalto é a superfície de maior risco de lesões. A grama e a areia batida são mais seguras, enquanto a areia fofa é indicada se você quer treinos mais pesados.

Movimento exigido:
Como é o chão que se movimenta, a corrida na esteira faz com que o corredor dê um número maior de passadas – com o tempo, há o risco de ter lesões por esforço repetitivo. Isso não acontece na corrida de rua, já que é o praticante que se desloca para frente. Por isso, correr ao ar livre exige mais força muscular, principalmente de coxas e panturrilhas. Isso torna o gasto calórico maior que o da esteira. Mas atenção: nos dois tipos de corrida há o risco de lesão. Tome cuidado e não exija demais do seu corpo.

Influência do vento:
O vento também é um fator importante a ser levado em conta na hora de escolher entre corrida na rua ou na esteira. No caso do equipamento, o vento não interfere, o que deixa a corrida mais confortável. Mas isso também compreende uma desvantagem. Afinal, como a dificuldade imposta pelo vento não existe na corrida na esteira, o corredor fará menos força, gastando menos calorias. Quem corre na rua tem aproveita esse diferencial: a resistência oferecida pelo vento deixa a malhação mais pesada. Com isso, proporciona melhor condicionamento físico.

Tempo e temperatura:
Quem malha em casa ou na academia e usa a esteira não corre o risco de o mau tempo comprometer a atividade. Quando se fala em “projeto verão”, oportunidade para entrar em forma e aproveitar a estação mais quente, esse detalhe é importante, porque chove mais com a aproximação desta época do ano. Além disso, o ideal é posicionar o equipamento em locais com ar condicionado e boa ventilação para não sofrer com o calor.

Os que preferem correr na rua estão sujeitos a temperaturas muito altas ou baixas demais e podem sofrer algum incômodo e ter o rendimento prejudicado. Também há a possibilidade de os dias chuvosos cancelarem o treino.

Hidratação:
No quesito reposição de líquidos, a esteira ganha com folga da corrida convencional. No equipamento, a garrafa de água fica no suporte do aparelho, sempre à mão, o que facilita a hidratação (que é extremamente importante seja qual for o objetivo). Já na corrida de rua, é complicado carregar a garrafinha durante todo o percurso e os praticantes precisam programar um caminho que proporcione essa possibilidade.

Fonte: portal da EF - 23.09.11

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Sentir cansaço nos treinos faz parte do Princípio da Adaptação




O nosso corpo é uma “máquina” muito especial, que busca a eficiência e o equilíbrio. Os fisiologistas, experts que estudam as múltiplas funções mecânicas, físicas e bioquímicas dos seres vivos, chamam este estado de equilíbrio de homeostase.

O Princípio da Adaptação é o tema de hoje. E ele é muito conhecido dos corredores iniciantes e avançados. A ele se deve a facilidade de percorrer distâncias que até então eram “insuperáveis”, ou diminuir o tempo em uma prova.


Toda vez que você realiza um treino, o seu corpo literalmente dispara uma cadeia de reações para compensar o estresse e com isso alcançar o equilíbrio. A adequação dos estímulos é muito importante para garantir a melhora da performance, portanto respeitar o Principio da Sobrecarga é essencial. Também é importante entender que Cansaço, Fadiga e Exaustão são coisas bem diferentes.

O Cansaço, nada mais é que a sensação subjetiva do desgaste após um treino, e devemos concordar que o isso é necessário para a sua evolução. A Fadiga é mais complexa, indica que o seu corpo não repôs as reservas energéticas, e não está tendo tempo de recuperar, e, se este estado perdurar, com a aplicação de treinos intensos continuamente, pode se alcançar o estado de Exaustão que pode levar a você ter de “pendurar o tênis” por um tempo para evitar problemas mais graves.

Sem que você precise fazer exames mais profundos é fácil reconhecer se você esta entrando em processo de fadiga ou exaustão. Observe se você anda irritado com mais freqüência, sente pouca fome, se tem dificuldades para dormir, se as lesões se tornaram constantes e se a concentração esta cada vez mais difícil. Caso este sintomas sejam apresentados em conjunto, é interessante conversar com o seu treinador ou o seu médico para possíveis orientações e adequações do treino.
Bons treinos!!!

