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domingo, 23 de agosto de 2015

Cada vez mais estudos comprovam: exercícios no envelhecimento protegem de doenças

Resumo
Os resultados do estudo EFOPS mostram claramente os efeitos positivos dos exercícios combinados  a longo prazo sobre as fraturas por pequenos traumas, (micro-fraturas) em mulheres pós-menopáusicas que apresentam um maior risco de tê-las. Sabemos também que vários  protocolos de exercícios que protegem essas  fraturas, também são efetivos para uma grande variedade de doenças que surgem com aumento da idade, daí a necessidade de se estimular firmemente os idosos para realizarem  programas de exercícios combinados e  com várias finalidades, tais como, corrida, dança, musculação, flexibilidade, ou seja, aqueles, que além de proteger fraturas, também envolvem a melhora da aptidão cardiorrespiratória, neuromotora, neuromuscular e a integração social,(atividades lúdicas).
O exercício físico pode ser uma excelente opção para a prevenção de fraturas espontâneas no decorrer do envelhecimento durante o aumento da idade.
O objetivo desse estudo foi avaliar o efeito dos exercício combinados sobre a densidade mineral óssea e a incidência de fraturas do osso mineral (DMO) em indivíduos idosos com maior predisposição as mesmas. Começou em 1998 com término em 2014, em Erlangen-Nuremberg, na Alemanha, realizado portando em uma população fechada, e contou com a participação de 1.680 participantes ao todo que foram incluídos na análise de por um período de 16 anos.
 Os Endpoints primários do estudo foram as fraturas de baixo impacto determinadas por meio de questionários, entrevistas estruturadas, e DMO (densitometria óssea da coluna lombar e do colo femural ) avaliada por absorciometria de dupla energia de raios-X. Um grupo realizou um programa de exercícios múltiplos combinados e foi acompanhado enquanto outro grupo não realizou o mesmo protocolo,- grupo controle.
O estudo mostrou claramente a alta eficiência na proteção de fraturas nos programas de exercícios combinados no grupo que seguiu este protocolo. Considerando que, além disso, o efeito favorável dos exercícios sobre a maioria dos outros fatores de risco para outras doenças de alta morbi mortalidade que aparecem com o decorrer da idade, é imperativo estimularmos e preconizamos incansavelmente programas de exercícios polivalentes.
E cabe a cada um, como pessoa, e também responsável por si, por seu corpo  e por sua própria saúde, seguir e praticar não só exercícios, mas outras orientações que visem uma melhor qualidade de vida.
Estudo de Prevenção da Osteoporose, com exercícios físicos (EFOPS)
 Osteoporosis International, maio 2015
DOI 10,1007 / s00198-015-3165-3Pubmed ID 25963237
W. Kemmler, M. Bebenek, M. Kohl, S. von StengeL

domingo, 11 de dezembro de 2011

Quer chegar aos 100 anos?


Saiba quais hábitos adotar para chegar até os cem anos de idade

População idosa cresce no país, e centenários já são quase 24 mil.
Expectativa de vida do brasileiro ainda é baixa em relação a outros países.

Nos últimos 20 anos, a população idosa no país saltou de 4,8% para 7,4%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos 190 milhões de brasileiros, 14 milhões têm 65 anos ou mais.

Se forem considerados os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS), que classifica como “terceira idade” indivíduos a partir dos 60 anos, os idosos já somam 11% da população brasileira. E a faixa etária que mais cresce é a acima dos 80 anos: de 2000 para 2010, houve um aumento de 60%.

Nesse grupo, há quase 24 mil centenários. A maioria se concentra na Bahia (3.525), seguida por São Paulo (3.146) e Minas Gerais (2.597). Apesar disso, a expectativa de vida média do brasileiro – 73,5 anos – ainda é baixa se comparada com outros países. Os espanhóis, por exemplo, vivem 83 anos.


Envelhecimento vale este (Foto: Arte/G1)

O desequilíbrio no Brasil entre homens e mulheres (72 anos para eles e 79 para elas, contra uma diferença de até cinco anos nos países desenvolvidos) se deve à quantidade de mortes violentas provocadas por crimes ou acidentes. A cada dez mortes violentas, nove são de homens jovens, entre 18 e 25 anos.

Segundo o gerontólogo Alexandre Kalache e o endocrinologista Alfredo Halpern, é possível viver mais e melhor – e superar a expectativa média atual. Kalache destacou que 80% da nossa vida depende do estilo e dos hábitos que mantemos, contra apenas 20% da genética.


Para ter longevidade com saúde, é recomendado consumir mais alimentos integrais, fazer check-ups regulares (monitorar a pressão, o colesterol, a glicose e outras taxas no sangue), reduzir o sal, o açúcar e a gordura, e praticar exercícios regularmente.

Dicas para viver mais e melhor


1 – Tenha uma alimentação balanceada
Açúcar, farinha e arroz refinados, álcool (sobretudo o destilado, como cachaça, rum e uísque), sal e gordura fazem parte preponderante do prato do brasileiro. Nenhum desses alimentos deve ser proibido, mas o ideal é consumi-los com equilíbrio.


