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domingo, 11 de dezembro de 2011

Quer chegar aos 100 anos?


Saiba quais hábitos adotar para chegar até os cem anos de idade

População idosa cresce no país, e centenários já são quase 24 mil.
Expectativa de vida do brasileiro ainda é baixa em relação a outros países.

Nos últimos 20 anos, a população idosa no país saltou de 4,8% para 7,4%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos 190 milhões de brasileiros, 14 milhões têm 65 anos ou mais.

Se forem considerados os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS), que classifica como “terceira idade” indivíduos a partir dos 60 anos, os idosos já somam 11% da população brasileira. E a faixa etária que mais cresce é a acima dos 80 anos: de 2000 para 2010, houve um aumento de 60%.

Nesse grupo, há quase 24 mil centenários. A maioria se concentra na Bahia (3.525), seguida por São Paulo (3.146) e Minas Gerais (2.597). Apesar disso, a expectativa de vida média do brasileiro – 73,5 anos – ainda é baixa se comparada com outros países. Os espanhóis, por exemplo, vivem 83 anos.


Envelhecimento vale este (Foto: Arte/G1)

O desequilíbrio no Brasil entre homens e mulheres (72 anos para eles e 79 para elas, contra uma diferença de até cinco anos nos países desenvolvidos) se deve à quantidade de mortes violentas provocadas por crimes ou acidentes. A cada dez mortes violentas, nove são de homens jovens, entre 18 e 25 anos.

Segundo o gerontólogo Alexandre Kalache e o endocrinologista Alfredo Halpern, é possível viver mais e melhor – e superar a expectativa média atual. Kalache destacou que 80% da nossa vida depende do estilo e dos hábitos que mantemos, contra apenas 20% da genética.


Para ter longevidade com saúde, é recomendado consumir mais alimentos integrais, fazer check-ups regulares (monitorar a pressão, o colesterol, a glicose e outras taxas no sangue), reduzir o sal, o açúcar e a gordura, e praticar exercícios regularmente.

Dicas para viver mais e melhor


1 – Tenha uma alimentação balanceada
Açúcar, farinha e arroz refinados, álcool (sobretudo o destilado, como cachaça, rum e uísque), sal e gordura fazem parte preponderante do prato do brasileiro. Nenhum desses alimentos deve ser proibido, mas o ideal é consumi-los com equilíbrio.


O sal está diretamente associado à hipertensão e, em excesso, pode desregular a pressão e aumentar o risco de problemas cardiovasculares, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).
Já o açúcar é fonte direta de energia e calorias. Quando consumido em exagero, porém, transforma-se em gordura e é acumulado pelo corpo, prejudicando o equilíbrio do metabolismo. A ingestão de açúcar demais é a principal causa de diabetes tipo 2, desenvolvida geralmente na fase adulta.


Além disso, o preparo de frituras e gorduras está diretamente relacionado com problemas cardiovasculares e diversos tipos de câncer. A gordura também aumenta o mau colesterol (LDL), que pode entupir as artérias.
O maior problema, de acordo com os médicos, é o prato sem cores. Por isso, a orientação é incluir na dieta alimentos verde-escuros (brócolis e couve-manteiga) – que são ricos em betacaroteno, substância que dá origem à vitamina A –, e vermelhos (uva, morango, cereja e açaí) – que têm antioxidantes capazes de eliminar os radicais livres.
Acrescente também beterraba, pimentões, banana, jabuticaba, abóbora e manga. Quanto mais cores, melhor.


As sementes oleaginosas (nozes, amêndoas e castanhas) também são ricas em nutrientes e ajudam a prevenir problemas cardiovasculares. Peixes de carne mais escura (salmão e sardinha), por sua vez, são ricos em ômega 3, importante para o equilíbrio das gorduras no sangue.
Outro elemento que deve ser introduzido na dieta é o azeite de oliva, que, quando usado em temperatura ambiente e doses moderadas, diminui o colesterol ruim e aumenta a gordura boa na circulação sanguínea.

2 – Perdoe e saiba lidar com o estresse e a ansiedade
O bom humor é essencial para viver com qualidade. Guardar rancor interfere diretamente na saúde, e, segundo estudos, situações de angústia podem mexer com as células. O estresse, a ansiedade e a raiva acumulada são capazes de levar à hipertensão, a problemas cardiovasculares, e prejudicar principalmente o sistema de defesa.
O estresse também contribui para a produção de radicais livres, que são como uma ferrugem nas veias e artérias e nos deixam mais suscetíveis a doenças.

3 – Meça a pressão sempre
Uma das bases do envelhecimento saudável é prevenir e tratar precocemente as doenças crônicas. Para isso, é importante saber como anda a sua saúde, o seu corpo, e se há algum sinal de perigo.
A indicação é um exame básico, tanto para homens quanto para mulheres, uma vez por ano a partir dos 50 anos. Nessa checagem, é preciso que você faça:
- Medição de pressão (para evitar a hipertensão)
- Medição do açúcar no sangue (para prevenir diabetes)
- Medição de colesterol (contra problemas cardiovasculares)
- Exames para câncer (mamografia, papanicolaou, toque retal, etc)
Além disso, é fundamental que você respeite a cartela de vacinação e fique atento principalmente às vacinas oferecidas à terceira idade, quando o sistema imunológico está mais fraco.