Fonte: blog da Fila

sábado, 3 de abril de 2010

Fratura por estresse


Especialistas dão dicas de como prevenir e tratar uma das lesões mais comuns entre os corredores

Quem pratica um esporte de impacto como a corrida sabe que está sujeito a sofrer, em algum momento da sua vida de atleta, algum tipo de lesão. E uma das contusões mais comuns entre os corredores é a fratura por estresse, que corresponde de 5% a 16% de todas as lesões dos praticantes da atividade, segundo informações do site oficial da Federação Paulista de Atletismo.

A fratura por estresse pode ser denominada como: “fissuras microscópicas dos ossos, causadas por uma quantidade de impacto excessivo”, fala Marcos M. Serra, fisioterapeuta e professor de educação física especialista em fisiologia do exercício e fisioterapia esportiva.

Sua ocorrência se dá, normalmente, quando o corredor exagera, e acaba ultrapassando seus limites durante as passadas. “O osso, apesar de ser muito duro, é uma peça biológica viva, que se desgasta durante as atividades diárias e se recupera durante o repouso. Cada ser vivo tem seu próprio ponto de equilíbrio entre os desgastes que sofre e a capacidade que seu organismo tem de se regenerar”, explica Sérgio Nicoletti, ortopedista da Unifesp.

“Quando esse limite é ultrapassado, os mecanismos de reparação não conseguem repor as perdas causadas pelo uso e, em decorrência deste déficit entre uso e reparação, algumas partes do osso podem entrar em fadiga e aparecer a fratura por fadiga de material ou fratura por estresse”, completa.

Alguns ossos, sobretudo dos membros inferiores, são os mais atingidos pelo mal, como fala Serra. “Um estudo revela que entre os atletas, as fraturas por estresse respondem por 0,7 à 15,6% de todas as lesões, sendo 10% um valor aceitável. Este mesmo estudo revela que os ossos mais acometidos nos corredores são a tíbia (37,5 a 63 %), os metatarsais (14 a 37,4%), a fíbula (osso lateral da perna com 9,2 a 21%), o fêmur (3,5 a 6,5%) e o navicular (osso no pé 0,7 a 5,9%)”.

Ainda falando em estatísticas, as mulheres têm mais fraturas por estresse do que os homens. “Muitos ortopedistas atribuem este fato a uma condição conhecida como `a tríade da atleta feminina´”, diz o fisioterapeuta. Esses três fatores que aumentam as chances das mulheres de terem a fratura são:

- Desordem alimentar (bulimia ou anorexia);
- Amenorréia (sem menstruação);
- Osteoporose. Quando a massa óssea da mulher diminui

Descobrindo o problema
Em uma primeira fase, para que haja a detecção da fratura por estresse, o médico fará uma espécie de entrevista com o corredor, para saber a origem da dor, que é a primeira etapa da lesão. O especialista deverá saber o regime de treinamento do atleta, como são feitos, local de treino, calçados e outros fatores de risco para o surgimento da contusão.

“Nesta fase as radiografias podem ser negativas. Posteriormente, elas mostram a presença de traço de fratura incompleta, que pode passar despercebido se o médico não conhecer a história e não souber que se trata de um atleta”, diz Nicoletti, realçando a importância da visita ao médico logo que surge a dor.

Para prevenir, o ideal é que o corredor não busque uma evolução no esporte de forma exagerada e sem a supervisão de um especialista, e sim um desenvolvimento gradativo. Outros fatores que ajudam na prevenção, segundo Serra, são:

• Melhorar a função muscular, aprimorando a força e a flexibilidade;
• Prestar a atenção nos aspectos nutricionais. Exemplo: cálcio;
• Prestar atenção na escolha do calçado utilizado para correr, bem como o tipo de piso;
• Prestar atenção nos sinais e sintomas que o corpo mostra, como edema, dor e hipersensibilidade focal.

