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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Exercício e Gravidez

Exercício e Gravidez é um tema muito debatido, e é muito importante que saibamos como aconselhar nossas alunas quando elas chegam nessa fase importante da sua vida.

Antes de qualquer coisa, a aluna deve conversar com o seu obstetra. O conselho de seu médico deve sempre ser a primeira consideração ao realizar o exercício durante a gravidez.

Diretrizes recentes incentivam a participar do exercício regular antes, durante e após a gravidez, tanto para mulheres ativas quanto sedentárias. Eles enfatizam que a gravidez - e as mudanças fisiológicas associadas - não são mais vistos como limitações; este não é o momento de ficar confinada no sofá! Mesmo aquelas mulheres previamente inativas são encorajadas a praticarem algum tipo de exercício, e fazer algumas mudanças para um estilo de vida mais saudável.

Então, por que, naqueles pucos meses de sua vida, quando tudo que você quer fazer é dormir e comer rosquinhas, tem que se alimentar muito bem e fazer exercício?

Benefícios do Exercício:
- Manter um bom nível de aptidão irá prepará-la para um trabalho de parto mais fácil, mais curto, com melhor recuperação e menos chances de complicações;
- Treinar seu abdominal durante a gravidez vai diminuir o grau de separação da parede abdominal - uma condição que poderia causar dor lombar e pélvica;
- O exercício ajuda a normalizar o seu peso e o do seu bebê até nascer. Isto é importante porque os bebês pesados são mais propensos a desenvolver doenças como a obesidade, doença metabólica e doença cardiovascular mais tarde na vida;
- Manter-se fisicamente ativo ajuda a evitar Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) - um tipo de diabetes que pode ocorrer durante a gravidez. Esta condição coloca você em maior risco de complicações, e a torna mais propensa a desenvolver diabetes tipo 2 no futuro. Mulheres com diabetes gestacional também são mais propensas a gerar bebês grandes, que podem posteriormente, sofrer de obesidade infantil e desordem metabólica.
- Problemas com a pressão arterial elevada - conhecida como distúrbios hipertensivos - podem causar problemas como parto prematuro e é a principal causa de mortalidade materna. Estudos têm mostrado que ser ativa durante a gravidez pode ajudar a prevenir esta complicações.

Outros benefícios incluem ter bebês alertas, calmos, e mais tranquilidade para lidar com as tensões de trabalho de parto. Por outro lado, negligenciar o exercício e ganhar muito peso durante a gravidez pode colocar estresse extra sobre as articulações e contribuir para um aumento de dores nas costas.

Resumindo:
- O exercício é muito importante para uma mãe saudável e para o bebê;
- Faça o que você tem feito, reduzindo intensidade quando você, seu professor e seu médico, acharem necessário;
- Beba muita água;
- Desgaste confortável, roupa fresca;
- Não deitar de barriga pra cima;
- Consulte seu obstetra sobre seus planos para o exercício.

Vamos lá, gravidez é saúde e não doença! Bons treinos!


terça-feira, 4 de junho de 2013

Hipertensão, diabetes, asma e até idade trazem riscos à gravidez

A saúde da mãe e do bebê fica comprometida se estes quadros não forem bem acompanhados

No dia 28 de maio é lembrado o Dia Nacional da Redução de Mortalidade Materna. De acordo com número da Organização das Nações Unidas (ONU) cerca de 287 mil mulheres morrem diariamente no mundo por problemas relacionados à gravidez. Durante os nove meses da gestação, mãe e feto são praticamente uma pessoa só. E se a mulher tiver algum problema de saúde, é muito provável que o bebê sinta as consequências tanto quanto ela, isso torna o período bem mais arriscado. "Consideramos uma gravidez de risco, quando temos um problema que poderá causar danos tanto para a mãe quanto para o feto, que ocorre, por exemplo, quando temos uma mulher com alguma doença grave", explica Augusto Bussab, ginecologista e especialista em fertilização.

Claro que doenças crônicas como diabetes, hipertensão ou hipotireoidismo não podem ser curados, apenas tratados e também não pode impedir que mulheres realizem o sonho de ser mães. A solução, nesses casos, é um rigoroso acompanhamento pré-natal, que localizará logo de início qualquer problema, caso a futura mamãe não o saiba de antemão. "No pré-natal as medidas de pressão, peso e os exames de rotina, incluindo o ultrassom, geralmente sinalizam o risco", relata a ginecologista Arícia Giribela, ginecologista e obstetra, membro da Associação de Ginecologia e Obstetrícia de São Paulo (Sogesp).

Por isso mesmo, relatar histórico de família é muito importante nessas ocasiões, já que muitas dessas doenças têm uma correlação com a genética. Vale contar tudo ao médico, inclusive os próprios maus hábitos. E não são apenas enfermidades que entram na lista de possíveis riscos para a gestação. Mas para saber o que esperar em cada caso, listamos quais as condições que podem causar complicações e como é feito o acompanhamento de cada uma delas.