4 – Pratique exercícios regularmente
A atividade física frequente é uma condição para envelhecer bem. Uma boa medida é praticá-la 5 vezes por semana, por pelo menos meia hora.
A cada ano, perdemos cerca de 1% a 2% do nosso tônus muscular. Além de enfraquecerem, os músculos também se encurtam, e as atividades do dia a dia passam a ser mais trabalhosas. Nossa capacidade cardiovascular também diminui se estivermos em uma condição sedentária.
A dica dos médicos é estimular a capacidade cardiovascular com exercícios aeróbicos (que fazem suar) e fortalecer os músculos com musculação.

5 – Esteja no peso ideal
Engordar é aumentar as chances de desenvolver uma série de doenças crônicas. Ao chegar ao peso ideal, é fundamental que você o estabilize.
O ganho de peso está diretamente relacionado ao aumento da circunferência abdominal e, consequentemente, a uma maior resistência periférica à insulina, condição que prejudica o funcionamento do pâncreas e o controle de fabricação de energia.

Engordar também contribui para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, pois o acúmulo de massa gorda aumenta a quantidade de colesterol ruim (LDL) no sangue. E a sobrecarga que a gordura impõe às articulações leva a problemas como artrose, que não mata, mas incapacita e reduz a qualidade de vida.

Fonte: Programa Bem Estar - 07.12.11



sábado, 24 de setembro de 2011

Nunca é tarde para começar...

Quem não quer chegar aos 50, 60, 70 anos, com a mesma disposição dos 20? Ou simplesmente com independência para realizar as atividades da vida diária, com mais segurança, harmonia e vigor? É por causa dessas e outras questões que a idade média da nossa população aumentou, tendo um avanço em todos os aspectos, até mesmo na forma de classificar esta fase, agora chamamos de “Melhor Idade”, que antes chamávamos de "Idosos", não importa a fase e nem o nome que estão dando, o importante é levar uma vida mais saudável, com acompanhamento médico, nutricional e estar dentro de um programa de atividade física com a orientação de um profissional de Educação Física.

Independente da sua idade hoje, nunca é tarde para receber os benefícios que a atividade física proporciona e chegar na "Melhor Idade" com tudo em cima! É nesse período onde ocorre várias mudanças, entre elas, no nível hormonal, composição ósseo e no percentual da massa magra (Músculo), por tudo isso e para evitar futuras doenças como Hipertensão, Mal de Alzheimer, Diabetes, etc Comece já! Não há motivo para desanimar, ainda há tempo para correr atrás do prejuízo.

Podemos começar com o acompanhamento do seu médico, com todos os exames necessários, próximo passo é um acompanhamento nutricional e de um profissional de Educação Física especializado. O mais importante é que nas estratégias adotadas nos treinamentos, esteja sempre presente o trabalho que envolva o ganho de flexibilidade, fortalecimento da região do “core” (tronco e abdômen), equilíbrio, agilidade, coordenação motora, percepção de espaço e tempo, trabalhos que desafiem o sistema nervoso central, o sistema sensório motor e estimule o raciocínio, proporcionando assim um corpo mais inteligente, e protegido principalmente de possíveis quedas. Não importa se é em uma academia, no parque ou no seu clube, o importante é praticar algum tipo de atividade física, que lhe agrade e que tenha uma freqüência semanal.

Pensando em todos estes estímulos é que não podemos ficar somente nos trabalhos tradicionais, onde estão envolvidos todos com características cardiovasculares (ex.: só a esteira) e fortalecimento muscular (ex.: só os aparelhos de musculação), mas que o fortalecimento muscular não seja feito somente de forma localizada, e sim com exercícios integrados e com pesos livres, utilizando assim o corpo todo.

Não diga que já acabou que não dá mais tempo, não venha com a velha desculpa que “Ah! Já estou velha demais para começar”, nada disso, ainda tem os netinhos para brincar, os filhos para aconselhar e as amigas novas e antigas para aproveitar; agora quero ver você marcando uma nova viagem, uma festa com as amigas e é claro se matricular em uma academia, renovar o plano no clube, ou simplesmente começar a caminhar pelo menos duas vezes por semana no parque. 

Vamos iniciar os treinamentos? Nunca é tarde para começar!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Exercícios amenizam a atrofia muscular



Apesar de ser uma condição inevitável, como atestam os especialistas, a perda da massa muscular pode ser prevenida, e até cessada, se forem observados alguns cuidados. Praticar uma atividade física regularmente, com uma frequência mínima de três a quatro vezes por semana é fundamental. Os exercícios de resistência são os mais recomendados: musculação, caminhadas, natação, hidroginástica, e até mesmo atividades de dança e jogos coletivos.
Mas entre as atividades citadas acima, o fisiologista Márcio Mousinho destaca a musculação como a melhor para combater a sarcopenia. “Essa modalidade é cientificamente comprovada a melhor, para a prevenção, tratamento e reversão do quadro da perda da massa muscular, força e fraqueza músculo-esquelética decorrente no envelhecimento.”