Tratamento e retorno ao treinamento
O tratamento para a fratura por estresse pode se dar de duas formas: cirúrgica ou não cirúrgica. “O tratamento não-cirúrgico é conservador, com repouso relativo, isto é, afastado de toda e qualquer atividade de impacto, podendo o atleta realizar atividades na água e exercícios de fortalecimento e alongamento para manter sua condição muscular e cárdio-respiratória”, diz Marcos Serra.

Neste caso, é importante que o atleta fique longe da atividade que lhe causou a fratura durante seis a oito semanas, para que ocorra a cura total da lesão. “Se a atividade que causou a fratura por estresse é retomada muito rapidamente, podem se desenvolver fraturas maiores, e mais difíceis de curar”, revela o fisioterapeuta.

A cirurgia ocorre nos casos mais severos, para que haja uma readaptação adequada. “O procedimento pode envolver fixação do local da fratura, e a reabilitação faz-se numa média de quatro a seis meses”, completa Serra.

Após totalmente curado, o corredor poderá voltar a praticar o esporte tranquilamente. Porém, é importante que essa volta seja feita de forma leve, com carga e velocidade menores. “A única restrição ( que não é exatamente uma restrição imposta pelo médico mas pelo próprio limite biológico do atleta ou da atleta) é não ultrapassar o seu próprio limite de tolerância biológica ao treinamento, recomendação que, muitas vezes, implica em mudar o programa de treinamento”, finaliza Nicoletti.

Fonte: Revista O2 por minuto - 29.03.10

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Malhação cerebral


Mais um benefício a comemorar: correr melhora a capacidade de guardar memórias, essencial no processo de aprendizagem


Os benefícios à saúde oferecidos por corridas regulares já são velhos conhecidos. Entretanto, cientistas jamais compreenderam a curiosa capacidade do exercício de aumentar o poder cerebral. Agora, pesquisadores creem ter encontrado a resposta. Neurocientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, em parceria com o Instituto Americano de Envelhecimento, em Maryland, demonstraram que correr estimula o cérebro a desenvolver massa cinzenta fresca, além de ter grande impacto na habilidade mental.


Em um experimento com ratos ativos e sedentários, poucos dias de corrida levaram ao crescimento de centenas de milhares de novas células cerebrais, que aumentaram a capacidade de reter memórias sem confundi-las, habilidade crucial para o aprendizado e outras tarefas cognitivas. Os novos neurônios apareceram em uma região ligada à formação e à recordação de memórias. O trabalho revela a razão pela qual corridas e demais exercícios aeróbicos melhoram a memória e o aprendizado, e potencialmente desaceleram a deterioração das capacidades mentais, fato comum com o avanço da idade.


– Sabemos que exercícios podem ser bons para um cérebro saudável, mas esse trabalho explica o mecanismo do efeito – afirma Timothy Bussey, neurocientista comportamental e autor do estudo.


A pesquisa sugere que os exercícios têm papel vital na manutenção do cérebro ao encorajar o crescimento de novos neurônios. Estudos anteriores mostram que a “neurogênese” é limitada nas pessoas que sofrem de depressão, mas que a situação pode melhorar com a prática esportiva regular. Alguns antidepressivos funcionam como estimulantes para o crescimento de novas células nervosas.


Cientistas não sabem exatamente por que a atividade física dispara o crescimento da massa cinzenta, mas o processo pode estar ligado à maior circulação de sangue ou a níveis mais altos de hormônios liberados com o esforço. Praticantes também reduzem o estresse, condição que inibe o nascimento de novas células, por meio do hormônio cortisol.