Obesidade
O aumento de peso está intimamente relacionado a diversos riscos, como o do parto prematuro, entre outros problemas. "Uma gestante que sofre com sobrepeso ou obesidade terá maiores chances de desenvolver diabetes gestacional, por exemplo, e com isso todas as complicações decorrentes destes problemas", assinala Bussab. Se a gravidez for algo planejado, vale a pena perder alguns quilos para começar já com Índice de Massa Corporal (IMC) dentro do considerado saudável. Mas, caso a gestação tenha começado com um sobrepeso, ainda dá tempo. "O ideal é perder antes, mas o controle rigoroso durante a gestação pode ser feito sem prejuízo do feto", explica a especialista Arícia Giribela.

Hipertensão

A hipertensão pode aparecer durante a gravidez ou já ser uma característica da mãe desde antes. Em ambos os casos, pode trazer diversos riscos à gestante. "A pressão alta altera o fluxo sanguíneo da placenta para o feto causando inúmeros transtornos que podem culminar com sérias complicações como a diminuição do aporte de oxigênio para o feto", explica a ginecologista Arícia. Já no caso da mãe, o quadro pode desenvolver-se para a eclampsia, quando ocorrem convulsões na hora do parto. Por isso é muito importante que a grávida acompanhe sempre essa taxa com seu médico. Ela também pode e deve tomar cuidados, como restringir o sal e controlar o peso. Para as mulheres que já tomavam medicamentos para controlar a pressão, podem ter que fazer troca de medicamento para não prejudicar a criança, mas tudo isso será avaliado pelo médico.

Diabetes

O diabetes também pode aparecer durante a gravidez, quando é chamada de diabetes gestacional, ou já ser um quadro apresentado pela mãe. Em ambos os casos, estar sem acompanhamento médico é nocivo. "A alteração do metabolismo dos açúcares pode trazer malformações fetais importantes, inclusive cardíacas", alerta Arícia. Nesses casos, além do obstetra de confiança, um endocrinologista também acompanha de perto a gestação, para garantir que os níveis de glicose no sangue estejam adequados. Além disso, pode ser necessário o uso de insulina para controlar essas taxas, bem como uma dieta com restrição de açúcar.

Hipotireoidismo

Esse quadro se dá quando a tireoide produz menos hormônios do que necessário e é um quadro que afeta o corpo como um todo, já que a glândula regula o metabolismo. E durante a gravidez o bebê também pode ser prejudicado se o quadro não estiver controlado. "O quadro aumenta o risco de parto prematuro, e traz riscos ao desenvolvimento e à aprendizagem do bebê. Também pode causar descolamento placentário, que é quando a placenta se separa da parede interna do útero antes do nascimento, sendo um risco potencial para a vida tanto materna quanto fetal", considera o ginecologista Bussab. Aqui também é importante que um endocrinologista acompanhe a gestação, até porque será preciso uma maior periodicidade nos exames, afim de se fazer rapidamente qualquer alteração necessária na reposição hormonal, como assinala Arícia.

Cardiopatias

Mulheres com algum problema do coração, como arritmias cardíacas, também precisam de cuidados especiais durante o pré-natal, tanto que essas patologias são uma das maiores causas de morte durante a gestação. "As cardiopatias são perigosas em uma gestação, principalmente se esta gestante não estiver com seu problema controlado. Temos vários tipos de cardiopatias que são bem específicas e conforme o tipo, podemos ter até fetos de baixo peso", explica Bussab. Um dos problemas é que durante a gestação o coração recebe mais trabalho. Há, por exemplo, um aumento da frequência cardíaca a partir da sexta semana. Há casos em que um cardiologista deverá acompanhar de perto a gravidez junto com o obstetra. Pode acontecer também que um problema cardíaco apareça durante a gestação, por isso o médico e a futura mamãe devem ficar atentos a sintomas como palpitações.

Asma

A doença respiratória mais comum e que causa mais complicações é a asma, como explica Arícia. É comum que o quadro se agrave um pouco mais durante a gravidez, já que a elevação do útero comprime o diafragma, causando mais dificuldades para respirar. A menor entrega de ar ao bebê pode fazer que com ele nasça com baixo peso. Já a mãe pode ter complicações como rompimento prematuro da bolsa. "Mas dependerá do grau desta pneumopatologia, assim como no caso de outras", assinala o ginecologista Bussab. Por isso que o pneumologista da futura mamãe deve acompanhar a gestação com o obstetra. Outro fator importante é que a mãe não deixe de tomar seus medicamentos, não apenas para as crises, como também os anti-inflamatórios que previnem as exacerbações. Mas é sempre importante comunicar o ginecologista sobre os medicamentos que estão sendo usados para garantir que o bebê não sofrerá nenhum risco.

Doenças emocionais e mentais

Cada vez mais o número de pessoas com doenças emocionais e mentais aumenta. A depressão, por exemplo, está prevista para ser o quadro mais prevalente em 2030. E apesar de sempre cogitarmos apenas o tipo pós-parto, a mãe também pode ficar deprimida durante a gravidez, o que pode fazer com que ela abandone o pré-natal. Além disso, o tipo de medicação recomendado para esses quadros traz diversos efeitos colaterais, e isso deve ser pesado e observado durante a gestação. "Quando a gestante usa medicações especificas durante os primeiro trimestre, poderemos ter problemas no desenvolvimento fetal. Já se o uso for no final, os efeitos serão como os efeitos colaterais da medicação, e não trarão grandes problemas", avalia o ginecologista Bussab.