Os exercícios mais recomendados, segundo ele, são os que envolvem os membros inferiores, pois deles depende a locomoção do idoso para a realização das tarefas cotidianas. Mousinho lembra, porém, que antes de iniciar a musculação, é preciso fazer uma avaliação física e funcional com um Educador Físico, especialista da área, para que identificar as possíveis limitações e doenças já existentes. “Estas informações preliminares norteiam uma prescrição de exercícios adequados, de acordo com a capacidade atual”, diz.

O professor de Educação Física e especialista em Ciências do Esporte da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Raimundo Nonato Nunes, também afirma que a perda muscular pode ser neutralizada desde que a musculatura seja devidamente trabalhada.

Raimundo, porém, demonstra certa resistência com caminhadas no processo de contenção da sarcopenia. Para ele, essa atividade não favorece a perda de gordura mas não reforça os músculos. “Temos que dar ganho de massa muscular para que o idoso possa fazer suas atividades mais simples, como pentear os cabelos, sentar-se e levantar-se do vaso sanitário, por exemplo.”

Motivado pelas dificuldades impostas pela obesidade a um colega, o professor de Educação Física Raimundo Nonato Nunes desenvolveu uma metologia de exercícios físicos realizados na água que promovesse a queima de calorias, a perda de gordura e o aumento da massa muscular não apenas para pessoas de idade mais avançada, mas também doentes crônicos e obesos.

A técnica, batizada de “Caminhágua”, consiste em sessões de caminhadas, com até uma hora de duração, no máximo, executadas dentro de uma piscina. Com a adaptação e evolução dos alunos, o grau de dificuldade dos exercícios vai aumentando.

Segundo o professor, a técnica é baseada em três pressupostos básicos: de Arquimedes, sobre a modificação do peso na água, que é reduzido. “Dessa forma, os exercícios não sobrecarregam os membros inferiores, pois a água reduz em até 20% o peso do corpo.”; de Newton, sobre a dificuldade de vencer a inércia da água. “Com isso, a massa muscular trabalha mais. É uma carga que é empurrada e não transportada como na musculação.”; e o de Carnot, que trabalha a temperatura. “A perda de calor favorece o emagrecimento, pois quanto mais fria a água, mais calorias são queimadas. Essa diferença entre a temperatura da água e do corpo faz acelerar o metabolismo.”

Segundo Raimundo Nonato, os exercícios físicos praticados na água geram uma perda calórica cinco vezes maior do que os praticados “a seco”. “Tem gente que perde até três quilos por semana.” O projeto “Caminh’água” é aberto à população e são realizados diariamente em piscina do Campus da UFRN, das 17h às 20h. Os interessados devem procurar o professor Raimundo Nonato Nunes no Departamento de Educação Física. As atividades são realizadas há um ano e quatro meses.
O atual grupo de alunos tem pessoas com até 80 anos de idade, mas não é restrito somente à idosos. Há alunos de idades variadas. Entre eles, hipertensos diabéticos, portadores de Parkinson e problemas renais, além de gente com taxas alteradas. Os benefícios são muitos, de acordo com Nunes: melhora da qualidade do sono, alta queima calórica, redução de todas as taxas e melhora da hipertensão. “Estamos tendo uma resposta fantástica”, comemora o professor.

São mais de 100 alunos sob a orientação de Raimundo Nonato, durante cinco dias da semana. Não há horário estipulado para as atividades, ficando a cargo de cada um programar suas aulas no intervalo de horário estipulado.

“A libertadora”

O professor Raimundo Nonato se diz muito satisfeito em proporcionar melhor qualidade de vida às pessoas e ver a satisfação no rosto delas. Um dos frutos desse afinco é o projeto de uma cadeira para atividades físicas, batizada de “A Libertadora”. Feita em madeira, ela proporciona até 13 combinações diferentes de exercícios, segundo o seu criador, que agora busca patentear o protótipo.

A cadeira tem uma base para sentar-se maior do que as tradicionais, um encosto para a cabeça/pescoço e ainda pesos feitos de garrafa pet para trabalhar os membros inferiores e superiores, abdome e coluna vertebral. A intensidade da carga é de acordo com o material colocado no interior das pets (areia, chumbo, água).

A motivação para a criação de “A Libertadora”, como conta o seu idealizador, foi a condição do pai de um amigo seu que, mesmo precisando e sob recomendação, se recusava a frequentar fisioterapia. “É como ter uma academia para as pessoas que não gostam de sair de casa.”

Mobilidade física e fatores de risco e proteção à saúde

Dados apontados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), em 2008. Números relativos à região Nordeste.