Fonte: Caderno Vida - ZH - 06.02.10

sábado, 21 de novembro de 2009

CORRIDA - Treine para o verão


As mulheres lidam de forma diferente com o calor, um dos obstáculos da corrida na estação mais quente do ano
A pouco mais de um mês para a chegada oficial da estação mais quente do ano, o calor já é um dos principais obstáculos à corrida. Sair por aí correndo (e suando muito), sem cuidados, pode levar à hipertermia e à desidratação e causar incômodos como assaduras e micoses na pele. No caso das mulheres, a troca de calor corporal com o ambiente tem particularidades. Mas, sabendo se aclimatar, não é preciso parar de treinar nem deixar de participar de uma prova.
As principais diferenças
Equilíbrio térmico
As mulheres são menores, têm menos massa corporal. Isso faz com que a relação superfície exposta ao calor x volume do corpo seja maior nelas do que nos homens. Com mais superfície sob o sol, a mulher perde calor com mais facilidade. Por outro lado, a maior quantidade de gordura corporal acaba agindo como isolante térmico, reduzindo a perda de calor e contribuindo para manter o equilíbrio da temperatura do organismo.
Menos suor
Segundo a fisiologista Liane Beretta, as mulheres também têm um número maior de glândulas sudoríparas. No entanto, o volume de suor produzido é menor do que a dos homens. Com isso, a corredora começa a suar quando a temperatura do corpo está bastante elevada e, mesmo assim, em menor quantidade do que o corredor.
É de supor então que a mulher estivesse mais predisposta a sofrer de hipertermia severa - quando o corpo atinge temperaturas acima de 40,5ºC, gerando confusão mental, inconsciência e até morte. “A diferença é que ela usa mais os mecanismos de circulação para a perda de calor, isto é, aumenta o fluxo na pele para que o sangue quente vindo dos músculos seja resfriado ao passar pela superfície do corpo, o que deixa a pele rosada”, explica a fisiologista e professora da Universidade de Worcester, na Inglaterra, Liane Beretta. Em outras palavras, o homem tende a perder calor pelo suor, enquanto a mulher usa mais a circulação para essa função.
Evite excesso
Sempre que se fala de calor e exercícios, vem o temor da desidratação. Ao contrário dos homens, a mulher tende a seguir muito mais os conselhos dos especialistas e, com isso, a se super-hidratar. Segundo Tim Noakes, professor de fisiologia do exercício da Universidade da Cidade do Cabo (África do Sul), isso pode gerar uma condição inversa, a hiponatremia, ou seja, a redução da concentração de sódio na corrente sanguínea, pela ingestão de água em excesso, causando inchaço, dor de cabeça, náusea e vômito. Alguns estudos mostram que esse distúrbio é mais frequente em mulheres. Ao que parece, a atleta tem maiores chances de sofrer complicações devido à hiponatremia porque o estrógeno inibe, no cérebro, uma enzima responsável pela eliminação de água nesse órgão. Na Maratona de Boston de 2002, ocorreu um caso de morte por hiponatremia com uma corredora de 28 anos.
Atenção:
Para se hidratar em quantidades adequadas: 500 ml a 800 ml de água por hora (dois a três copinhos), de preferência com líquidos frio, entre 8ºC e 13ºC
Como se adaptar
Aclimatar-se ao calor significa que seu organismo gera adaptações fisiológicas que a fazem a mulher tolerar melhor os treinos nessa condição. Essas respostas são: reduções da frequência cardíaca, da temperatura interna e da percepção de esforço durante uma atividade submáxima.
Para isso, a atleta deve treinar em condições progressivas de calor e com uma certa frequência. Você pode notar que é mais difícil correr no início do verão do que depois de alguns dias, quando o organismo já se adaptou. Deve-se se aumentar gradualmente a intensidade e duração do treino no calor para que estas adaptações sejam geradas. Depois de duas a três semanas da falta de exposição ao calor, os benefícios da aclimatação são perdidos.
Segundo alguns estudos, fazer treinos intervalados, ao invés de longos, favorece a aclimatação mais rápida. Uma outra vantagem é o condicionamento. Pessoas mais treinadas mantêm os benefícios da aclimatização por mais tempo.
Para se prevenir do estresse térmico, a atleta deve evitar que o organismo esteja super aquecido antes de se exercitar em um ambiente quente. Ela deve estar atenta aos sintomas de super aquecimento (sede, fadiga e letargia). Algumas condições como insônia, hipoglicemia ou consumo de álcool recente também prejudicam a termoregulação.
A aclimatização só e perfeita com uma boa hidratação.
Treinamento amenizado
Segundo Eliana Reinert, treinadora do Clube Pinheiros, em São Paulo, é normal uma redução de 30% no volume e na intensidade dos treinos, pelo menos nas quatro primeiras semanas de calor, para uma adaptação. Quem faz treinos longos também deve começar a correr mais cedo. “Procuramos estabelecer um limite de horário de treino até as 10h. Apenas uma vez por semana ou a cada dez dias oriento um treino na hora do almoço. Mais do que isso pode ser contraproducente, gerando um desgaste que pode fazer a diferença na competição”, diz a treinadora.
Pele saudável
Para evitar os danos do calor e o desconforto da transpiração durante o exercício, observe alguns cuidados recomendados pela chefe do Setor de Dermatologia da PUC-Campinas, Lúcia Arruda:
- A transpiração remove o protetor solar e diminui sua eficácia. Em treinos longos, reaplique o produto várias vezes;
- Use roupas leves, que favoreçam a evaporação do suor. A umidade, principalmente nas regiões de dobras como as mamas e o abdômen, é a primeira condição para o surgimento de micoses;
- Use sempre calçados em vestiários e banheiros públicos;
- No verão, o uso de cosméticos é maior e, por isso, mais comum o surgimento de acne. Observe a composição do produto e prefira os não-comedogênicos, aqueles que têm capacidade menor de obstruir as glândulas sebáceas, produzindo menos cravos e espinhas;
- Fique tranquila, o aquecimento do corpo, a vermelhidão e a maior quantidade de suor não prejudicam a pele. Procure, no entanto, se manter sempre hidratada.
Fonte: Revista O2 - 20.11.09

