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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Por que fazer Treinamento Funcional?



Não é à toa que o método faz o maior sucesso nas academias e entre os treinadores mais antenados do país: ele é garantia de resultado para emagrecer e construir um corpo bonito, forte e ágil.
Imagine a cena: você está voltando de viagem e espera suas malas (cada uma pesa quase 30 quilos) na esteira do aeroporto. Assim que elas aparecem, se apressa para pegar a primeira e... ai! As costas gritam por causa de um mau jeito. Ou, então, no carro, você se estica toda para alcançar alguma coisa no banco de trás e pronto: trava tudo. Acidentes acontecem, mas, nesses casos, é provável que pudessem ser evitados com mais consciência corporal e um físico à prova de mau jeito, exatamente a proposta da ginástica funcional. 

O nome já diz: o funcional foi concebido para tornar mais eficientes as funções do nosso corpo, como equilíbrio, flexibilidade, potência, coordenação motora, agilidade e força. O objetivo é melhorar o padrão de execução dos nossos movimentos nas tarefas do dia a dia, na academia e na prática de esportes.

Malhação inteligente

O funcional veio para revolucionar a maneira como você treina. “Até pouco tempo atrás, prevaleceu a cultura de treino de força voltado para ganhar músculos e queimar calorias, deixando de lado a qualidade do movimento.

A principal diferença em relação à musculação tradicional é trabalhar os músculos de forma integrada, e não isolada – porque é assim que eles são exigidos na vida real. No funcional utilizamos os padrões fundamentais do movimento humano, como empurrar, puxar, agachar, girar e lançar. O resultado é um corpo equilibrado, forte (mas não necessariamente musculoso), pronto para enfrentar desafios e resistente a lesões. Quer saber o que mais o funcional pode fazer por você? Veja a seguir.

1. A barriga fica sarada sem sofrimento
Um dos pilares do treinamento funcional é o fortalecimento do core, o centro de força do corpo, que inclui os músculos do abdômen, dos quadris e da região lombar e responde pela estabilização da coluna vertebral. A sacada do funcional é acionar essa musculatura em todos os exercícios, não só nos abdominais. Como no afundo, por exemplo: para evitar que o corpo oscile e o movimento perca efeito, o abdômen tem que estar ativado. Como em um movimento de rotação de tronco: contraindo a barriga, você impede que os quadris girem, o que reduziria o benefício do exercício. Resultado: barriga definida sem você perceber.

2. Você consegue músculos firmes...
O treinamento funcional trabalha com pesos livres (barras, halteres, bolas, kettlebells) e o peso do corpo (como na flexão de braço e no agachamento) para estimular o ganho de massa muscular. Pode parecer mais fácil do que usar os equipamentos de musculação, mas não é – quantas mulheres você conhece capazes de completar várias flexões de braço com perfeição? Diversos exercícios de força do funcional são familiares para quem já praticou musculação, como o agachamento, o supino e a remada. Mas também há aqueles ótimos para trabalhar a potência, como os arrancos e arremessos. A ideia principal é treinar movimentos e cadeias musculares, não músculos isolados.

3. ...e enxuga gordura
Exercícios de arremesso, suspensão e agachamento recrutam vários músculos ao mesmo tempo e quanto maior a mobilização muscular, maior o gasto calórico. Uma sessão de funcional pode gastar 800 Kcal/hora. O programa pode ser criado com foco na perda de gordura, envolvendo treinos intervalados e circuitos intercalando exercícios resistidos (com pesos e elásticos) e estímulos aeróbicos como saltos ou deslocamentos. Os estudos mais recentes, aliás, mostram que o método mais eficiente para queimar gordura é o treino intervalado de alta intensidade. Você gasta mais calorias fazendo 20 minutos de corrida intercalando tiros em velocidade máxima e períodos de descanso do que correndo 40 minutos em ritmo moderado constante.

4. O corpo fica forte
Depois de aprimorar o condicionamento físico e restabelecer um bom padrão de movimento na atividade física e nas tarefas cotidianas, vêm os benefícios estéticos: músculos trabalhados de forma harmoniosa e muitas calorias queimadas. Se você consegue executar os exercícios com perfeição, vai treinar melhor, por mais tempo e com mais intensidade. Assim, é claro, o resultado no espelho será melhor.

5. Não há risco para o tédio
Sabendo usar os acessórios próprios para o funcional, a monotonia passa longe das aulas, porque as possibilidades de exercícios são tantas que dá para fazer um treino sempre diferente do outro e, ainda assim, exercitar o corpo inteiro com eficiência.

6. O perigo de lesão cai
Como o foco do treinamento funcional é trabalhar os músculos de forma global, o perigo de sobrecarregar uma ou outra parte do corpo e se machucar é menor. Porém, como em qualquer atividade física, o ideal é contar com a orientação de um profissional capacitado para a modalidade, se concentrar em dobro nos movimentos e respeitar os limites do seu corpo enquanto se exercita.