— Costumavam ir a pé ou de bicicleta de casa para o trabalho:

55 a 59 anos – 44,1%
60 a 64 anos – 44,0%
65 anos ou mais – 44,7%

— Praticaram exercício físico ou esportes nos últimos três meses:
32,5% homens
16,9% mulheres

55 a 59 anos – 16,4%
60 a 64 anos – 16,6%
65 anos ou mais – 11,7%

— Pessoas ativas no lazer:
12,5% homens
7,0% mulheres

55 a 64 anos – 6,7%
65 anos ou mais – 4,8%

— Assistiram televisão 30 dias antes de participar da pesquisa:
50 a 59 anos – 90,9%
60 anos ou mais – 85,1%

— Usaram o computador, fora do trabalho, 30 dias antes da realização da pesquisa:
50 a 59 anos – 9,0%
60 anos ou mais – 3,0%

— Foram vítimas de violência, nos 12 meses antes da realização da pesquisa:
60 anos ou mais - 1,4%
— Foram vítimas de violência, nos 12 meses antes da realização da pesquisa, o que impossibilitou a realização de atividades habituais:
Deixaram de realizar – 30,5%
Não deixaram – 69,5%

— Foram vítimas de violência, nos 12 meses antes da realização da pesquisa e procuraram serviço de saúde:
Procuraram – 52,6%
Não procuraram – 47,4%

— Envolveram-se em algum acidente de trânsito nos 12 meses antes da realização da pesquisa:
55 a 64 anos – 1,2%
65 anos ou mais – 0,8%

— Fumaram algum produto variado do tabaco:
Cigarro – 16,0%
Industrializado – 11,9%
De palha ou enrolado à mão – 7,0%

Fonte:
- Portal da Educação Física;
- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

sábado, 17 de abril de 2010

Benefícios para todos



Orientada, a prática de exercícios físicos pode ajudar no tratamento de portadores de doenças crônicas, aumentando a qualidade de vida

Portadores de doenças crônicas muitas vezes temem que a prática de exercícios físicos possa agravar os males que sofrem. Programas individualizados para esses pacientes, porém, crescem como alternativas para uma vida mais saudável.

Os benefícios da prática de atividades físicas são indiscutíveis. O hábito de fazer exercícios, seja ao ar livre ou em academias, é defendido por cientistas e recomendado por médicos como um dos melhores caminhos para uma vida saudável. Quem sofre de doenças crônicas, porém, costuma ter dúvidas sobre se pode ou não se exercitar. Diabéticos, hipertensos, asmáticos ou portadores de males degenerativos como Alzheimer e Parkinson nem sempre sabem que mexer o corpo pode ser parte do tratamento da patologia, desde que os exercícios sejam personalizados e voltados para as necessidades e limitações de cada um.

Tanto médicos quanto os profissionais dedicados ao atendimento dessas pessoas não têm dúvidas: a atividade física não é apenas benéfica para manter o corpo em forma, ela melhora a resistência e o bem-estar daqueles que se tornaram reféns de doenças sem cura, reduzindo a chance de complicações e aumentando a qualidade de vida dos pacientes. O cardiologista José Roberto Barreto explica que, dependendo do problema, as restrições existem, mas jamais devem impedir a prática. Para os hipertensos, por exemplo, atividades com muito peso ou carga não são indicadas.

De maneira geral, os exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida e natação, são mais recomendados. Para os pacientes idosos, é importante também a musculação.

Ela impede a atrofia muscular. A prática deve ser encarada como parte do tratamento. Trinta minutos de atividades, três vezes por semana, trazem benefícios importantíssimos – garante o médico.


O cardiologista considera que a prática esportiva é fundamental para controlar o estresse, fator comum em pacientes crônicos.

– Em muitos casos, conseguimos até suspender a prescrição de medicamentos como ansiolíticos e tranquilizantes, além de reduzir as drogas que controlam a doença em si – observa Barreto.

O endocrinologista Marco Antônio Vivolo afirma que a prática de atividade física também é uma aliada no controle do diabetes tipo 2, a quarta maior causa de mortes no mundo – representa cerca de 3,8 milhões de óbitos por ano. Com uma dieta balanceada, os exercícios auxiliam na redução e no controle da glicemia (concentração de glicose no sangue). Eles aceleram o metabolismo, queimam calorias e controlam o peso, além de melhorarem a circulação sanguínea.


Fonte: Caderno Vida - ZH - 17.04.10

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Mal de Parkinson


Parkinson atinge 1 a cada 100 idosos; tentar manter atividade é fundamental


O mal de Parkinson é degenerativo, progressivo e irreversível. Não tem cura e atinge uma em cada 100 pessoas acima de 60 anos, segundo a Associação Brasil Parkinson (ABP). E apesar das barreiras impostas pela doença, cujo Dia Mundial é 11 de abril, uma das principais orientações dos especialistas é estimular os portadores a levar uma vida normal, dentro de suas limitações. Não é fácil, mas não faltam exemplos de pessoas que apesar de diagnosticadas há anos, mantém um ritmo por vezes difícil para quem não tem nada.


O ator Paulo José, 73 anos, e há 17 com o diagnóstico, é um dos principais exemplos dessa batalha contra a doença. O trabalho é um dos "remédios" que usa contra a doença, além de seguir as orientações médicas. Está filmando o longa O Palhaço, dirigido por Selton Mello, integra o elenco de "Quincas Berro d´Água", que estreia nas telonas em maio. Já declarou que a doença o obrigaria a ter uma vida mais calma, mas simplesmente não consegue.


