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terça-feira, 4 de junho de 2013

Hipertensão, diabetes, asma e até idade trazem riscos à gravidez

A saúde da mãe e do bebê fica comprometida se estes quadros não forem bem acompanhados

No dia 28 de maio é lembrado o Dia Nacional da Redução de Mortalidade Materna. De acordo com número da Organização das Nações Unidas (ONU) cerca de 287 mil mulheres morrem diariamente no mundo por problemas relacionados à gravidez. Durante os nove meses da gestação, mãe e feto são praticamente uma pessoa só. E se a mulher tiver algum problema de saúde, é muito provável que o bebê sinta as consequências tanto quanto ela, isso torna o período bem mais arriscado. "Consideramos uma gravidez de risco, quando temos um problema que poderá causar danos tanto para a mãe quanto para o feto, que ocorre, por exemplo, quando temos uma mulher com alguma doença grave", explica Augusto Bussab, ginecologista e especialista em fertilização.

Claro que doenças crônicas como diabetes, hipertensão ou hipotireoidismo não podem ser curados, apenas tratados e também não pode impedir que mulheres realizem o sonho de ser mães. A solução, nesses casos, é um rigoroso acompanhamento pré-natal, que localizará logo de início qualquer problema, caso a futura mamãe não o saiba de antemão. "No pré-natal as medidas de pressão, peso e os exames de rotina, incluindo o ultrassom, geralmente sinalizam o risco", relata a ginecologista Arícia Giribela, ginecologista e obstetra, membro da Associação de Ginecologia e Obstetrícia de São Paulo (Sogesp).

Por isso mesmo, relatar histórico de família é muito importante nessas ocasiões, já que muitas dessas doenças têm uma correlação com a genética. Vale contar tudo ao médico, inclusive os próprios maus hábitos. E não são apenas enfermidades que entram na lista de possíveis riscos para a gestação. Mas para saber o que esperar em cada caso, listamos quais as condições que podem causar complicações e como é feito o acompanhamento de cada uma delas.

Obesidade
O aumento de peso está intimamente relacionado a diversos riscos, como o do parto prematuro, entre outros problemas. "Uma gestante que sofre com sobrepeso ou obesidade terá maiores chances de desenvolver diabetes gestacional, por exemplo, e com isso todas as complicações decorrentes destes problemas", assinala Bussab. Se a gravidez for algo planejado, vale a pena perder alguns quilos para começar já com Índice de Massa Corporal (IMC) dentro do considerado saudável. Mas, caso a gestação tenha começado com um sobrepeso, ainda dá tempo. "O ideal é perder antes, mas o controle rigoroso durante a gestação pode ser feito sem prejuízo do feto", explica a especialista Arícia Giribela.

Hipertensão

A hipertensão pode aparecer durante a gravidez ou já ser uma característica da mãe desde antes. Em ambos os casos, pode trazer diversos riscos à gestante. "A pressão alta altera o fluxo sanguíneo da placenta para o feto causando inúmeros transtornos que podem culminar com sérias complicações como a diminuição do aporte de oxigênio para o feto", explica a ginecologista Arícia. Já no caso da mãe, o quadro pode desenvolver-se para a eclampsia, quando ocorrem convulsões na hora do parto. Por isso é muito importante que a grávida acompanhe sempre essa taxa com seu médico. Ela também pode e deve tomar cuidados, como restringir o sal e controlar o peso. Para as mulheres que já tomavam medicamentos para controlar a pressão, podem ter que fazer troca de medicamento para não prejudicar a criança, mas tudo isso será avaliado pelo médico.

Diabetes

O diabetes também pode aparecer durante a gravidez, quando é chamada de diabetes gestacional, ou já ser um quadro apresentado pela mãe. Em ambos os casos, estar sem acompanhamento médico é nocivo. "A alteração do metabolismo dos açúcares pode trazer malformações fetais importantes, inclusive cardíacas", alerta Arícia. Nesses casos, além do obstetra de confiança, um endocrinologista também acompanha de perto a gestação, para garantir que os níveis de glicose no sangue estejam adequados. Além disso, pode ser necessário o uso de insulina para controlar essas taxas, bem como uma dieta com restrição de açúcar.

Hipotireoidismo

Esse quadro se dá quando a tireoide produz menos hormônios do que necessário e é um quadro que afeta o corpo como um todo, já que a glândula regula o metabolismo. E durante a gravidez o bebê também pode ser prejudicado se o quadro não estiver controlado. "O quadro aumenta o risco de parto prematuro, e traz riscos ao desenvolvimento e à aprendizagem do bebê. Também pode causar descolamento placentário, que é quando a placenta se separa da parede interna do útero antes do nascimento, sendo um risco potencial para a vida tanto materna quanto fetal", considera o ginecologista Bussab. Aqui também é importante que um endocrinologista acompanhe a gestação, até porque será preciso uma maior periodicidade nos exames, afim de se fazer rapidamente qualquer alteração necessária na reposição hormonal, como assinala Arícia.

Cardiopatias

Mulheres com algum problema do coração, como arritmias cardíacas, também precisam de cuidados especiais durante o pré-natal, tanto que essas patologias são uma das maiores causas de morte durante a gestação. "As cardiopatias são perigosas em uma gestação, principalmente se esta gestante não estiver com seu problema controlado. Temos vários tipos de cardiopatias que são bem específicas e conforme o tipo, podemos ter até fetos de baixo peso", explica Bussab. Um dos problemas é que durante a gestação o coração recebe mais trabalho. Há, por exemplo, um aumento da frequência cardíaca a partir da sexta semana. Há casos em que um cardiologista deverá acompanhar de perto a gravidez junto com o obstetra. Pode acontecer também que um problema cardíaco apareça durante a gestação, por isso o médico e a futura mamãe devem ficar atentos a sintomas como palpitações.

Asma

A doença respiratória mais comum e que causa mais complicações é a asma, como explica Arícia. É comum que o quadro se agrave um pouco mais durante a gravidez, já que a elevação do útero comprime o diafragma, causando mais dificuldades para respirar. A menor entrega de ar ao bebê pode fazer que com ele nasça com baixo peso. Já a mãe pode ter complicações como rompimento prematuro da bolsa. "Mas dependerá do grau desta pneumopatologia, assim como no caso de outras", assinala o ginecologista Bussab. Por isso que o pneumologista da futura mamãe deve acompanhar a gestação com o obstetra. Outro fator importante é que a mãe não deixe de tomar seus medicamentos, não apenas para as crises, como também os anti-inflamatórios que previnem as exacerbações. Mas é sempre importante comunicar o ginecologista sobre os medicamentos que estão sendo usados para garantir que o bebê não sofrerá nenhum risco.

Doenças emocionais e mentais

Cada vez mais o número de pessoas com doenças emocionais e mentais aumenta. A depressão, por exemplo, está prevista para ser o quadro mais prevalente em 2030. E apesar de sempre cogitarmos apenas o tipo pós-parto, a mãe também pode ficar deprimida durante a gravidez, o que pode fazer com que ela abandone o pré-natal. Além disso, o tipo de medicação recomendado para esses quadros traz diversos efeitos colaterais, e isso deve ser pesado e observado durante a gestação. "Quando a gestante usa medicações especificas durante os primeiro trimestre, poderemos ter problemas no desenvolvimento fetal. Já se o uso for no final, os efeitos serão como os efeitos colaterais da medicação, e não trarão grandes problemas", avalia o ginecologista Bussab.

Fonte: Minha Vida - 28.05.13

sábado, 25 de maio de 2013

Conheça a melhor fruta para emagrecer, reduzir o colesterol e a pressão alta



Veja as melhores aliadas para tratar o diabetes, prevenir a azia, entre outros problemas.

O consumo de frutas é muito importante para uma alimentação equilibrada. Quanto maior a variedade delas, melhor para a nossa saúde, já que suas diferentes cores garantem uma quantidade maior e mais variada de fitoquímicos, elementos que fazem bem para a nossa saúde. "As frutas possuem cores diferentes, pois tem vitaminas e minerais em diferentes quantidades", explica o nutricionista Israel Adolfo. Porém, essas propriedades variadas garantem efeitos específicos em alguns casos, o que faz com que algumas frutas sejam muito importantes para o dia a dia. O ideal é consumir de três a cinco porções diárias para obter a quantidade de vitaminas, nutrientes e fibras que o organismo necessita para funcionar. Mas já que a ideia é otimizar os benefícios dessa turma para a sua saúde e para a dieta, está na hora de fazer as escolhas certas. Veja que frutas você não pode deixar de incluir no cardápio, de acordo com a necessidade:

Maçã para dar saciedade e reduzir o inchaço

A chave para o emagrecimento está em reduzir as calorias ingeridas e aumentar as gastas. Para ter sucesso na primeira empreitada, aumentar a saciedade é essencial, e as frutas em sua maioria oferecem essa característica. "Todas são muitos importantes no processo de diminuição da gordura corporal, pois são ricas em fibras e proporcional uma grande oportunidade de mastigar. Para isso, índico frutas mais duras, como a maçã", classifica o nutricionista Israel Adolfo.

