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domingo, 19 de maio de 2013

Transtorno Bipolar



A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) está promovendo uma campanha para alertar sobre a importância do diagnóstico precoce e o tratamento adequado do transtorno bipolar, uma doença que afeta de 3% a 8% da população, segundo diferentes estudos.
A iniciativa faz parte de um programa de educação continuada da ABP contra o estigma e preconceito em relação a pacientes com transtornos mentais. Inclui a distribuição de material educativo sobre a doença para pacientes e familiares e programa de educação médica continuada. A campanha tem apoio da Associação Brasileira de Transtorno Bipolar, da Associação Brasileira de Amigos e Parentes de Pacientes de Transtorno Bipolar (Abrata) e dos laboratórios Abbott.
O transtorno bipolar é uma doença que se caracteriza pela alternância de fases de hiperexcitabilidade e agitação com períodos de profunda tristeza e depressão. É crônica, mas, como o diabetes e a hipertensão arterial, pode ser tratada e controlada.
Na maioria dos vezes, manifesta-se inicialmente na adolescência (60% dos casos aparecem antes dos 20 anos de idade), mas pode ocorrer em qualquer idade. É um dos três distúrbios mentais mais comuns (as outras são esquizofrenia e depressão) e é a sexta principal causa de falta ao trabalho.
— Precisamos identificar e tratar pessoas com transtorno bipolar, para que tenham uma vida normal e produtiva. Isso significa não apenas tratar o paciente adequadamente, mas também combater o estigma e preconceito contra as pessoas portadoras de transtornos que afetam a mente, e reintegrá-los à sociedade — defende Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria.
A maioria dos pacientes também alterna episódios de agitação e euforia com períodos (que podem durar vários dias ou até semanas) de profunda tristeza, desânimo, sensação de vazio, perda de interesse em atividades ou assuntos que normalmente provocariam prazer.
Sensação prolongada de cansaço, mudanças nos hábitos alimentares e de padrão de sono e pensamentos suicidas e de morte também estão entre as manifestações — cerca de 25% das pessoas que tentam o suicídio, e 4% das que se suicidam de fato, sofrem de transtorno bipolar. Entre os pacientes tratados, o índice cai para cerca de 10%.
Os principais sinais e sintomas do transtorno bipolar são:
  • Sentimento de êxtase, júbilo
  • Irritação e agitação
  • Pensamento e fala rápida
  • Distrair-se facilmente
  • Desejo de envolver-se em vários projetos ao mesmo tempo
  • Insônia ou pouca necessidade de sono
  • Comportamento impulsivo e de risco, como sexo por impulso e sem proteção
  • Julgamento prejudicado
  • Agressividade e hostilidade
Para mais informações, acesse www.abp.org.br.
Fonte: Blog do Vida - Abril/2013

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Mal de Parkinson


Parkinson atinge 1 a cada 100 idosos; tentar manter atividade é fundamental


O mal de Parkinson é degenerativo, progressivo e irreversível. Não tem cura e atinge uma em cada 100 pessoas acima de 60 anos, segundo a Associação Brasil Parkinson (ABP). E apesar das barreiras impostas pela doença, cujo Dia Mundial é 11 de abril, uma das principais orientações dos especialistas é estimular os portadores a levar uma vida normal, dentro de suas limitações. Não é fácil, mas não faltam exemplos de pessoas que apesar de diagnosticadas há anos, mantém um ritmo por vezes difícil para quem não tem nada.


O ator Paulo José, 73 anos, e há 17 com o diagnóstico, é um dos principais exemplos dessa batalha contra a doença. O trabalho é um dos "remédios" que usa contra a doença, além de seguir as orientações médicas. Está filmando o longa O Palhaço, dirigido por Selton Mello, integra o elenco de "Quincas Berro d´Água", que estreia nas telonas em maio. Já declarou que a doença o obrigaria a ter uma vida mais calma, mas simplesmente não consegue.