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Varie o piso no treino de CORRIDA


Veja as vantagens e os ganhos fisiológicos de fazer seus treinamentos em diferentes tipos de chão


Além de ser um grande motivador, e ajudar os corredores a saírem da rotina diária de treinamento, treinar em diferentes pisos contribui para a diminuição de lesões, no caso dos pisos de menor impacto, e para o fortalecimento de alguns músculos dos membros inferiores.
“O atleta que varia os tipos de piso na hora do treinamento corre um risco menor de sofrer lesões, já que o impacto gerado pelo asfalto, por exemplo, que é três vezes maior que o da grama, facilita o surgimento de dores e contusões”, explica Christian Antoniazzi, diretor técnico da assessoria Metas Esporte & Entretenimento.
Para o psicológico, a variação também pode ser benéfica, como fala Adriano Bastos, corredor de elite e diretor técnico da Adriano Bastos Treinamento Esportivo. “O fato de não rodar sempre no mesmo lugar pode ajudar o corredor a sair um pouco da monotonia e pode deixar os treinamentos mais prazerosos”.
Grama
A grama é um dos pisos que oferece menor impacto para o corredor, já que as folhas e a terra servem como atenuante e geram maior amortecimento na hora da pisada.
Pró: “O maior amortecimento deste piso faz com que a incidência de lesões diminua consideravelmente”, afirma Antoniazzi.
Contra: “Na grama o atrito é menor e o corredor não consegue ter a mesma reação que teria no asfalto, por isso, acaba sendo um treino não muito apropriado para velocidade”, completa Bastos.
Asfalto
É, sem dúvida, o piso mais utilizado pelos corredores, e é neste tipo de chão que as provas são realizadas. O impacto, porém, é grande neste piso, e treinar sempre nele pode gerar lesões.
Pró: “Neste piso é muito mais fácil treinar a velocidade, já que a reação é muito melhor. Além disso, por ser mais duro, há um aumento da resistência do corredor, que se adapta mais facilmente às provas”, diz Bastos.
Contra: “Por causa do impacto, a probabilidade de lesão é muito maior para quem corre somente neste piso”, resume Antoniazzi.
Areia
A absorção do impacto é ainda maior neste tipo de piso. Na areia fofa os músculos inferiores são muito trabalhados o que gera grande resistência. Indicada para treinos de rodagem e tiro.
Pró: “A areia possibilita uma grande redução de impacto, além de trabalhar a propriocepção, fortalecendo alguns músculos específicos dos membros inferiores que não são trabalhados nem na musculação”, afirma Antoniazzi.
Contra: “É um treino mais cansativo, que exige muito do corredor”, acrescenta o treinador. “É importante tomar cuidado com os desníveis e não acabar forçando mais um lado que o outro”, completa Adriano.
Esteira
Com o crescimento das academias no país, o treinamento nas esteiras tem aumentado muito, por ser uma alternativa prática na hora de dar as passadas. É indicada para treinos regenerativos e de rodagem.
Pró: “O impacto na esteira também é muito baixo, o que ajuda a prevenir contra lesões. Além disso, o corredor tem total controle sobre a corrida, como velocidade e segurança”, fala Christian.
Contra: “O movimento feito na máquina é totalmente diferente do feito no asfalto, o esforço é bem menor, já que é a esteira que anda. Por isso, quem corre somente na academia tem mais dificuldade de pegar o ritmo de prova”, completa o treinador.
Concreto
Este tipo de piso deve ser evitado ao máximo, já que o impacto é ainda maior que o do asfalto. “No concreto a absorção é mínima e, para evitar lesões, o corredor deve preterir o treinamento neste tipo de piso sempre que puder”, conclui Bastos.