Para completar o combo, a maçã oferece outras vantagens, como a presença de pectina. "Esse é um tipo de fibra solúvel que se transforma em gel no estômago e arrasta a gordura para fora do organismo", ensina a nutricionista e clínica Daniela Jobst, membro do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional no Brasil. Suas fibras insolúveis da casca ficam no estômago por mais tempo, retardando mais ainda a fome. E fechando o currículo da fruta, ela ainda tem uma boa quantidade de potássio, nutriente que elimina o sódio extra do corpo, reduzindo a retenção de líquidos e, com ele, parte do inchaço.

Abacate para reduzir o colesterol

Essa fruta é rica em gordura monoinsaturada, aquela considerada amiga do nosso organismo. "O ácido oleico, a mesma gordura do azeite de oliva, protege os vasos sanguíneos e o coração contra infartos, tromboses, entupimento das veias, doenças cardíacas e bloqueia a ação do LDL, chamado de colesterol ruim", explica a nutricionista Daniela. Por isso, o consumo regular do abacate reduz os níveis de colesterol total e eleva os de HDL, o chamado colesterol bom. Mas vale um alerta, já que a fruta tem muitas calorias. "Para apresentar apenas os benefícios, deve ser consumida na quantidade de uma colher de sopa ao dia", ressalta Israel Adolfo. E nada de consumi-lo com açúcar, prefira o cacau em pó se há necessidade de incrementar o gosto, como sugere a nutricionista clínica Nicole Trevisan.

Banana para diminuir a queimação

A banana, principalmente quando está verde, tem substâncias que protegem as paredes estomacais, favorecendo quem sofre com gastrite e azia. "Um estudo preliminar cita que a fruta possui um flavonoide conhecido como leucocianidina, que previne contra o desenvolvimento de úlceras estomacais", explica o nutricionista Israel Adolfo. Além disso, antes de amadurecer ela tem mais amido, que é digerido primeiramente na boca, o que faz com que o estômago produza menos ácido para efetuar a digestão e irrite menos as paredes estomacais, como ressalta Daniela Jobst. Com o processo de maturação, esse amido vai se convertendo em frutose. Mas é preciso cuidado com um tipo em específico. "A banana nanica é ácida, não sendo indicada para quem tem gastrite", alerta a nutricionista Nicole Trevisan.

Limão para quem tem diabetes

A maior parte dos benefícios da fruta é voltada para a saúde do coração, que não deixa de ser prejudicada quando a pessoa tem diabetes, já que a alta da glicose no sangue desgasta e prejudica as artérias e veias. "A alta concentração de ácido nicotínico no limão protege as artérias, prevenindo problemas cardiovasculares, uma tendência para quem tem a doença. O alimento também diminui a viscosidade do sangue, o que é essencial, uma vez que, junto com o diabetes, existem alterações que predispõe a um maior risco de trombose", ensina a nutricionista Daniela Jobst.

Ele também evita hemorragias, devido à presença de ácido cítrico e ácido ascórbico, o que é vantajoso ao paciente com diabetes devido a sua dificuldade de cicatrização. Por fim, a parte branca do limão e a casca também contém pectina, "quando ela é dissolvida em água, produz uma massa viscosa que auxilia no trânsito intestinal e na saciedade, retardando a absorção dos açúcares", desvenda Nicole Trevisan. Isso evita picos glicêmicos, inimigos de quem tem diabetes.

Uva para proteger o envelhecimento celular

Frutas de cores avermelhadas são ricas em antioxidantes. "Eles são compostos necessários para neutralizar os radicais livres, evitando assim que reajam com alguma célula e as destruam. Eles são naturalmente formados em nosso organismo nas reações metabólicas habituais e em situações como estresse, consumo de álcool, tabagismo, entre outros", define Israel Adolfo. Normalmente, os radicais livres são causadores de lesões nas células e tecidos, o que pode provocar diversas doenças à longo prazo. A uva é uma fruta rica em antioxidantes, principalmente na casca e na semente. "As pró-antocianidinas, presente nas cascas e sementes da fruta, são considerados super antioxidante, 20 vezes mais potente que a vitamina C e 50 vezes mais que a vitamina E", explica a nutricionista Daniela Jobst.

Acerola para aumentar a imunidade

A laranja que nos perdoe, mas não há fruta com mais vitamina C do que a acerola. De acordo com a Tabela Brasileira de Composição dos Alimentos (TACO) da Unicamp, uma laranja tem cerca de 57 mg de vitamina C, contra 104 mg, aproximadamente, de uma única acerola. E o nutriente é muito importante para o sistema imunológico, pois participa da produção das células de defesa do organismo além de modular o funcionamento da nossa proteção natural. "Encontramos vários artigos que ressaltam a importância desta vitamina no aumento e manutenção da atividade de células do sistema imunológico, como, por exemplo, os mastócitos e macrófagos", considera o nutricionista Israel Adolfo.

Morango para blindar o coração

Um estudo conduzido pela Harvard School of Public Health em Boston (Estados Unidos) em 2013 demonstrou que mulheres que consumiam morangos e mirtilos tinham menos chances de infartos do miocárdio. A grande responsável pelo benefício é uma substância chamada antocianina, presente em frutas de coloração vermelha e azul. "Ele também ajuda a reduzir a pressão graças à procianidina", acrescenta Daniela Jobst, nutricionista funcional a clínica.
Fonte: Portal de EF - maio/2013

terça-feira, 30 de abril de 2013

Pesquisa diz que um refrigerante por dia aumenta risco de diabetes



Beber uma ou mais latas de refrigerantes por dia aumenta o risco de diabetes na vida adulta, de acordo com um estudo europeu publicado na revista britânica Diabetologia.

A pesquisa parece confirmar estudos americanos sobre o mesmo tema.

De acordo com seus coordenadores, do Imperial College London, quem bebe uma lata por dia de refrigerante sem ser diet tem um risco de desenvolver diabetes 20% maior do que quem consome uma lata ou menos por mês.

"E para cada lata de refrigerante que um indivíduo bebe por dia, o risco de diabetes aumenta mais", disse a pesquisadora Dora Romaguera, do Imperial College London.

A pesquisa foi realizada a partir de dados coletados no Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Itália, Espanha, Suécia, França e Holanda. Nela, cerca de 350.000 pessoas foram questionadas sobre sua dieta.

"Dado o aumento do consumo dessas bebidas na Europa, concluímos que é preciso dar à população informações claras sobre os seus efeitos sobre a saúde", conclui a pesquisa, que indica que o consumo de suco de frutas não tem o mesmo efeito o de refrigerante com açúcar.

Calorias

Matthew Hobbs, diretor de pesquisas da organização Diabetes UK, ressalta que a ligação entre refrigerantes e diabetes tipo 2 é observada mesmo quando o índice de massa corporal é levado em conta. Ou seja, o risco de desenvolver diabetes é maior mesmo em pessoas magras que consomem uma lata diária de refrigerante.

Segundo Hobbs, isso sugere que esse risco não estaria ligado ao fato de que quem consome a bebida estar ingerindo muitas calorias, embora mais estudos sejam necessários para comprovar isso.

"De qualquer forma, recomendamos um limite no consumo de alimentos e bebidas açucarados porque, por serem ricos em calorias, eles podem levar a um ganho de peso. E sabemos que a manutenção de um peso saudável é muito importante para se evitar a diabetes tipo 2", diz Hobbs.

Patrick Wolfe, da University College London, enfatiza que os refrigerantes açucarados são apenas um entre muitos outros fatores de risco para a diabetes tipo 2.

"Mas já que esse é um risco que podemos facilmente eliminar - trocando os refrigerantes com açúcar por refrigerantes diet ou, melhor ainda, cortando os refrigerantes de nossa dieta, faz sentido fazer isso", opina.

Fonte: Portal EF- 29.04.13

domingo, 26 de agosto de 2012

Açúcar demais proporciona mau humor e raciocínio lento

Se em pequenas pitadas o alimento ele acalma e oferece energia, exagerar no seu consumo pode prejudicar seu cérebro.

Obesidade e diabete — ao falarmos do impacto de abusos adocicados, é natural nos lembrarmos desses males. Acontece que, quando são criados laços fortes com duas enormes ameaças para a saúde, outras eventuais relações nefastas são muitas vezes ofuscadas. Ainda assim, o chileno Fernando Gomez-Pinilla, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, nos Estados Unidos, resolveu investigar um elo diferente: o de doses altas de açúcar com piripaques na massa cinzenta. "Já sabíamos que a substância interfere em mecanismos de saciedade no sistema nervoso central, disparando até compulsão alimentar. Por isso, decidimos estudar se ela também comprometeria o aprendizado e a memória", conta o neurocirurgião.