O também ator Michael J.Fox, protagonista da trilogia de filmes "De Volta para o Futuro", dos anos 1980, luta contra o problema desde 1991. Interrompeu sua carreira por um período, teve complicações com alcoolismo e escreveu um livro chamado "Um Otimista Incorrigível". No ano passado, voltou à ativa na série de TV "Rescue Me", interpretando um paraplégico e recebeu um prêmio Emmy pela atuação. Também criou uma fundação para pesquisa da doença. Joga hóquei e golfe.


Depressão


Atividades bastante complicadas para um problema que causa tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular e desequilíbrio, além de alterações na fala e escrita. Por conta de tais dificuldades, muitos portadores se tornam reclusos, o que favorece o aparecimento também da depressão.


Segundo o neurologista Roberto Godoy, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, mais de 60% dos idosos que sofrem da doença são vítimas da neurose. "Nossa equipe atende cerca de 40 pacientes por mês e mais da metade deles apresenta algum grau de depressão. O tratamento não deve ser voltado apenas ao controle do Parkinson. Quem convive com o doente deve ficar atento também aos sintomas de depressão."


Trata-se de uma doença neurológica e foi descrita pela primeira vez pelo médico inglês James Parkinson, em 1817. A grande maioria dos pacientes tem os primeiros sintomas a partir dos 55 a 60 anos, embora pessoas mais jovens ou mais idosas também possam desenvolvê-los, como Michael J.Fox, que tinha 30 anos quando percebeu um tremor estranho num dos dedos. Mas nem sempre esse sintoma é o que aparece. O aposentado Oswaldo Antônio, de 86 anos, por exemplo, movimenta-se devagar e costumava cair com facilidade, sem apresentar os característicos tremores. Descobriu a enfermidade há seis anos após passar por uma série de médicos. Hoje, toma remédios que ajudam a diminuir os problemas. Ainda faz aulas de hidroginástica e de dança. "Os exercícios de dança são dirigidos à doença. Os movimentos são feitos enquanto estou sentado porque a dificuldade de fazer em pé é manter o equilíbrio."


Parkinsonismo


A doença de Parkinson é a principal forma de parkinsonismo, representando cerca de 70% dos casos, segundo a ABP. Surge devido à falta ou diminuição da dopamina. Esse quadro acontece pela degeneração das células (situadas na região do cérebro chamada substância negra) que a produzem. As outras formas de parkinsonismo têm causas diferenciadas, tais como infecções e traumas. O ex-pugilista americano Muhammad Ali desenvolveu o chamado parkinsonismo do pugilista, em consequência de traumas cranianos. Enquanto a doença de Parkinson é progressiva e não tem cura, determinados parkinsonismos (como o adquirido por meio de medicamentos, por exemplo) podem ser eliminados.


O problema é progressivo. O que determina a velocidade da piora provavelmente são fatores ligados ao metabolismo e à genética. "Mas não se conhece de forma definitiva os fatores que levam alguns pacientes a piorarem rapidamente com todo o tratamento instituído", disse Roberto Godoy.


Tratamento


O diagnóstico é feito pela exclusão da possibilidade de outras doenças. O médico chega a ele ao aliar ainda a história clínica do paciente ao exame neurológico. O tratamento logo no início permite uma vida ativa e, muitas vezes, retarda muito a evolução do problema. Vale apostar também em sessões de fisioterapia, fonoaudiologia e psicologia. A falta de cuidados, no entanto, gera uma piora progressiva, a ponto de tornar o doente completamente incapacitado, como informou Godoy.


A medicação tem como meta melhorar os sintomas. "O tratamento cirúrgico é reservado a alguns poucos pacientes em que a medicação não mais surte efeito. Entre as técnicas se inclui a estimulação de estruturas profundas no cérebro, como o marcapasso, com resultados satisfatórios quando indicado corretamente", afirmou Godoy.


Fonte: Terra – Vida e Saúde - 09.04.10