O também ator Michael J.Fox, protagonista da trilogia de filmes "De Volta para o Futuro", dos anos 1980, luta contra o problema desde 1991. Interrompeu sua carreira por um período, teve complicações com alcoolismo e escreveu um livro chamado "Um Otimista Incorrigível". No ano passado, voltou à ativa na série de TV "Rescue Me", interpretando um paraplégico e recebeu um prêmio Emmy pela atuação. Também criou uma fundação para pesquisa da doença. Joga hóquei e golfe.


Depressão


Atividades bastante complicadas para um problema que causa tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular e desequilíbrio, além de alterações na fala e escrita. Por conta de tais dificuldades, muitos portadores se tornam reclusos, o que favorece o aparecimento também da depressão.


Segundo o neurologista Roberto Godoy, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, mais de 60% dos idosos que sofrem da doença são vítimas da neurose. "Nossa equipe atende cerca de 40 pacientes por mês e mais da metade deles apresenta algum grau de depressão. O tratamento não deve ser voltado apenas ao controle do Parkinson. Quem convive com o doente deve ficar atento também aos sintomas de depressão."


Trata-se de uma doença neurológica e foi descrita pela primeira vez pelo médico inglês James Parkinson, em 1817. A grande maioria dos pacientes tem os primeiros sintomas a partir dos 55 a 60 anos, embora pessoas mais jovens ou mais idosas também possam desenvolvê-los, como Michael J.Fox, que tinha 30 anos quando percebeu um tremor estranho num dos dedos. Mas nem sempre esse sintoma é o que aparece. O aposentado Oswaldo Antônio, de 86 anos, por exemplo, movimenta-se devagar e costumava cair com facilidade, sem apresentar os característicos tremores. Descobriu a enfermidade há seis anos após passar por uma série de médicos. Hoje, toma remédios que ajudam a diminuir os problemas. Ainda faz aulas de hidroginástica e de dança. "Os exercícios de dança são dirigidos à doença. Os movimentos são feitos enquanto estou sentado porque a dificuldade de fazer em pé é manter o equilíbrio."


Parkinsonismo


A doença de Parkinson é a principal forma de parkinsonismo, representando cerca de 70% dos casos, segundo a ABP. Surge devido à falta ou diminuição da dopamina. Esse quadro acontece pela degeneração das células (situadas na região do cérebro chamada substância negra) que a produzem. As outras formas de parkinsonismo têm causas diferenciadas, tais como infecções e traumas. O ex-pugilista americano Muhammad Ali desenvolveu o chamado parkinsonismo do pugilista, em consequência de traumas cranianos. Enquanto a doença de Parkinson é progressiva e não tem cura, determinados parkinsonismos (como o adquirido por meio de medicamentos, por exemplo) podem ser eliminados.


O problema é progressivo. O que determina a velocidade da piora provavelmente são fatores ligados ao metabolismo e à genética. "Mas não se conhece de forma definitiva os fatores que levam alguns pacientes a piorarem rapidamente com todo o tratamento instituído", disse Roberto Godoy.


Tratamento


O diagnóstico é feito pela exclusão da possibilidade de outras doenças. O médico chega a ele ao aliar ainda a história clínica do paciente ao exame neurológico. O tratamento logo no início permite uma vida ativa e, muitas vezes, retarda muito a evolução do problema. Vale apostar também em sessões de fisioterapia, fonoaudiologia e psicologia. A falta de cuidados, no entanto, gera uma piora progressiva, a ponto de tornar o doente completamente incapacitado, como informou Godoy.


A medicação tem como meta melhorar os sintomas. "O tratamento cirúrgico é reservado a alguns poucos pacientes em que a medicação não mais surte efeito. Entre as técnicas se inclui a estimulação de estruturas profundas no cérebro, como o marcapasso, com resultados satisfatórios quando indicado corretamente", afirmou Godoy.


Fonte: Terra – Vida e Saúde - 09.04.10

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Continuar trabalhando depois da aposentadoria faz bem



Essa estratégia ajuda a manter a saúde do cérebro, que fica menos vulnerável ao Alzheimer


Tem gente que não vê a hora de se aposentar para dar o chute inicial em um novo projeto de vida — o sonhado plano B. E há quem, apesar da baixa na carteira profissional, nem pensa em ficar na reserva. Para todos, a boa notícia é: deixar para pendurar as chuteiras mais tarde posterga a perda de memória. O estímulo para continuar pegando no batente veio de um estudo do Instituto de Psiquiatria do King’s College London, na Inglaterra.

Depois de analisar os dados de 1 320 pessoas com demência senil, os pesquisadores constataram que, mais do que o nível de educação e o tipo de trabalho, aqueles que suaram a camisa por períodos mais longos demoraram igualmente mais para apresentar os primeiros sintomas da doença. A cada ano extra de serviço, a investigação apurou seis meses de lambuja das lembranças.