O sal está diretamente associado à hipertensão e, em excesso, pode desregular a pressão e aumentar o risco de problemas cardiovasculares, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).
Já o açúcar é fonte direta de energia e calorias. Quando consumido em exagero, porém, transforma-se em gordura e é acumulado pelo corpo, prejudicando o equilíbrio do metabolismo. A ingestão de açúcar demais é a principal causa de diabetes tipo 2, desenvolvida geralmente na fase adulta.


Além disso, o preparo de frituras e gorduras está diretamente relacionado com problemas cardiovasculares e diversos tipos de câncer. A gordura também aumenta o mau colesterol (LDL), que pode entupir as artérias.
O maior problema, de acordo com os médicos, é o prato sem cores. Por isso, a orientação é incluir na dieta alimentos verde-escuros (brócolis e couve-manteiga) – que são ricos em betacaroteno, substância que dá origem à vitamina A –, e vermelhos (uva, morango, cereja e açaí) – que têm antioxidantes capazes de eliminar os radicais livres.
Acrescente também beterraba, pimentões, banana, jabuticaba, abóbora e manga. Quanto mais cores, melhor.


As sementes oleaginosas (nozes, amêndoas e castanhas) também são ricas em nutrientes e ajudam a prevenir problemas cardiovasculares. Peixes de carne mais escura (salmão e sardinha), por sua vez, são ricos em ômega 3, importante para o equilíbrio das gorduras no sangue.
Outro elemento que deve ser introduzido na dieta é o azeite de oliva, que, quando usado em temperatura ambiente e doses moderadas, diminui o colesterol ruim e aumenta a gordura boa na circulação sanguínea.

2 – Perdoe e saiba lidar com o estresse e a ansiedade
O bom humor é essencial para viver com qualidade. Guardar rancor interfere diretamente na saúde, e, segundo estudos, situações de angústia podem mexer com as células. O estresse, a ansiedade e a raiva acumulada são capazes de levar à hipertensão, a problemas cardiovasculares, e prejudicar principalmente o sistema de defesa.
O estresse também contribui para a produção de radicais livres, que são como uma ferrugem nas veias e artérias e nos deixam mais suscetíveis a doenças.

3 – Meça a pressão sempre
Uma das bases do envelhecimento saudável é prevenir e tratar precocemente as doenças crônicas. Para isso, é importante saber como anda a sua saúde, o seu corpo, e se há algum sinal de perigo.
A indicação é um exame básico, tanto para homens quanto para mulheres, uma vez por ano a partir dos 50 anos. Nessa checagem, é preciso que você faça:
- Medição de pressão (para evitar a hipertensão)
- Medição do açúcar no sangue (para prevenir diabetes)
- Medição de colesterol (contra problemas cardiovasculares)
- Exames para câncer (mamografia, papanicolaou, toque retal, etc)
Além disso, é fundamental que você respeite a cartela de vacinação e fique atento principalmente às vacinas oferecidas à terceira idade, quando o sistema imunológico está mais fraco.

4 – Pratique exercícios regularmente
A atividade física frequente é uma condição para envelhecer bem. Uma boa medida é praticá-la 5 vezes por semana, por pelo menos meia hora.
A cada ano, perdemos cerca de 1% a 2% do nosso tônus muscular. Além de enfraquecerem, os músculos também se encurtam, e as atividades do dia a dia passam a ser mais trabalhosas. Nossa capacidade cardiovascular também diminui se estivermos em uma condição sedentária.
A dica dos médicos é estimular a capacidade cardiovascular com exercícios aeróbicos (que fazem suar) e fortalecer os músculos com musculação.

5 – Esteja no peso ideal
Engordar é aumentar as chances de desenvolver uma série de doenças crônicas. Ao chegar ao peso ideal, é fundamental que você o estabilize.
O ganho de peso está diretamente relacionado ao aumento da circunferência abdominal e, consequentemente, a uma maior resistência periférica à insulina, condição que prejudica o funcionamento do pâncreas e o controle de fabricação de energia.

Engordar também contribui para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, pois o acúmulo de massa gorda aumenta a quantidade de colesterol ruim (LDL) no sangue. E a sobrecarga que a gordura impõe às articulações leva a problemas como artrose, que não mata, mas incapacita e reduz a qualidade de vida.

Fonte: Programa Bem Estar - 07.12.11



quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Correr só envelhece se o esportista passar dos limites

Atividade produz radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento, mas de forma balanceada só traz benefícios

Uma dúvida ronda o atleta que pratica corrida: afinal, correr envelhece? De acordo com especialistas do esportes, sim. Mas a corrida só envelhece se for praticada em excesso.

O envelhecimento se dá através da oxidação das células, provocado pelos radicais livres. Estudos comprovam que a corrida produz muitos radicais livres, assim como qualquer atividade física intensa. Porém, em repouso, quem pratica atividade física produz mais substâncias antioxidantes quando o corpo está em repouso.

A corrida, quando praticada de forma equilibrada, evita celulites e varizes. Pois a atividade é excelente para a circulação sanguínea. O ideal para quem corre é conciliar o esporte com uma alimentação balanceada, rica em frutas, verduras e legumes, alimentos ricos em antioxidantes.

http://exame.abril.com.br
Fonte:Exame.com 13/10/2011