Fonte: Porta da EF - 26.06.13

domingo, 13 de maio de 2012

Prazer, meu nome é CORE

Você já ouviu a palavra CORE, relacionada a atividade física ou musculação? Core é o nome dado a diversos músculos localizados no seu tronco que, de forma conjunta estabilizam sua coluna, sua pelve e suas costas permitindo uma melhora na movimentação dos seus membros. A terminologia vem do inglês, onde “Core” significa algo como “centro”, “ponto central”.

Quando falamos em treinamento físico, as pessoas costumam pensar sempre em pernas, glúteos ou braços. Pois saibam que treinar e fortalecer e região do Core é fundamental, até mesmo de forma complementar para qualquer exercício para outra parte do corpo, já que usamos a região de forma complementar para quase todos os movimentos, direta ou indiretamente.

O fortalecimento do Core melhora o rendimento do corpo como um todo e atenua uma série de problemas como, por exemplo, dores nas costas ou até mesmo uma barriguinha saliente fruto de má postura. Estudos comprovam melhoras até mesmo no rendimento de atletas profissionais que investiram no fortalecimento desta região. Não é frescura nem preciosismo, fortalecer a região do Core vai melhorar seu rendimento em qualquer atividade.

Mas, ao contrário do que muitos imaginam, para trabalhar a região do Core não bastam abdominais. A musculatura abdominal é apenas uma parcela do Core, que vai da pelve até o pescoço. E mesmo para quem apenas pretende fortalecimento dos músculos abdominais, saiba que também é necessário fortalecer a região do Core, pois os músculos abdominais não são independentes, estão interligados a uma série de outros músculos e para seu completo fortalecimento é indispensável fortalecer o entorno.

Não é raro ver alunos de musculação treinando de forma contínua e disciplinada membros e esquecendo do Core, parte fundamental do corpo que sustenta todo o resto. Membros fortalecidos em um Core não fortalecido podem gerar um desequilíbrio no corpo e até mesmo algum tipo de lesão. Equilíbrio é fundamental.

Invista no treinamento do Core o mesmo tempo e esforço que você investe para braços, pernas ou glúteos: pelo menos um exercício para cada grupamento muscular. A importância é tanta que algumas academias até oferecem uma aula específica para a área: Core 360, aula que ministro. Os benefícios de fortalecer esta região são inúmeros, não raro o aluno consegue até mais força para realizar os outros exercícios sobretudo dos membros, pois uma base bem equilibrada e forte permite exercícios mais pesados em todo o corpo. Então, até mesmo para você que está de olho na estética, na hipertrofia muscular, fortalecer a região do Core pode significar um salto qualitativo no seu treino.

Faça o teste e invista no fortalecimento da região do Core. Em pouco tempo você vai sentir os resultados em questão de semanas: melhora no equilíbrio, maior definição abdominal, coluna alinhada e protegida e ganho de força nos demais exercícios.

Fonte: o Personal

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Sete técnicas para melhorar o fôlego no treino de corrida

Cuidados com respiração e ritmo garantem melhor desempenho

Pernas fortes e coração saudável fazem a diferença na hora de correr, mas há outro fator importante que não pode ser deixado de lado: a força dos pulmões. Se a capacidade respiratória for limitada, o cansaço aparece mais cedo e a distância percorrida certamente será menor. "Apesar de a respiração ser automática, é preciso ter mais atenção quando ela fica ofegante, pois os músculos demandam mais esforço", conta o educador físico e triatleta Paulo Pestana, do Rio de Janeiro. Ele e o técnico de atletismo Carlos Ventura contam que é possível melhorar o fôlego e aprimorar o desempenho da corrida. Confira os passos a seguir.

Corra regularmente
A regularidade do exercício faz com que o corpo se acostume aos poucos com o esforço e consiga progredir. "Pessoas que não costumam praticar atividade física têm menos fôlego porque a sua atividade aeróbia é fraca e, por conta disso, a capacidade física é menor", explica o técnico de atletismo Carlos Ventura, autor de livros de corrida, como Manual do Corredor (Ícone Editora). Por isso, procure estabelecer uma programação com horários certos.

Reduza a velocidade
Pode ser que você esteja correndo em um ritmo mais rápido do que o seu corpo é capaz - aí não há fôlego que aguente. Carlos Ventura conta que o ritmo ideal do treino deve ser com frequências cardíacas baixas, de modo que todas as funções do organismo entrem em equilíbrio enquanto ele corre. "A capacidade respiratória pode ser melhorada com corridas longas e lentas porque promove uma hipertrofia cardíaca adequada", conta o técnico de atletismo.

Intercale com caminhada
Treinar em séries de corrida e caminhada intercaladas permite uma maior percepção do esforço físico e um tempo para recuperar o fôlego. "Isso ajuda a adaptar o condicionamento físico e o desempenho para uma corrida contínua", explica o consultor esportivo Paulo Pestana. Aos poucos, é possível aumentar o tempo da corrida e diminuir o de caminhada. Um profissional de atividade física poderá ajudá-lo a acompanhar essa evolução de acordo com o seu preparo físico.