Para verificar a hipótese, Gomez-Pinilla ensinou ratos a encontrar a saída de um labirinto. Na sequência, ofereceu por seis semanas uma dieta rica em frutose, tipo de carboidrato simples presente nas frutas e em produtos industrializados por ser um adoçante forte e barato. E então, mesmo treinados, os animais tiveram dificuldade para vencer o desafio imposto pelos cientistas, sinal de que os circuitos dentro do crânio estavam sofrendo para trabalhar com tanta doçura. "A concentração de frutose utilizada foi bem elevada. Mas, se passarmos isso para seres humanos, é uma quantidade possível de ser atingida pela alimentação, principalmente ao considerarmos o crescente consumo do ingrediente no mundo", ressalta o autor do artigo. "Acho que chamamos a atenção para outro provável efeito do açúcar", arremata.

Além de observar o comportamento das cobaias, os pesquisadores analisaram a massa cinzenta delas para ver se havia algo de errado. A descoberta é que o envio de mensagens entre os neurônios realmente estava problemático. "Embora seja essencial confirmar isso em levantamentos futuros, faz sentido pensar que a ingestão de outros açúcares fora a frutose tenha o mesmo resultado, porque eles agem de maneira semelhante", afirma Ivan de Araújo, neurocientista brasileiro da Universidade Yale, nos Estados Unidos.

Uma das apostas dos experts para elucidar como esses carboidratos atrapalhariam o raciocínio recai sobre a insulina. "Enquanto no resto do organismo o hormônio está mais relacionado ao processo de colocar glicose dentro das células, no cérebro ele também é neurotrófico", analisa o neurologista e geriatra Matheus Roriz Cruz, coordenador do Ambulatório de Neurogeriatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Traduzindo: essa molécula, quando em níveis ideais, promove o bom funcionamento de várias regiões do encéfalo, e em especial o hipocampo, muito ligado à memória e ao aprendizado. E daí? Daí que, ao se empanturrar com chocolate, o pâncreas produz um monte de insulina — e tudo indica que esse excesso destrambelha de alguma maneira sua atuação normal na cabeça.

"Os mecanismos exatos ainda não estão claros, porém existe a teoria de que receptores específicos do hormônio localizados nas células nervosas fiquem desregulados sob essas condições. Com isso, a substância não exerce seu papel direito", analisa Gomez-Pinilla. De forma simplista, dá para dizer que é uma espécie de resistência à insulina acima do pescoço.

Outra explicação é que a glicose, quando em taxas estratosféricas, incita a fabricação dos temidos radicais livres. Por sua vez, essas partículas nocivas danificariam a membrana que reveste os neurônios, afetando sua capacidade de emitir impulsos elétricos, o que, na prática, culmina em uma mente pouco afiada.

Agora, será que se esbaldar por um período restrito com bolachas recheadas, sorvetes e afins já causaria toda essa confusão? "O tema é controverso, mas, segundo alguns poucos estudos experimentais, sim. Uma dieta desregrada por meses, associada ao sedentarismo, complicaria a cognição temporariamente", informa, cauteloso, Roriz Cruz. "O que se sabe mesmo é que a ingestão de muitos açúcares ao longo dos anos provoca diabete, uma enfermidade que aumenta o risco de demências", destaca o nutrólogo Nelson Lucif Júnior, da Associação Brasileira de Nutrologia, em Ribeirão Preto, no interior paulista (entenda mais sobre o elo lendo O diabete e a cuca).

Contra-ataque nutritivo

Naquela pesquisa da Universidade da Califórnia, uma turma dos ratos que antes havia se entupido de refeições adocicadas depois recebeu um cardápio repleto de ômega-3, gordura encontrada em peixes de águas profundas. Acredite se quiser, os bichinhos voltaram a achar a saída do labirinto com facilidade. "Entre outras razões, esse ácido graxo constitui a membrana celular dos neurônios. Assim, atenua os efeitos dos radicais livres", declara Gomez-Pinilla.

Já as frutas, por contarem com bastante frutose, em uma primeira vista são quase como vilãs na história. "Só que, na mesa, o nutriente vem acompanhado de outras substâncias benéficas", diferencia a nutricionista Cynthia Antonaccio, diretora da Equilibrium Consultoria, na capital paulista. Entre eles, temos a vitamina C da laranja, as antocianinas do morango, o resveratrol da uva... Todos antioxidantes que neutralizam os radicais livres. Logo, o problema maior está em se encher de açúcar em si, esteja ele no brigadeiro caseiro ou em bebidas industrializadas.

A ideia não é banir o carboidrato das refeições. Até porque, dentro do limite, ele contribui para as atividades mentais. "Quando pouca glicose circula pelo corpo, há um impacto negativo sobre a cognição", reforça Lerário. Contudo, outras inúmeras opções alimentares que, pelo menos do ponto de vista fisiológico, são bem mais completas do que o pó branco também oferecem esse importante nutriente. "Mas nem ele está proibido, porque é uma fonte de prazer. Sempre digo às pessoas para o utilizarem onde realmente faça a diferença", ensina Cynthia. Em vez de adicioná-lo ao café ou para adoçar frutas, melhor esperar para se deliciar com aquele bolo de aniversário do amigo ou com a sobremesa feita pela sua mãe.

Atualmente, a recomendação é que não mais do que 10% das calorias diárias venham por meio de açúcar adicionado, embora, de novo, menos é sempre mais nesse contexto. Em uma dieta de 2 000 calorias, isso equivale a cerca de 50 gramas. Para não extrapolar, sempre fique de olho nos rótulos e, claro, atente ao que coloca em receitas de doces ou nas bebidas. Uma colher de chá cheia possui, em média, 5 gramas. Uma de sopa, 24. "Nessa conta não entram as frutas in natura, os cereais integrais e por aí vai", acrescenta Cynthia.

Ao manter suas taxas de glicose em ordem, você até melhoraria seu ânimo. "Em períodos de hipoglicemia, são ativados mecanismos de estresse. Ou seja, a pessoa fica irritada e ansiosa", adverte Araújo. Por outro lado, o excesso de açúcar no sangue também parece influenciar nesse quesito. Na Universidade Loyola, nos Estados Unidos, cientistas mediram frequentemente a glicemia de 23 mulheres por 72 horas ao mesmo tempo que as questionavam sobre seu estado de espírito. Observe o que os autores escreveram na conclusão do trabalho: "Grandes e bruscas variações nesse índice talvez estejam associadas a humores negativos". Nem precisamos falar que essas oscilações muitas vezes surgem quando colocamos guloseimas demais na boca.

"Mas devemos ressaltar que o levantamento foi realizado com voluntárias diabéticas. Não dá para saber se essa variação é resultado da alimentação ou da doença em si", contrapõe Roriz Cruz. Sem contar que o caminho poderia ser o inverso. As integrantes avaliadas, por estarem ansiosas ou mesmo deprimidas, comeriam mais besteiras e deixariam de tomar os remédios de forma adequada, o que geraria as mudanças vistas no sangue. De qualquer jeito, fica o alerta. O açúcar, de acordo com o dicionário Houaiss, pode ser brandura, suavidade e meiguice. Em largas quantidades, porém, transforma-se em algo enjoativo e até perigoso. Cabe a você defini-lo do melhor jeito para sua vida.

O diabete e a cuca

Se descontrolado, ele afeta a saúde mental O excesso de glicose no sangue, característica dessa enfermidade, degenera, aos poucos, veias e artérias. "Os vasos se estreitam, inclusive os que irrigam o cérebro", diz o endocrinologista Antonio Carlos Lerário, da Universidade de São Paulo. Aí, os neurônios morrem de fome, o que culmina em quadros demenciais. Isso sem contar que o diabete tipo 2 faz subir a concentração de insulina. "A enzima que a degrada também é responsável por quebrar a proteína beta-amiloide, precursora da doença de Alzheimer", diz o neurologista Matheus Cruz. Portanto, para regular os índices do hormônio, a enzima acabaria deixando intactas as moléculas deflagradoras do apagão das lembranças.

Água com açúcar acalma?
Talvez essa seja a receita caseira mais conhecida para apaziguar o nervosismo. "Em situações de estresse, há uma demanda por glicose. Ao satisfazê-la, realmente pode surgir a sensação de tranquilidade", explica Lucif Júnior. Só não vale usar a estratégia sempre. "Caso contrário, o corpo se acostuma com o aporte extra e o benefício se esvai", esclarece Ivan de Araújo.

Tipos de doçura
Cada um dos açúcares tem suas particularidades. Veja abaixo:

1 - Frutose
Adoça como poucos. Por isso, faz sucesso estrondoso na indústria.
Onde está: frutas, mel, xarope de milho, bebidas industrializadas.

2 - Lactose
É composto de moléculas de glicose e sacarose. Muita gente tem dificuldade para digeri-lo.
Onde está: leite e seus derivados.

3 - Sacarose
Trata-se do resultado da união entre glicose e frutose.
Onde está: os açúcares refinado, mascavo e cristal são as principais fontes.

4 - Glicose
Conhecida por ser a partícula mais usada pelas células para obter energia. É um marcador para o diabete.
Onde está: frutas, açúcar de mesa.