As habilidades mentais exigidas para resolver as encrencas e desafios do dia a dia de uma corporação, por exemplo, ajudam a malhar o cérebro. “Como toda atividade intelectual, isso provoca maior oxigenação dos circuitos neurais, produção e liberação de neurotransmissores. E ativa as sinapses, local de contato entre os neurônios, reduzindo o risco de morte dessas células”, explica Wagner Gattaz, presidente do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

É verdade que quem trabalha por mais tempo são as pessoas que se sentem melhor. “Daí vem a boa pergunta: é o trabalho que conserva a saúde ou a saúde que sustenta a força de trabalho?”, questiona Paulo Caramelli, neurologista e professor da Universidade Federal de Minas Gerais. Os estudos precisam se aprofundar para encontrar a resposta. Seja ela qual for, a ordem é prosseguir com o jogo. Mesmo que em um ritmo mais leve, até porque prazer também é fundamental. E melhor ainda: uma das novidades na prevenção do Alzheimer defendida no último Icad (International Conference on Alzheimer’s Disease), o grande congresso sobre o tema, que aconteceu em julho, em Viena, capital austríaca, foi a possibilidade de o trabalho retardar os sintomas dessa degeneração neurológica mesmo que a gente só se atente para isso aos 50 anos.

Para os que estavam de pijama sem nada mais interessante para fazer, ainda é hora de levantar do sofá e recomeçar o bate-bola. “Sabe-se que de 10 a 15% dos indivíduos se aposentam com um transtorno cognitivo leve, algo que não chega a atrapalhar sua rotina, mas já denota falhas nas recordações. Se o estilo de vida não mudar, em um ano aumenta-se o risco de desenvolver Alzheimer”, lembra Gattaz.

Acenda o raciocínio


O perigo de a demência aparecer evolui com a idade — depois dos 65 anos, dobra a cada cinco. “E diminui à medida que se incluem na rotina atividades cognitivo-intelectuais, exercícios físicos, dieta apropriada, prazer e controle dos fatores de dano vascular como hipertensão, diabete e colesterol alto”, entusiasma-se Caramelli. “A aposentadoria é uma conquista, o começo de uma nova fase. Mas cuidado: não desligue o cérebro”, alerta o especialista. Esse segundo tempo vale ouro.

E a grana?
É preciso garantir o básico com a aposentadoria, ok. Então, além do INSS, o consultor financeiro Paul Lesbaupin, de São Paulo, fez um cálculo de quanto aplicar por mês na previdência privada para engordar a renda mensal vitalícia com R$ 500. Ao imaginar que a aposentadoria virá aos 55 anos, se você tem 40, poupe R$ 530 por mês durante 15 anos. Para os que estão na casa dos 45, R$ 900 por dez anos. E, para os cinquetinhas, R$ 2 025 por cinco anos. Quer dobrar a renda? Duplique a poupança.

Fonte: Revista Saúde - setembro 2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O ciclismo indoor como prática possível para idosos


Uma revisão literária de 2002 a 2006, referente prática de ciclismo in door por idosos com idade entre 60 e 65 anos.

O crescimento da população idosa é fato que vem ocorrendo desde a década de 50 e, segundo projeções, deve crescer 16 vezes entre 1950 e 2020. Sabe-se que envelhecer é um processo que, do ponto de vista fisiológico, implica em alterações na funcionalidade dos sistemas. É clara a redução progressiva das aptidões funcionais, alterações estas que interferem na qualidade de vida do idoso, limitando sua capacidade de realizar atividades cotidianas com vigor, deixando sua saúde mais vulnerável.

Como o crescimento da população idosa ocorre não só no Brasil, mas no mundo todo, a manutenção da integração dos indivíduos na sociedade. Além das já existentes campanhas de incentivo a prática de atividade física voltadas a este grupo através dos profissionais da área da saúde e da imprensa, são necessárias, também, ações comunitárias, educativas e governamentais que proporcionem possibilidades de organização de grupos e condições possíveis para ela.

O envelhecimento pode ser compreendido como um processo múltiplo e complexo de contínuas mudanças ao longo dos anos, com alterações na visão, audição e da capacidade física, o que afeta fatores sociais e comportamentais. Uma idéia preconcebida sobre a velhice a caracteriza apenas pela decadência física e ausência de papéis sociais, desenhando a típica figura do velho esclerosado e inútil.

O sedentarismo do idoso provém, muitas vezes, de imposições sócio-culturais, mais do que de uma incapacidade funcional. Sabe-se, também, que boa parte das alterações fisiológicas e funcionais observadas nos idosos são resultantes da inexistência de estímulos e não apenas devidas ao processo natural de envelhecimento.

A prática de exercício físico, além de combater o sedentarismo, contribui de maneira significativa para a manutenção da aptidão física do idoso, seja na sua vertente da saúde, como nas capacidades funcionais.

A participação regular de idosos em atividades físicas, realizando exercícios aeróbios e treinamento de força, promovem respostas orgânicas favoráveis que contribuirão para um envelhecimento mais saudável.

Os benefícios do programa aeróbio sobre o sistema cardiovascular podem incluir melhora na respiração, na circulação central, na função cardíaca, na circulação periférica, como também no metabolismo músculo esquelético e redução do percentual de gordura.