domingo, 13 de setembro de 2009

Corra bem acompanhado


Nada de corrida solitária! Aproveite seus momentos praticando o esporte para colocar o papo em dia, interagir com seus amigos e, quem sabe, fazer novas amizades


Para qualquer esporte, um dos fatores mais importantes é a socialização. Além disso, o tempo atualmente é algo muito precioso! Conciliar estudos, trabalho, carreira e família não é fácil. Então, que tal aliar o esporte com o tempo que pode passar com os amigos?

A corrida é uma opção para resolver esse problema. Ela proporciona saúde, bem-estar, socialização, diversão, melhora a qualidade do sono e ainda promove uma maior cumplicidade nos relacionamentos com amigos e família.

Além disso, correr com amigos virou uma febre no país. “As pessoas gostam de correr juntas aqui. Elas trocam mais informações entre si, incentivam uns aos outros e, além disso, podem dividir o prazer dos obstáculos superados”, diz João Paulo de Araújo, diretor de produto da Nike.
Entretanto, para transformar a corrida em uma verdadeira festa com os amigos, fique atento a algumas dicas:

› Respeite os limites do seu parceiro. Caso você seja mais rápido, tente conciliar treinos mais leves para correrem juntos. Nos mais específicos, disperse um pouco, mas treine nos mesmos percurso e horário para aproveitar esse momento juntos.
Alongue-se. Reserve um horário no início e no final do treino para fazer alguns exercícios de alongamento juntos. Nessas horas, você pode trocar experiências sobre o treino e expectativas.
› Procure locais que ofereçam segurança com percursos planos e pequenos aclives e declives.
› Crie alguns horários na sua agenda que concilie com o dos seus amigos. Organize isso com antecedência.
› Procure orientação com um profissional em EF. Além de seguir um treinamento com segurança e saúde, você terá a oportunidade de fazer novas amizades e também aproveitar a estrutura técnica que esses profissionais (como eu) oferecem em treinos e provas.
› Converse com seus amigos e familiares sobre os treinos, suas dificuldades, sua superação e suas conquistas.
Fonte: Sport Life - 06.02.2009

domingo, 14 de junho de 2009

Maratonistas têm menos chance de desenvolver diabetes


Pesquisa revela que maratona diminui riscos de pressão e colesterol altos


Corredores de longa distância, como os maratonistas, têm menos chance de desenvolver síndrome metabólica, caracterizada por um conjunto de fatores de risco cardiovasculares e que inclui pressão e colesterol altos.
Também chamado de síndrome X, o transtorno pode levar ao diabetes e a doenças do coração. Pesquisadores analisaram dados de 62 000 homens e 45 000 mulheres. Os resultados, publicados na edição de março da revista Science in Sports and Medicine, revelaram que homens que correram duas ou mais maratonas por ano tiveram 41% menos chance de sofrer de pressão alta, 32% menos risco de ter colesterol alto e 87% menos chance de ter diabetes do que não-maratonistas.
“Todas as formas de atividade física trazem benefícios à saúde. Mas os dados sugerem que as vantagens para aqueles que se esforçam são ainda maiores”, disse Paul Williams, do Colégio Americano para a Medicina do Esporte.


Revista Sport Life - 02.06.09