Fonte: Portal da EF - 26.08.12

terça-feira, 6 de março de 2012

Médico testa nova teoria sobre eficácia de 3 minutos de exercícios semanais

Segundo pesquisas, pessoas com determinada configuração genética podem se beneficiar de sessões intensas e curtas de exercício.

Sessões semanais de exercícios intensos, com duração de apenas alguns minutos cada uma, seriam suficientes para que você obtenha muitos dos benefícios obtidos com horas de ginástica convencional, segundo concluíram estudos recentes.
Mas esses efeitos benéficos sobre a sua saúde e forma física são condicionais à sua configuração genética, ou seja, os especialistas dizem que apenas indivíduos com determinados genes conseguem se beneficiar do programa.

Quando li pela primeira vez estudos que diziam que eu poderia melhorar minha forma física de maneira significativa e mensurável fazendo apenas três minutos de exercícios intensos por semana, fiquei incrédulo.
Mas essa alegação aparentemente absurda tem como base muitos anos de pesquisas feitas em vários países, incluindo a Grã-Bretanha. Resolvi testar a teoria.

HIT
O especialista que me acompanhou durante o experimento é Jamie Timmons, professor de Biologia do Envelhecimento na Birmingham University, em Birmingham, na Inglaterra.

O programa de exercícios chama-se High Intensity Training (Treinamento de Alta Intensidade ou HIT, na sigla em inglês).

Timmons me assegurou de que fazendo apenas três minutos de HIT por semana durante quatro semanas consecutivas eu notaria mudanças sensíveis em vários indicadores da minha saúde.

O primeiro indicador -- e o que mais me interessava -- era a minha sensibilidade à insulina. A insulina remove o açúcar do sangue e controla a gordura no organismo. Quando ela deixa de produzir efeito, você fica diabético.

Meu pai era diabético e morreu por complicações decorrentes da doença.
Timmons foi enfático. Segundo ele, pesquisas feitas por vários centros mostram que três minutos de HIT por semana produzem uma melhoria de em média 24% na sensibilidade da pessoa à insulina.

De acordo com o especialista, a segunda melhoria que eu provavelmente notaria seria um aumento na minha resistência aeróbica -- medida da capacidade dos pulmões e do coração de bombear oxigênio pelo seu corpo.

A resistência aeróbica é considerada um excelente indicador da saúde futura de uma pessoa, embora os especialistas não saibam explicar por quê.
'O que se sabe é que trata-se de um indicador muito poderoso da sua saúde futura', disse Timmons.

Então, se eu conseguisse melhorar minha sensibilidade à insulina e minha resistência aeróbica, minha saúde de maneira geral ficaria melhor.

Mas Timmons disse que existia um probleminha em potencial. Segundo ele, havia uma pequena chance de que eu não apresentasse melhoras na minha saúde. Não porque o programa HIT não funcione, mas por causa da minha herança genética.

Cada pessoa reage a exercícios de forma diferente. Em um estudo internacional feito com mil pessoas, pesquisadores pediram a participantes que fizessem quatro horas de exercícios por semana durante 20 semanas consecutivas.

A resistência aeróbica dos voluntários foi medida antes e depois do programa de exercícios. Os resultados foram impressionantes.

Embora 15% das pessoas tenham conseguido grandes avanços, 20% não apresentaram qualquer melhoria.

Os pesquisadores disseram que não havia indícios de que o grupo que não obteve avanços não tivesse se exercitado adequadamente. A equipe concluiu que o exercício simplesmente não produziu efeitos sobre a resistência aeróbica daquele grupo.
Timmons e seus colaboradores investigaram as razões por trás dessas respostas variadas e descobriram que muitas das diferenças podem ser relacionadas a um pequeno grupo de genes.

Com base nessa descoberta, eles desenvolveram um teste genético para prever quem tem mais chances de responder bem ao programa e quem não tem.

Fui convidado a fazer o teste, mas para evitar que minha resposta ao programa de exercícios fosse influenciada, Timmons só revelaria os resultados do teste genético após eu completar o meu programa de HIT.
Concordei. Foi colhida uma amostra do meu sangue. Também fui submetido a alguns outros testes para avaliar como estava minha aptidão física antes de começar o programa. Depois, comecei meu HIT.

A todo vapor

Na verdade, HIT é muito simples. Você monta em uma bicicleta ergométrica, se aquece fazendo exercícios moderados por dois minutos, depois pedala a toda velocidade -- o mais rápido possível -- por 20 segundos.
Nova sessão pedalando por dois minutos para recuperar o fôlego e, depois, outros 20 segundos pedalando com força máxima.

Uma terceira sessão de dois minutos pedalando moderadamente e mais 20 segundos a todo vapor. Pronto, está encerrada a sessão semanal de HIT.

Mas como é que o HIT funciona?

Timmons e outros pesquisadores com quem conversei acham que provavelmente esse tipo de exercício usa muito mais tecido muscular do que exercícios aeróbicos convencionais.

Quando você faz HIT, não está usando apenas os músculos da perna, mas também do parte superior do corpo, incluindo os braços e ombros.

Como resultado, 80% das células musculares do organismo são ativadas em comparação a exercícios como andar, correr ou andar de bicicleta moderadamente -- onde estariam sendo ativadas de 20% a 40% das células musculares.

Exercícios também parecem ser necessários para quebrar os estoques de glicose do organismo. Eles ficam armazenados na forma de uma substância chamada glicogênio. Se você destrói esses estoques, abre espaço para mais glicose que é retirada do sangue e armazenada.

Um tanto quando cético, segui o programa de HIT durante quatro semanas, fazendo um total de 12 minutos de exercício intenso e 36 minutos de exercício moderado nesse período. Depois, voltei ao laboratório para ser submetido a novos testes.

Os resultados foram ambíguos. Minha sensibilidade à insulina melhorou significativamente -- 24% -- o que me deixou muito satisfeito. Mas minha resistência aeróbica não melhorou.
Fiquei decepcionado, mas Timmons não se surpreendeu.

É que o exame genético que haviam feito em mim tinha revelado que eu não responderia aos exercícios.
Não importa quanto exercício eu tivesse feito, ou que tipo. Minha resistência aeróbica não teria melhorado.

Vou continuar a fazer o HIT porque consigo ver os benefícios. O programa não é adequado a qualquer pessoa porque, embora seja curto, é extremamente intenso.

Antes de tentar qualquer novo programa de exercícios, especialmente se você sofre de algum problema físico, consulte seu médico.

*O médico Michael Mosley apresentou o programa Horizon: The Truth About Exercise, transmitido pela BBC na Grã-Bretanha no dia 28 de fevereiro

Fonte: BBC - programa bem estar 29.02.12

quarta-feira, 9 de março de 2011

Especialistas dão dicas sobre quantidade e qualidade do sono


Neurologista Dalva Poyares, do Instituto do Sono, recomendou relaxamento.Endocrinologista Alfredo Halpern falou do metabolismo após não dormir bem.

Quantas horas você precisa dormir para ficar bem durante o dia? Quais os efeitos a longo prazo de descansar pouco? E o que fazer para relaxar durante a noite e acordar mais disposto? Quem tirou essas e outras dúvidas no Bem Estar desta quarta-feira (09.03) foram a neurologista Dalva Poyares, do Instituto do Sono, e o endocrinologista Alfredo Halpern, que também é consultor do programa. Eu olhei ao vivo e achei muito interessante compartilhar essas informações com vocês!

Uma pesquisa feita durante quatro anos pela Universidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, mostra que exercícios constantes melhoram, além da saúde física, a capacidade de decisão e a memória das pessoas. Segundo Dalva, a privação de sono a longo prazo pode encurtar a expectativa de vida, desencadear problemas metabólicos (como obesidade e diabetes), aumentar doenças cardiovasculares e diminuir o rendimento físico e mental.

Para dormir bem, a médica recomendou não fazer atividade física intensa até 3 horas antes de deitar, tirar os sapatos e vestir uma roupa confortável, esvaziar a mente e pôr as pendências e preocupações no papel, comer uma fruta ou algo leve à noite (evitar café e alimentos de difícil digestão), fazer uma leitura leve e ouvir uma música relaxante.

Quem tem filho pequeno sabe que é ainda mais complicado ter uma noite restauradora. É o caso da psicóloga Clodine Teixeira, que acorda várias vezes de madrugada para cuidar do bebê, Rafael. “A falta de sono vai gerando uma tensão e, a cada vez que levanto, é mais difícil voltar a dormir”, afirmou.

Nessa história de privação, também há a figura do pai, o arquiteto Miguel Otávio Landi. “Consigo ter um ciclo maior de sono, de 5 horas seguidas. Às vezes acordo no meio da noite, quando a situação está muito pesada”, contou. Miguel já passou por vários momentos como esse, por causa do Exército, de excesso de trabalho e outros motivos.

O casal planeja, em um futuro próximo, dormir oito horas por noite para ter mais bem-estar, se sentir mais relaxado e atento ao longo do dia e cuidar melhor do filho.