A atividade física pode ser um importante aliado para prevenção de doenças, promoção da saúde e da funcionalidade física dos idosos. Do ponto de vista psicológico pode-se afirmar que problemas relatados nesta faixa etária são ligados aos altos níveis de depressão e angústia, além de baixos níveis de satisfação de vida. As dificuldades dos idosos com as atividades do dia-a-dia devidas a problemas físicos ocasionam dificuldades nas relações sociais com outras pessoas e na manutenção da autonomia, trazendo prejuízos à saúde emocional.

O ciclismo indoor pode ser definido como uma atividade ministrada por um profissional para um grupo de indivíduos que variam em idade, sexo e aptidão física. É praticada em bicicleta estacionária, desenvolvendo treinamentos que promovem resistência aeróbia e anaeróbia, acompanhada ou não de um ritmo musical. Pode ser definido também como a prática do ciclismo em bicicletas estacionárias, realizado geralmente em academias de ginástica, com fins cardiovasculares, o RPM é um exemplo.

O ciclismo indoor surgiu como uma nova alternativa de atividade aeróbica dentro das academias, por meio de um programa de treinamento contínuo ou intervalado, visando a manutenção e melhora do sistema cardiovascular.

Quanto aos motivos que levam à sua procura, são divididos em internos e externos. Dentre os primeiros estão os fisiológicos, psicológicos e sociais, afiliação, poder e realização. Os demais se referem a incentivos, recompensas e dificuldades.

O ciclismo indoor pode ser uma atividade interessante para grupos especiais, praticada da maneira adequada e com orientações específicas.

Não é possível afirmar que o ciclismo indoor seja uma atividade interessante para todos os indivíduos que freqüentam uma academia. Ela só se torna interessante para aqueles cujas características da atividade coincidam com suas necessidades específicas. Sendo assim, quem procura o ciclismo indoor geralmente demonstra um perfil ativo, que precisa de intenso movimento muscular e que exige grande desprendimento de energia física.

Feitas estas considerações, pergunta-se: a prática do ciclismo indoor é realmente eficaz para o idoso?

Uma vez que se espera eficácia no desenvolvimento cardiorespiratório e cardiovascular, a prática seria eficaz também para outros aspectos, como composição corporal, aspectos sociais e psicológicos?

O presente estudo teve, portanto, como objetivo verificar a existência na literatura situada no período de 2002 a 2006 de impactos relatados como conseqüência do treinamento em ciclismo indoor em idosos com idade entre 60 e 65 anos, buscando verificar alterações no VO2 máx, flexibilidade, força de membros inferiores, composição corporal e efeitos sobre o estado de humor e satisfação com a própria vida.

Após o levantamento de dados bibliográficos, as informações coletadas na literatura disponível apresentam dados que, na sua grande maioria, convergem entre si, com pequenas divergências que abordaremos na seqüência.

Aptidão Física

Uma informação comum encontrada nas referências é com relação ao benefício do programa de treinamento aeróbico sobre diversos aspectos da aptidão física. Ponto comum e quase abordado pela maioria dos autores consultados é a melhora nos sistemas cardiorespiratório e cardiovascular em função da prática da atividade de predominância aeróbia.

Alguns autores especificam detalhadamente os itens que apresentam melhora, a exemplo de FIGUEROA (2002), que afirma que a atividade aeróbica provoca melhora na respiração, na circulação central, na função cardíaca, na circulação periférica e também no metabolismo músculo esquelético.

Podemos complementar com os itens apontados por DENADAI (2005) que aponta influência nas respostas fisiológicas como a ventilação pulmonar, o quociente respiratório, a produção de gás carbônico, o recrutamento das fibras musculares e a concentração de lactato, onde parece que estes itens dependem também da cadência da pedalada e da intensidade escolhida para analisar esta influência.

Ponto comum entre MELLO (2004), DOMINGUES FILHO (2005), FERREIRA (2005) é o fato de que o ciclismo indoor é uma forma de treinamento que pode ser aplicada a pessoas de diferentes faixas etárias e níveis de condicionamento físico, sendo necessário respeitar a individualidade biológica dos indivíduos praticantes. Porém MELLO (2004) afirma que a bicicleta atualmente utilizada no ciclismo indoor é ergonomicamente contra indicada para idosos, colocando em risco sua saúde.

DOMINGUES FILHO (2005) ressalta a procura do ciclismo indoor por portadores de patologias como diabetes, hipertensão e obesidade, sendo que afirma que estes podem praticar e ter benefícios com o treinamento, desde que certas variáveis sejam controladas, como sintomas subjetivos nos obesos, freqüência cardíaca e PA nos hipertensos e nível de açúcar nos diabéticos.

LÓPEZ (2004) complementa o âmbito da aptidão física ressaltando a necessidade de um cuidado especial com fatores primários de risco coronário entre os praticantes, além da possível divisão de turma por nível de aptidão física.

FIGUEROA (2002) afirma que o aumento do VO2Máx do adulto idoso dependerá da intensidade do treinamento, caso contrário os benefícios cardiovasculares serão mínimos ou nulos. Não foram encontradas informações sobre o impacto do treinamento do ciclismo indoor sobre as variáveis flexibilidade e força de membros inferiores na literatura pesquisada.