Respire corretamente
Quanto mais ofegante você fica, mais a respiração deixa de ser automática. É preciso controlar o movimento de entrada e saída do ar para que não fique acelerado demais durante a corrida. "Costumo aconselhar os alunos com dificuldade de fôlego a fazer a respiração marcada por passos, ou seja, a cada três passos inspirando, faça os mesmos três passos expirando, até que isso seja feito naturalmente", indica o educador físico Paulo Pestana. Também pode fazer diferença evitar respirar somente com a boca, que pode aumentar a sensação de cansaço.

Faça outros exercícios
Se a impressão é de que a corrida não é suficiente para melhorar o seu fôlego, que tal aliar o treino a outros exercícios que também melhoram a capacidade respiratória? Praticamente todos contribuem: natação, treinamento em circuito, vôlei, futebol, tênis, ciclismo, entre outros.
Uma técnica que merece destaque é a yoga. Paulo Pestana indica um movimento bem simples dessa prática que potencializa o movimento da respiração e ativa toda a musculatura envolvida (diafragma e intercostais): focando o abdômen e o diafragma e sem mexer os ombros, inspire com o peito (abrindo as costelas) e expire todo o ar, até encolher a barriga. Faça esse exercício repetidas vezes e lentamente, quando estiver em repouso.

Comece devagar e acelere aos poucos
Por mais que você esteja acostumado a correr em uma velocidade mais rápida, é preciso sempre aquecer o corpo a cada início de treino. O técnico de atletismo Carlos Ventura ainda recomenda alongar e iniciar a corrida em um ritmo devagar. "Para pessoas que estão saindo do sedentarismo, também é preciso começar caminhando e só depois passar para trotes leves, dando preferência a terrenos planos e macios", afirma.

Cuide dos pulmões
O cigarro é um dos maiores inimigo do fôlego. "O hábito de fumar diminui a capacidade respiratória porque prejudica a função dos alvéolos pulmonares de absorverem oxigênio", explica o consultor esportivo Paulo Pestana. Respirar exclusivamente pela boca, deixar o nariz constantemente entupido e não tratar alergias respiratórias também são hábitos que podem dificultar o pleno trabalho dos pulmões.


Fonte:Portal Minha Vida 22/2/2012

sábado, 19 de novembro de 2011

Por que trabalhar o core?

Ele é o grupo de músculos que compõem o abdômen. Exercitá-lo ajuda a fortalecer a coluna, prevenir lesões e acabar com as dores nas costas.

Já faz muito tempo desde que o filósofo grego Platão (428/7-348/7 a.C.) fundou nos arredores de Atenas a Academia, um núcleo de disseminação do conhecimento onde se ensinava, entre tantas outras coisas, a prática da ginástica. Desde aquela época, com a sua versão primitiva da atual academia de fitness, os exercícios físicos — assim como os acessórios e aparelhos utilizados — se modernizam e se aperfeiçoam. Hoje, quem sabe, poderiam até deixar com inveja o antigo pensador, que, diz a história, ostentava um tremendo porte atlético.

Uma das principais novidades dos últimos anos é o treinamento funcional do core, que conquista espaço nos centros esportivos do Brasil. Trata-se de uma seleção de exercícios focados em desenvolver e fortificar os 29 músculos que se estendem da porção logo abaixo do peito até a base da cintura. O core — termo inglês que significa centro ou miolo — é dividido, na verdade, em dois grupos: do primeiro fazem parte os músculos mais profundos, os locais, cuja função é manter a estabilidade da coluna lombar. O segundo é composto dos músculos globais, que ficam mais na superfície e são responsáveis pela flexibilidade da região — aqui entram inclusive os gomos da barriga tanquinho.

Na área abdominal se convergem os movimentos de todo o corpo. O treinamento funcional visa justamente acionar esse conjunto de músculos, o que é importante para garantir uma boa postura e uma coluna saudável.

O conceito do treinamento funcional é trabalhar todo santo músculo da região de forma integrada. Com o core bem treinado e condicionado, o corpo inteiro fica mais coordenado e isso culmina em um menor risco de lesões, principalmente na coluna.

Os exercícios centrados nesse panteão de músculos corrigem pequenas desproporções entre eles — algo que dá as caras em todas as pessoas. O resultado dessa reparação é extremamente útil às nossas costas. Os treinos funcionais previnem e atenuam dores ali, que, na maioria das vezes, são decorrentes do desequilíbrio entre as forças musculares do tronco e da região pélvica. É essa falta de harmonia que promove um círculo vicioso de má postura e dor.

Há uma gama de exercícios dirigidos ao core. Muita gente pensa que os treinos são feitos apenas com o corpo deitado, mas as atividades também devem ser realizadas em pé, já que é nessa posição que permanecemos boa parte do dia. A intensidade e a dificuldade variam de acordo com o estágio em que a pessoa se encontra. Os iniciantes começam, de fato, com movimentos sobre uma base imóvel, como o chão. Entre os exercícios indicados nesse período estão o agachamento e as rotações de tronco

Experimente você também e seja um atleta da vida real!

Fonte: revista saúde - novembro 2011