A experiência de descansar pouco é compartilhada pelo motoboy João Vianey Freitas, que dorme cerca de 4 a 5 horas diárias por conta dos três contratos de trabalho que cumpre. “Há horas em que dá um pouquinho de sono, depois do almoço, mas aí dou uma cochilada se tiver um intervalo, dou uma ‘pescada’”, disse.

Quando não tem compromissos na agenda, João aproveita para dormir 12, 14 horas seguidas. “Mas é meio atrapalhado, porque você acorda no outro dia desnorteado, sem saber onde está, o que aconteceu”, explicou. Na opinião do motoboy, que começa suas atividades às 6 horas e só termina à meia-noite, o dia deveria ter pelo menos 36 horas para comportar tudo o que precisa fazer. Mas, como isso não é possível, a dica é organizar melhor a agenda e reservar um tempo mínimo de 6 horas para descansar.

Dormir bem não tem idade
As pessoas que dormem melhor ficam mais dispostas. É o caso de um grupo de idosos superativos que dorme bem e acorda cheio de energia. A aposentada Maria do Carmo levanta às 6 horas, de segunda a domingo, e vai direto para a caminhada. Ela também é adepta da ioga e da natação.

Repousar durante o dia também pode ajudar. “Depois do almoço, dou uma cochiladinha, antes da novela da tarde, por meia hora, e já estou bem”, revelou a aposentada Neide Milon.

Fonte: Programa Bem estar do dia 09.03.11 - g1.globo.com/bemestar/

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Exercícios amenizam a atrofia muscular



Apesar de ser uma condição inevitável, como atestam os especialistas, a perda da massa muscular pode ser prevenida, e até cessada, se forem observados alguns cuidados. Praticar uma atividade física regularmente, com uma frequência mínima de três a quatro vezes por semana é fundamental. Os exercícios de resistência são os mais recomendados: musculação, caminhadas, natação, hidroginástica, e até mesmo atividades de dança e jogos coletivos.
Mas entre as atividades citadas acima, o fisiologista Márcio Mousinho destaca a musculação como a melhor para combater a sarcopenia. “Essa modalidade é cientificamente comprovada a melhor, para a prevenção, tratamento e reversão do quadro da perda da massa muscular, força e fraqueza músculo-esquelética decorrente no envelhecimento.”

Os exercícios mais recomendados, segundo ele, são os que envolvem os membros inferiores, pois deles depende a locomoção do idoso para a realização das tarefas cotidianas. Mousinho lembra, porém, que antes de iniciar a musculação, é preciso fazer uma avaliação física e funcional com um Educador Físico, especialista da área, para que identificar as possíveis limitações e doenças já existentes. “Estas informações preliminares norteiam uma prescrição de exercícios adequados, de acordo com a capacidade atual”, diz.

O professor de Educação Física e especialista em Ciências do Esporte da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Raimundo Nonato Nunes, também afirma que a perda muscular pode ser neutralizada desde que a musculatura seja devidamente trabalhada.

Raimundo, porém, demonstra certa resistência com caminhadas no processo de contenção da sarcopenia. Para ele, essa atividade não favorece a perda de gordura mas não reforça os músculos. “Temos que dar ganho de massa muscular para que o idoso possa fazer suas atividades mais simples, como pentear os cabelos, sentar-se e levantar-se do vaso sanitário, por exemplo.”

Motivado pelas dificuldades impostas pela obesidade a um colega, o professor de Educação Física Raimundo Nonato Nunes desenvolveu uma metologia de exercícios físicos realizados na água que promovesse a queima de calorias, a perda de gordura e o aumento da massa muscular não apenas para pessoas de idade mais avançada, mas também doentes crônicos e obesos.

A técnica, batizada de “Caminhágua”, consiste em sessões de caminhadas, com até uma hora de duração, no máximo, executadas dentro de uma piscina. Com a adaptação e evolução dos alunos, o grau de dificuldade dos exercícios vai aumentando.

Segundo o professor, a técnica é baseada em três pressupostos básicos: de Arquimedes, sobre a modificação do peso na água, que é reduzido. “Dessa forma, os exercícios não sobrecarregam os membros inferiores, pois a água reduz em até 20% o peso do corpo.”; de Newton, sobre a dificuldade de vencer a inércia da água. “Com isso, a massa muscular trabalha mais. É uma carga que é empurrada e não transportada como na musculação.”; e o de Carnot, que trabalha a temperatura. “A perda de calor favorece o emagrecimento, pois quanto mais fria a água, mais calorias são queimadas. Essa diferença entre a temperatura da água e do corpo faz acelerar o metabolismo.”

Segundo Raimundo Nonato, os exercícios físicos praticados na água geram uma perda calórica cinco vezes maior do que os praticados “a seco”. “Tem gente que perde até três quilos por semana.” O projeto “Caminh’água” é aberto à população e são realizados diariamente em piscina do Campus da UFRN, das 17h às 20h. Os interessados devem procurar o professor Raimundo Nonato Nunes no Departamento de Educação Física. As atividades são realizadas há um ano e quatro meses.
O atual grupo de alunos tem pessoas com até 80 anos de idade, mas não é restrito somente à idosos. Há alunos de idades variadas. Entre eles, hipertensos diabéticos, portadores de Parkinson e problemas renais, além de gente com taxas alteradas. Os benefícios são muitos, de acordo com Nunes: melhora da qualidade do sono, alta queima calórica, redução de todas as taxas e melhora da hipertensão. “Estamos tendo uma resposta fantástica”, comemora o professor.

São mais de 100 alunos sob a orientação de Raimundo Nonato, durante cinco dias da semana. Não há horário estipulado para as atividades, ficando a cargo de cada um programar suas aulas no intervalo de horário estipulado.

“A libertadora”

O professor Raimundo Nonato se diz muito satisfeito em proporcionar melhor qualidade de vida às pessoas e ver a satisfação no rosto delas. Um dos frutos desse afinco é o projeto de uma cadeira para atividades físicas, batizada de “A Libertadora”. Feita em madeira, ela proporciona até 13 combinações diferentes de exercícios, segundo o seu criador, que agora busca patentear o protótipo.

A cadeira tem uma base para sentar-se maior do que as tradicionais, um encosto para a cabeça/pescoço e ainda pesos feitos de garrafa pet para trabalhar os membros inferiores e superiores, abdome e coluna vertebral. A intensidade da carga é de acordo com o material colocado no interior das pets (areia, chumbo, água).

A motivação para a criação de “A Libertadora”, como conta o seu idealizador, foi a condição do pai de um amigo seu que, mesmo precisando e sob recomendação, se recusava a frequentar fisioterapia. “É como ter uma academia para as pessoas que não gostam de sair de casa.”

Mobilidade física e fatores de risco e proteção à saúde

Dados apontados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), em 2008. Números relativos à região Nordeste.

— Costumavam ir a pé ou de bicicleta de casa para o trabalho:

55 a 59 anos – 44,1%
60 a 64 anos – 44,0%
65 anos ou mais – 44,7%

— Praticaram exercício físico ou esportes nos últimos três meses:
32,5% homens
16,9% mulheres

55 a 59 anos – 16,4%
60 a 64 anos – 16,6%
65 anos ou mais – 11,7%

— Pessoas ativas no lazer:
12,5% homens
7,0% mulheres

55 a 64 anos – 6,7%
65 anos ou mais – 4,8%

— Assistiram televisão 30 dias antes de participar da pesquisa:
50 a 59 anos – 90,9%
60 anos ou mais – 85,1%

— Usaram o computador, fora do trabalho, 30 dias antes da realização da pesquisa:
50 a 59 anos – 9,0%
60 anos ou mais – 3,0%

— Foram vítimas de violência, nos 12 meses antes da realização da pesquisa:
60 anos ou mais - 1,4%
— Foram vítimas de violência, nos 12 meses antes da realização da pesquisa, o que impossibilitou a realização de atividades habituais:
Deixaram de realizar – 30,5%
Não deixaram – 69,5%

— Foram vítimas de violência, nos 12 meses antes da realização da pesquisa e procuraram serviço de saúde:
Procuraram – 52,6%
Não procuraram – 47,4%

— Envolveram-se em algum acidente de trânsito nos 12 meses antes da realização da pesquisa:
55 a 64 anos – 1,2%
65 anos ou mais – 0,8%

— Fumaram algum produto variado do tabaco:
Cigarro – 16,0%
Industrializado – 11,9%
De palha ou enrolado à mão – 7,0%

Fonte:
- Portal da Educação Física;
- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

sábado, 17 de abril de 2010

Benefícios para todos



Orientada, a prática de exercícios físicos pode ajudar no tratamento de portadores de doenças crônicas, aumentando a qualidade de vida

Portadores de doenças crônicas muitas vezes temem que a prática de exercícios físicos possa agravar os males que sofrem. Programas individualizados para esses pacientes, porém, crescem como alternativas para uma vida mais saudável.