Composição Corporal

Poucos autores abordam claramente a influência do ciclismo indoor na composição corporal, porém uma informação comum entre MELLO (2004), DESCHAMPS (2005) E DOMINGUES FILHO (2005) é o impacto do treinamento de ciclismo indoor na redução do percentual de gordura corporal. Estes autores também abordam a influência do treinamento no controle do peso corporal e na melhora da estética. MELLO (2004) ressalta ainda o ganho de massa magra com a prática do ciclismo indoor.

Aspectos Psicológicos e Sociais

DOMINGUES FILHO (2005) aponta que o treinamento de habilidades mentais pode ser associado à prática esportiva e à atividade física, trazendo importantes benefícios. Este tipo de treinamento está relacionado a habilidades mentais ou comportamentais como: concentração, ativação, confiança, motivação, entre outras.

Há muitas informações sobre os aspectos psicológicos relacionados ao treinamento, algumas específicas sobre os idosos como DUARTE (2002) que afirma que eles têm uma concepção da atividade física relacionada à obtenção de benefícios físicos, psicológicos e sociais, ao prazer da participação ou ainda a necessidade de auto-eficácia.

Podemos complementar com as informações de BORGES (2004), ressaltando que no envelhecimento o entusiasmo é menor, a motivação diminui e são necessários estímulos bem maiores para fazer com que o idoso se interesse por coisas novas. Relacionado ao ciclismo indoor, podemos ressaltar as informações de DESCHAMPS (2005) que aborda os motivos que levam homens e mulheres a praticar o ciclismo indoor, motivos estes que são: prazer na atividade física, procurar melhorar a estética, aquisição de um melhor condicionamento físico, desejo de melhora na qualidade de vida. Além de apontar os benefícios da prática do ciclismo indoor como a melhora da auto-estima. Os indivíduos relatam que o ciclismo indoor auxilia no combate ao stress e durante a prática ocorre um relaxamento mental.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Esta revisão bibliográfica nos leva a acreditar que a prática do ciclismo indoor pode apresentar impacto positivo nos três âmbitos estudados, ou seja, aptidão física, composição corporal e aspectos psicológicos.

Porém, a literatura não apresentou informações específicas, sobre o impacto do treinamento na população idosa. Há informações e estudos já bem avançados sobre atividade física para idosos, mas não especificamente sobre o ciclismo indoor para esta população, sendo restritas a população adulta, ou seja, adultos jovens.

Sendo assim, julga-se necessário a realização de estudos de campo voltados à verificação do impacto de treinamento de ciclismo indoor na população idosa, analisando os pontos ressaltados no estudo realizado: aptidão física, composição corporal e aspectos sociais e psicológicos.



Fonte:

efdeportes.com
Resumo do Artigo elaborado na Universidade São Judas Tadeu - São Paulo.(Brasil)
Por: Lucas Moreira Gonçalves Luiz Fernando Santoro Camões Sergio Cardoso Carvalho

sábado, 13 de junho de 2009

Envelhecimento só se for saudável


Exercícios regulares e alimentação saudável garantem uma velhice tranquila


Existem certas condições em nossas vidas totalmente dependente de nossas ações, como peso e alimentação, por exemplo. Outras, por mais que tentemos, ainda não somos capazes de modificar. Estamos falando do envelhecimento. Segundo dados do IBGE, existem hoje no país aproximadamente 18 milhões de pessoas com mais de 60 anos. Até 2025 serão 30 milhões de idosos que representarão em torno de 13% da população.
De acordo com a OMS, cerca de 5 a 10% da população nessa faixa etária sofre algum tipo de acidente doméstico grave. A falta de condicionamento físico também compromete a realização de tarefas simples do cotidiano como se vestir, brincar e cuidar dos netos. Isso se dá devido ao enfraquecimento dos músculos e estrutura óssea dos indivíduos.
De fato, envelhecer é um processo natural e sua ocorrência de forma saudável é essencial para a auto-estima e qualidade de vida. A prática regular de exercícios e a alimentação saudável, fatores muito influenciáveis na vida dos seres humanos, contribuem na prevenção e tratamento de doenças como a osteoporose, hipertensão arterial e diabetes.
De acordo com o fisiatra do Hospital do Coração, Dr. Gilson Shinzato, os indivíduos sedentários têm uma drástica redução de resistência nos membros inferiores, diminuem a velocidade de andar e aumentam o risco de quedas e fraturas.
Portanto, pense na sua saúde futura e já para a academia! E se você já alcançou essa fase, não pense que deve parar por aí. Os exercícios de flexibilidade e o treinamento de força são fundamentais para reduzir acidentes e lesões degenerativas do aparelho locomotor. Para melhorar a sustentação muscular e o amortecimento de impactos é necessário realizar alongamentos e exercícios. "Inicialmente os exercícios devem ser realizados somente com o peso do próprio corpo e posteriormente acrescentando pesos sempre com cuidado e supervisão de um PROFISSIONAL DE Educação Física. A melhora da força e da massa muscular é também importante na prevenção e tratamento de distúrbios como a osteoporose, obesidade e o diabetes", orienta Dr. Shinzato.


Bruno Acioli - Revista Sport Life - out/08