Os benefícios da prática de atividades físicas são indiscutíveis. O hábito de fazer exercícios, seja ao ar livre ou em academias, é defendido por cientistas e recomendado por médicos como um dos melhores caminhos para uma vida saudável. Quem sofre de doenças crônicas, porém, costuma ter dúvidas sobre se pode ou não se exercitar. Diabéticos, hipertensos, asmáticos ou portadores de males degenerativos como Alzheimer e Parkinson nem sempre sabem que mexer o corpo pode ser parte do tratamento da patologia, desde que os exercícios sejam personalizados e voltados para as necessidades e limitações de cada um.

Tanto médicos quanto os profissionais dedicados ao atendimento dessas pessoas não têm dúvidas: a atividade física não é apenas benéfica para manter o corpo em forma, ela melhora a resistência e o bem-estar daqueles que se tornaram reféns de doenças sem cura, reduzindo a chance de complicações e aumentando a qualidade de vida dos pacientes. O cardiologista José Roberto Barreto explica que, dependendo do problema, as restrições existem, mas jamais devem impedir a prática. Para os hipertensos, por exemplo, atividades com muito peso ou carga não são indicadas.

De maneira geral, os exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida e natação, são mais recomendados. Para os pacientes idosos, é importante também a musculação.

Ela impede a atrofia muscular. A prática deve ser encarada como parte do tratamento. Trinta minutos de atividades, três vezes por semana, trazem benefícios importantíssimos – garante o médico.


O cardiologista considera que a prática esportiva é fundamental para controlar o estresse, fator comum em pacientes crônicos.

– Em muitos casos, conseguimos até suspender a prescrição de medicamentos como ansiolíticos e tranquilizantes, além de reduzir as drogas que controlam a doença em si – observa Barreto.

O endocrinologista Marco Antônio Vivolo afirma que a prática de atividade física também é uma aliada no controle do diabetes tipo 2, a quarta maior causa de mortes no mundo – representa cerca de 3,8 milhões de óbitos por ano. Com uma dieta balanceada, os exercícios auxiliam na redução e no controle da glicemia (concentração de glicose no sangue). Eles aceleram o metabolismo, queimam calorias e controlam o peso, além de melhorarem a circulação sanguínea.


Fonte: Caderno Vida - ZH - 17.04.10

domingo, 28 de fevereiro de 2010

A soja ajuda a emagrecer e a controlar o diabete


Ícone de uma alimentação balanceada, a soja deixou o berço chinês para abraçar o mundo. Respeitada pela ciência, ela ganha um espaço cada vez maior no prato do brasileiro. E, agora, novas pesquisas sedimentam seu papel contra as epidemias do nosso milênio, como a obesidade, o diabete e o câncer



Foi-se o tempo em que a leguminosa era venerada apenas no Oriente e parecia uma exclusividade do cardápio vegetariano. Os limites geográficos do seu cultivo se expandiram, os centros de estudo se empenharam em decifrar suas dádivas à saúde e, de olho numa vida longa, os ocidentais passaram a incluí-la na dieta. Ainda há quem torça o nariz ao experimentar o grão in natura, mas ninguém pode negar sua vocação de protetor do organismo. E a indústria, antenada à tendência, multiplica as opções de consumo para quem quer degustá-lo sem sentir seu sabor peculiar — no suco, no hambúrguer e até no chocolate.


A soja é destaque em qualquer evento que reúna experts em alimentação. Não foi diferente no último Congresso Latino-Americano de Nutrição, realizado no início de novembro em Santiago, no Chile. Ali, o mundo científico trocou novos conhecimentos sobre os potenciais da leguminosa, que congrega proteína de primeira linha, gorduras do bem, fibras, vitaminas e minerais. A proteína, por sinal, não só corresponde a 40% da sua composição como protagoniza boa parte de seus efeitos protetores.


Uma pesquisa apresentada no encontro prova que, além de aliar-se à fibra para espantar o diabete tipo 2, ela previne complicações do distúrbio, como a insuficiência dos rins. “Notamos que a proteína da soja ajuda a regular os níveis de açúcar e insulina no sangue, diminuindo o risco da doença renal”, disse a autora, Alison Duncan, professora de nutrição da Universidade de Guelph, no Canadá.


No simpósio destinado exclusivamente ao grão, a estudiosa Ratna Mukherjea, líder de ciências clínicas da Solae, uma das maiores empresas de pesquisa e comércio de ingredientes à base de soja no planeta, expôs o poder da proteína frente à obesidade. “Ela induz a saciedade, ajuda a perder gordura e a preservar a massa magra”, disse. “E, como qualquer proteína de alta qualidade, dá mais trabalho para ser digerida”, explica ainda o nutrólogo gaúcho Carlos Alberto Werutsky, da Associação Brasileira de Nutrologia.


A proteína da soja, aliás, não fica atrás da similar de origem animal em termos de características nutricionais (veja o quadro ao lado). Embora não seja tão completa quanto o mesmo ingrediente oferecido pelo ovo ou pelo leite, o vegetal tem lá suas vantagens. “Uma delas é ofertar a substância sem levar consigo gordura saturada e colesterol, que favorecem males cardiovasculares”, afirma a nutricionista Marcela Roquim Alezandro, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo.


Ainda em terra chilena, uma conferência sobre alimentos funcionais — aqueles que nutrem e previnem doenças — divulgou outros achados sobre componentes da proteína da soja capazes de queimar quilos extras e desarmar o começo de um câncer. São os chamados peptídeos bioativos, explorados no laboratório da pesquisadora Elvira De Mejía, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos. “A betaconglicina, por exemplo, participa da inibição do acúmulo de gordura”, contou a professora.


A lunasina é outra arma microscópica que barra tumores. Apesar de ser pouco absorvida pelo organismo, ela se intromete na progressão da doença ainda em fase inicial, contribuindo para a destruição das células malignas. “Nossa ideia é identificar todos esses compostos, isolá-los, testá-los e, enfim, adicioná-los a uma série de alimentos”, proferiu Elvira. Já um estudo recém-publicado pelo Chidren’s Hospital Oakland Research Institute, nos Estados Unidos, demonstra que uma molécula encontrada no conteúdo oleoso do grão batalha contra as células mutantes que formam o tumor de cólon de intestino.


Em meio a esse celeiro de agentes anticâncer, porém, o mais aplaudido é uma substância investigada há anos: a isoflavona. “Por causa dela, há indícios de que o consumo regular da soja e dos seus derivados diminua o risco de tumor de mama, próstata e cólon”, conta o bioquímico José Marcos Mandarino, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa-Soja, em Londrina, no Paraná. “A isoflavona tem elevado poder antioxidante”, justifica Marcela. Em outras palavras, é um petardo contra os radicais livres, moléculas que podem lesar o DNA e abrir caminho ao próprio câncer.


Essa defesa dos genes parece ser, inclusive, a chave para a longevidade. Uma pesquisa fresquinha da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, indica que as isoflavonas acionam proteínas que zelam pela integridade do DNA, preservando as células e, em última instância, computando a nosso favor muitos anos pela frente.


As isoflavonas são, de fato, personagens principais de uma história à parte. E, como em qualquer boa trama, já passaram por altos e baixos. “Estudos sugerem que elas podem provocar queda da imunidade e problemas de tireoide em pessoas com tendência ao distúrbio”, diz a endocrinologista Ruth Clapauch, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Qualquer risco, no entanto, implica ingerir uma quantidade monstruosa do ingrediente, o que demandaria baldes de soja. Então, sossegue.


Outra polêmica recente envolve o consumo pela ala masculina. Trabalhos tentaram revelar um elo entre a ingestão frequente de soja e a infertilidade entre homens, mas nada foi comprovado. “É uma grande bobagem”, opina Mandarino. A pretensa conexão foi motivada pelo fato de a substância imitar, dentro do corpo, um hormônio feminino. “A isoflavona tem estrutura parecida com a de um tipo de estrogênio e, assim, pode ocupar seu lugar no receptor da célula”, explica Marcela.


Daí por que ainda se especula sobre os benefícios da substância às mulheres que atravessam a menopausa, como minimizar ondas de calor. “No entanto, como sua ação é mais fraca, não deve ser considerada uma alternativa à reposição hormonal”, salienta Ruth. De qualquer forma, incluir a soja no menu continua liberado — só exige, como tudo na vida, bom senso.


Quer mais um bom motivo para prestigiá- la? Ela resguarda o coração. A isoflavona é uma espécie de guarda-costas dos vasos sanguíneos. “Ela participa da redução dos níveis de LDL, o colesterol ruim”, afirma Mandarino. “E ainda pode elevar as taxas de HDL, o colesterol bom, e abaixar as de triglicérides.” O potencial antioxidante entra em cena mais uma vez. “A molécula evita a oxidação do LDL, condição que dá origem às placas que entopem as artérias”, explica a nutricionista Martine Hagen, da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.


O complô em prol dos vasos é intensifi- cado pelas já mencionadas proteínas. “Elas inibem uma enzima no fígado responsável pela produção do colesterol”, aponta a nutricionista Hércia Martino, da Universidade Federal de Viçosa, no interior mineiro. E as fibras fornecidas pelo grão complementam essa força-tarefa contra as partículas gordurosas. “Elas impedem sua absorção no intestino”, diz Martine. O resultado desse trabalho em equipe é desafogar as artérias, que não ficam reféns do trânsito carregado de gorduras — o estopim para infartos e derrames.


A questão é que hoje a soja não só avançou na agricultura como invadiu os supermercados. E, cá entre nós, isso facilita a vida de quem não sabia como introduzir o grão na rotina. Se você não o suporta em saladas nem curte a proteína texturizada (a popular carne de soja), dá para lançar mão de produtos que nem sequer lembram o gostinho da leguminosa, como iogurtes, sucos de frutas, barras de cereal e chocolates. Para agradar o freguês, até quibe e salsicha de soja já são encontrados nas gôndolas.


Para os que decidirem convidar a semente em pessoa para vir à mesa — e é nela que se encontra o melhor mix de nutrientes —, valem alguns cuidados no preparo. A soja também tem fatores antinutricionais. “São substâncias como o ácido fítico, que podem inibir a absorção de minerais”, explica Hércia. Nada que não seja remediável com uma breve passagem pelo forno (veja o quadro à direita). Com o grão e as inumeráveis opções disponíveis, a soja tem espantado a resistência e caído nas graças dos onívoros que buscam décadas e décadas de vigor.

Fonte: Revista Saúde - fevereiro/2010

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Diabetes e Exercício


Antes de falar de diabetes e sua relação com o esporte, vamos entender o que é esta doença:

As substâncias comumente conhecidos como alimentos são constituídos por diversos componentes chamados nutrientes. Os principais são os carboidratos, gorduras e proteínas. Cada nutriente pode ser representado por uma seqüência de caracteres. Estes alimentos e mastigá-los com a ação da saliva começam a quebrar as cadeias que o compõem. Uma vez ingerido, o alimento chega ao estômago, onde continua a quebrar em cadeias menores. Quando o alimento é digerido quase que passam para o intestino, que completa a separação dos elos das cadeias restantes pequenos. Eles têm um tamanho pequeno o suficiente para passar facilmente através da parede intestinal para entrar no sangue. Bem, um desses nutrientes, carboidratos, quando a corrente divide-se em ligações frouxas, resultando em uma substância chamada "terra de glicose" para o corpo.

A glicose é utilizada por todas as células do corpo para o combustível, e isso depende de sua eficiência. Pode-se dizer que a glicose é para o corpo humano, como a gasolina é para o carro. Para cumprir essa missão exige que a glicose entre no interior das células de vários órgãos (coração, pulmões, cérebro, etc.), Então você precisa de uma chave que abre as portas das células. Essa chave é a insulina.

O insulina é um hormônio produzido no pâncreas, uma glândula localizada no abdômen esquerdo atrás do estômago. Esse hormônio é secretado pelo pâncreas quando o corpo pede glicose no sangue, para que possa entrar nas células e estes podem ser alimentados. Este sistema funciona com um equilíbrio perfeito, de modo que, em primeiro lugar, todas as células sejam devidamente alimentados e, por outro, manter os níveis sanguíneos de glicose considerado normal: 60 a 110 mg / dl antes das refeições e até 140 mg / dl duas horas após este.

Assim, para manter a glicemia dentro dos limites normais, a quantidade de insulina do pâncreas tem de ser proporcional à ingestão de carboidratos em alimentos. O rompimento desse equilíbrio leva à doença conhecida como diabetes.

O glicogênio é a maneira pela qual a glicose é armazenada, sendo uma reserva de energia do corpo, composto por unidades de glicose, pronto para ser utilizado nos períodos de tempo de comer ou de consumir muita energia, por exemplo exercício. Esta reserva de energia é armazenada no fígado.

O que é a diabetes?
É uma doença em que há uma má utilização de açúcares (carboidratos), como resultado da falta de insulina.

Tipos de diabetes

Existem dois tipos de diabetes:
Diabetes mellitus tipo 1
Diabetes mellitus tipo 2

Diabetes mellitus tipo 1
Este tipo de diabetes, que começa geralmente em pessoas jovens, ocorre quando as células beta do pâncreas que produzem insulina são destruídas pelo próprio corpo.
O tratamento envolve a injecção do paciente várias vezes por dia e a quantidade de insulina é adequada à sua situação.

Diabetes mellitus tipo 2
Neste tipo de diabetes o pâncreas em si é capaz de produzir insulina, por vezes até em excesso. O problema é que as fechaduras das portas das células que estão danificadas, o que faz a insulina, que é a chave, abrir com dificuldade. Assim, o tratamento adequado desses pacientes, não são para administrar a insulina, mas para reparar os fechamentos danificados.

Como posso corrigir as fechaduras das células? Muitas vezes são alteradas por causa da obesidade. Neste caso, com uma dieta adequada e exercício físico suficiente para perder peso, o bloqueio é organizado e a insulina - a chave - você pode facilmente abrir a porta. A partir desse ponto, o corpo volta a funcionar corretamente, os níveis de glicose no sangue voltam ao normal e diabetes desaparece.

Mas às vezes não é suficiente apenas seguir uma dieta e exercício, mas precisamos tomar alguns comprimidos chamados hipoglicemiantes orais.

Diagnóstico de diabetes
A primeira coisa que podem chamar a atenção é que a pessoa perde peso apesar de comer muito. Em outras vezes, embora menos freqüente, a pessoa perde o apetite. Urinar e beber demais. A pessoa sente-se mais cansado que o habitual e pode mesmo haver mudanças na personalidade, tornando-se mais irritado.

Se esta pessoa, com algum dos sintomas acima é capaz de realizar um controle de glicose no sangue e for acima de 200 mg / dl em qualquer momento do dia, você pode dizer com certeza que ela tem diabetes mellitus.

Por falha no pâncreas do diabético?
Esta questão neste momento não pode ser respondida com precisão. No entanto, presume-se que uma série de fatores combinados para isso:

Fator genético: A predisposição da pessoa herdar a possibilidade de ser diabético.
Fator ambiental: Especialmente as infecções causadas por vírus que pode danificar o pâncreas.
Auntoinmune Factor: Um corpo agressivo em si que prejudica o pâncreas.

O exercício físico em diabéticos

Exercício, juntamente com dieta e insulina são os pilares fundamentais do tratamento do diabetes.

A atividade física é útil e necessário para todos, mas especialmente para as crianças e adolescentes diabéticos.

O benefícios exercício físico são:
Diminui os níveis de glicose no sangue durante e após o exercício.
Diminui a necessidade de insulina para melhorar a sensibilidade.
Aumenta o gasto calórico.
Melhora o perfil lipídico.
Reduz fatores de risco cardiovascular.
Melhora a sensação de bem-estar.
Pode promover a integração social.
Trabalho muscular provoca um aumento das necessidades de energia. A energia necessária durante o ano é derivado de glicose e sangue. As fontes de energia são encontrados no músculo, fígado e gordura corporal.
Numa primeira fase, para começar a 5-30 minutos de exercício que usa a glicose no músculo e no sangue circulante.
Em uma segunda fase depois de 30 minutos utiliza as reservas de açúcar armazenadas no fígado.
Em uma terceira fase, a 60-90 minutos se esgotaram as reservas de glicose e de energia obtida a partir de gordura. Em crianças e adolescentes com diabetes que não tem insulina suficiente, a mudança começará mais cedo, aparecendo hiperglicemia.

Antes de realizar o exercício deve tomar uma série de Precauções:
Uma avaliação de como é a glicose no sangue antes do início do exercício.
Considere o tipo de exercício para fazer, insulina e alimentos com antecedência.
Tem a pré-insulina exercer fora da área a ser ativada para isso. Por exemplo nos braços se deseja executar ou no abdômen, se nadar.
O exercício permite gotas de açúcar no sangue, quando realizadas, afetando até 12-24 horas depois de ter feito isso.

Além de tomar precauções precisam saber que nem todos os benefícios, mas também tem efeitos negativos sobre o controle metabólico. Estes são:

Possibilidade de hipoglicemia precoce e / ou adiada até 24 horas depois de fazê-lo.
Exercício Intenso - hiperclicemia: criança diabética em resposta ao exercício intenso é anormal e incomum e pode causar hiperglicemia.
Hiperglicemia e cetose, especialmente em crianças com deficiência de insulina ou mal controlada.

O Tipos de exercícios recomendados para pessoas com diabetes são: prática aeróbica (resistência), pois eles promovem a circulação sangüínea periférica, melhorando a oxigenação e nutrição de todas as células. Exemplo: "footing", ciclismo, natação, futebol, pular corda, etc.

Exercícios de alta resistência (anaeróbica), com a diminuição na atividade da oxigenação dos tecidos e aumentam a pressão arterial. Exemplos: musculação, halterofilismo, etc.

Quando há uma diminuição da glicose no sangue o exerício pode ser fatal como desportos motorizados, montanha de grande altitude escalada, pára-quedismo ou windsurf. Deve ser descartada (para o risco associado de lesão vascular).

Esporte e traumas violentos repetitivos, como karatê, taekwondo e boxe.

No caso do mergulho, é permitida, desde que ir com um acompanhante treinado para reagir a uma hipoglicemia.

Para o exercício ter mais eficacia precisa ser:
Diariamente ou em dias alternados;
Regular ou seja, ao mesmo tempo, intensidade e duração;
Aeróbios, não devem atingir a exaustão;
Deve ser estimulante e divertido (que fica melhor em grupo do que individualmente);
Se você pratica algum tipo de exercício incomum, deve continuar uma série de dicas:
É bom fazer desporto na empresa.
Esporte é desejável que estabelece a duração e a intensidade para avaliar o gasto de energia e para modificar o tratamento.
Todo diabético deve aprender a conhecer as alterações da glicemia com certos exercícios e, assim, capaz de ajustar o tratamento. A mudança de insulina e ingestão de alimentos em cada período deve ser controlada.
O exercício deve ser preferencialmente feito após a ingestão de alimentos (carboidratos).

No entanto, como dito anteriormente, trazendo bom planejamento diabéticos podem fazer atividades físicas sem nenhum problema. Nos Jogos Olímpicos de Sydney foi mais uma vez demonstrado que os atletas diabéticos não enfrentaram dificuldades para competir com os rivais. O caso marcante da British Steve Redgrave, Insulino-dependente do diabético, que conquistou sua quinta medalha de ouro olímpica no remo, serviu para derrubar os mitos existentes sobre o passado de incapacidade de diabéticos para o desporto de alto nível.

Redgrave não era o único atleta diabético a vencer em Sydney. Um nadador de 38 anos de idade que injetava insulina seis vezes por dia, Gary Hall, atleta americano que sofre da mesma doença e ganhou a medalha de ouro na natação, apenas na prova de curta distância disputada na piscina.

Na Espanha, um milhão e meio de diabéticos são cerca de 10% da população que têm diabetes tipo 1. A recomendação do exercício conduzido por endocrinologistas, contribuiu para um aumento dramático no desporto de diabéticos jovens em nosso país e uma mudança radical na mentalidade dos doentes.



Fonte: http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 14 - N º 136 - Setembro de 2009

terça-feira, 7 de julho de 2009

Por que a musculação é tão recomendada?


A musculação é, hoje, uma das atividades mais recomendadas, seja para quem quer emagrecer, aumentar ou definir a musculatura, como também, evitar lesões e até tratá-las, além de ficar "sarado" e com um corpo forte, saudável e bonito.


Desde que seja bem orientada por um profissional de educação física, esta atividade pode trazer grandes benefícios para todos, de adolescentes à idosos.

Mas, infelizmente, muitas pessoas evitam fazer exercícios com peso, pois apresentam receio e até medo de ficarem musculosas demais. Saiba que você somente ganhará músculos volumosos se você quiser, por isso é importante uma boa orientação, que esteja de acordo com o seu interesse e necessidade.


Veja alguns benefícios que a musculação pode trazer:


- Praticando musculação regularmente, há uma enorme melhora na parte estética, pois trabalhando os músculos, você irá modelar o seu corpo, deixando-o mais firme e bonito. A gordura é disforme e em excesso deixa o seu corpo deformado. A musculação ajuda a eliminar gordura e aumenta a massa muscular, fazendo com que você fique mais bonito.

- Através da musculação, você pode aumentar muito a sua força muscular, pois irá fortalecer os músculos, tornando uma pessoa mais forte. Ao treinar, você estará exercitando não só o corpo, mas também seu cérebro que fica mais eficiente no comando da massa muscular.

- A musculação torna o coração mais saudável. Até pouco tempo, apenas as atividades aeróbias eram recomendadas para a saúde cardíaca, mas isto vem mudando. A musculação treina o coração para esforços intensos, enquanto os exercícios aeróbios preparam o coração para atividades suaves e prolongadas. Quando a pessoa fortalece os músculos, a freqüência cardíaca e a pressão arterial sobem menos com o esforço.

- A musculação melhora a postura, pois a maioria dos casos de dores nas costas é relacionada à fraqueza muscular e à falta de flexibilidade. Assim sendo, o trabalho com peso é indicado nestes casos, pois os músculos (que sustentam os ossos) se tornam mais resistentes.

- Você vai melhorar a sua auto-estima, ficando mais bonito, ágil, saudável, confiante e de bem consigo mesmo.

- Melhora o sono e o bem estar. Depois de fazer uma atividade aeróbia é normal você se sentir mais ágil e disposta. Daí para dormir bem é muito fácil.

- A musculação rejuvenesce e mantém você jovem. A partir dos 30 anos, nós começamos a perder massa muscular e podemos chegar a perder 30% de massa magra até os 80 anos. Todos nós envelhecemos, mas quem faz musculação, retarda este envelhecimento. A perda muscular é amenizada para quem faz exercícios com peso.

- A musculação ajuda a emagrecer. Todos os exercícios ajudam na perda de peso, em todos há um gasto calórico, uns menos, outros mais. A longo prazo, os exercícios com peso, apresentam um importante papel, pois aumentam a taxa metabólica basal.

- Com a musculação, você vai amenizar, e muito, a celulite, pois aumentando a massa muscular, sua pele (em cima do músculo) fica mais lisa. A redução da gordura não melhora a aparência da pele. Ela pode ficar flácida e cheia de furinhos, mas se você fizer exercícios com pesos, evitará a flacidez e definirá os músculos, minimizando a celulite.

Você pode evitar doenças, entre elas:

  • Osteoporose - A musculação estimula a produção de células ósseas fixando cálcio e aumentando a densidade óssea. Atividades aeróbias de impacto, como a corrida, também oferecem este benefício, mas os exercícios com peso são mais seguros para as articulações.

  • Artrose (desgaste das articulações) - Quando os músculos são fortalecidos, propiciam maior estabilidade as articulações, promovendo menor desgaste entre os ossos.

  • Diabetes - Quanto maior é a massa muscular, mais o organismo queima glicose (substância que em excesso no sangue causa o diabetes).

Mas atenção! Intercale os dias de exercícios com peso, com exercícios aeróbios e faça alongamentos antes e depois das atividades.

O que você está esperando para malhar na musculação??? O verão chegar?? Comece HOJE mesmo!!!

FONTE: Anotações pessoais e TERRA

domingo, 5 de julho de 2009

Estresse engorda

Cérebro estressado age como se estivesse em perigo, ordenando ao corpo que ele tem de se reabastecer de energia e comer

Não tem jeito. O estresse faz parte da vida. O que talvez poucos saibam é que ele também tem a sua responsabilidade no aumento dos ponteiros da balança. O corpo responde a ele – seja estresse físico, seja psicológico – da mesma forma.
Cada vez que você tem um dia complicado, o cérebro age como se você estivesse em perigo e ordena às células do corpo para liberar potentes hormônios, entre eles a adrenalina e o cortisol, que dizem ao organismo que ele deve se reabastecer de energia, fazendo-o ter fome, muita fome.

A liberação de cortisol continua até que as coisas se acalmem. O problema é que são poucos aqueles que têm cenouras e barrinhas à mão. "A maioria acaba se enchendo de doces e comidas ricas em gordura porque elas estimulam o cérebro a liberar substâncias químicas ligadas ao prazer, que reduzem a tensão", explica Elissa Epel, da Universidade da Califórnia.

E mais: quando as glândulas adrenais produzem cortisol, cai a fabricação da testosterona, hormônio ligado ao crescimento muscular. "Com o tempo, isso leva a uma redução da massa muscular e, com isso, o corpo queima menos calorias."
O hormônio também encoraja o corpo a estocar gordura, especialmente a do tipo visceral, perigosa porque circunda órgãos vitais e libera ácidos graxos ao sangue, elevando os níveis de colesterol e abrindo caminho para as doenças do coração e o diabetes.

Fonte: Revista Sport life - 02.07.09

domingo, 14 de junho de 2009

Maratonistas têm menos chance de desenvolver diabetes


Pesquisa revela que maratona diminui riscos de pressão e colesterol altos


Corredores de longa distância, como os maratonistas, têm menos chance de desenvolver síndrome metabólica, caracterizada por um conjunto de fatores de risco cardiovasculares e que inclui pressão e colesterol altos.
Também chamado de síndrome X, o transtorno pode levar ao diabetes e a doenças do coração. Pesquisadores analisaram dados de 62 000 homens e 45 000 mulheres. Os resultados, publicados na edição de março da revista Science in Sports and Medicine, revelaram que homens que correram duas ou mais maratonas por ano tiveram 41% menos chance de sofrer de pressão alta, 32% menos risco de ter colesterol alto e 87% menos chance de ter diabetes do que não-maratonistas.
“Todas as formas de atividade física trazem benefícios à saúde. Mas os dados sugerem que as vantagens para aqueles que se esforçam são ainda maiores”, disse Paul Williams, do Colégio Americano para a Medicina do Esporte.


Revista Sport Life - 02.06.09