Fonte: Minha Vida - 28.05.13

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Ganho de peso na gestação - benefícios do exercício

Um dos maiores medos da mulher na gestação é engordar e é comum ouvirmos mulheres dizendo que engordaram 20-25 kilos durante a gravidez. Além da estética será que existe algum perigo para o excessivo ganho de peso durante a gravidez, existe riscos para a mulher e para o bebê associados a esse aumento de peso?

De fato a mulher tem que aumentar o seu peso e esse é distribuído entre o conteúdo feto-placentário e mais os tecidos da mulher que também aumentam como coração, mamas, líquidos, e é claro, a gordura.

Durante a gestação, existem duas fases metabólicas bem definidas:

- Ganho de Peso na Gravidez (no primeiro e segundo trimestres)

No primeiro e segundo trimestres há o crescimento fetal mínimo e nessa fase há o grande perigo do aumento da gordura porque a mãe além do metabolismo alterado, ela tem mais fome e come mais, processo denominado hiperfagia, resultando então no aumento do peso corporal materno, especificamente pelo grande acúmulo de gordura. Portanto o ganho de peso na gestação se dá pelas mudanças teciduais e gordura.

Uma das maravilhas é que todo esse processo faz com que a mulher durante a gestação poupe sua glicose para o seu bebê. Há uma inversão metabólica em seu organismo fazendo com que ela estoque gordura para ter alimento para ela e disponibilizando dessa forma a quantidade adequada de glicose para crescimento e formação do bebê.

- Ganho de Peso na Gravidez (no último trimestre)

No último trimestre, há o intenso crescimento fetal, que é sustentado pela transferência de nutrientes da circulação materna. O acúmulo de gordura cessa e em muitos casos, há até queda nos depósitos de gordura. Especialmente nesse período (terço final), os pesos fetal e placentário aumentam aceleradamente elevando as necessidades calóricas à custa do metabolismo materno.

Iniciar a gestação com sobrepeso, obesidade ou ganhar peso excessivo durante, são fatores de risco e podem levar a gestante ao desenvolvimento de hipertensão arterial e pré-eclâmpsia. Há o risco também de desenvolvimento de diabetes gestacional que está associado a um crescimento fetal exagerado (macrossomia fetal). Essas situações podem provocar riscos obstétricos durante o parto e obesidade pós-parto. Cerca de 45% das mulheres obesas no mundo ganharam peso após a gravidez.

Benefícios do Exercício na Gestação

Um dos benefícios com a prática de exercícios na gestação é auxiliar no controle do ganho de peso, controlando dessa forma o ganho de gordura (aumento da adiposidade).

O controle no ganho de peso durante gravidez também está associado a um melhor controle da pressão arterial, prevenindo pré-eclâmpisa e eclâmpsia; e prevenção de diabetes gestacional.

Todos esses benefícios levam a redução de complicações no parto, favorecendo a saúde da mulher e do bebê.

Fonte: Gizele Monteiro - portal Mais Vida Gestante

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

ATIVIDADE FÍSICA NA GRAVIDEZ: COMO FAZER ENQUANTO ESTIVER GRÁVIDA?

A prática da atividade física na gravidez tem algumas particularidades. Se você é alguém que já se exercitava regularmente antes da gravidez, em geral, pode manter a sua modalidade durante a gravidez, ou durante o tempo em que se sentir confortável. No entanto, é normal à medida que sua gravidez avança, você tenha que diminuir a intensidade ou mudar sua atividade, pois você não será capaz de exercer a atividade pode estar trazendo algum desconforto. Por isso é importante ficar atenta.

É importante que você ouça o seu corpo. Consulte um profissional sobre um programa de atividade física e como isso deve ser adaptado durante a gravidez. Isso te ajudará a manter níveis adequados sem sobrecarregar sua coluna, articulações e seu sistema cardiovascular.

Se você não era ativa antes da gravidez, uma boa dica é realizar pelo menos 30 minutos por dia de atividade física aeróbica. A caminhada é uma boa opção nesse caso. Converse com seu médico para saber se sua saúde está ok e se pode realizar exercícios. Sendo liberada, comece aos poucos e sem se sentir cansada.

Você pode começar com 15 minutos de atividade física três vezes por semana e à medida que for melhorando e se sentido confortável pode então aumentar gradualmente para sessões de 30 minutos e manter uma frequência de 3 – 4 vezes por semana e, depois para 30 minutos todos os dias.

Lembrando também que é importante que você tenha a orientação de um profissional que irá auxiliá-la nos cuidados que deve ter, e controle de sua intensidade nos batimentos cardíacos, conforme sua individualidade e nível de aptidão física.

Seja ativa! Isso é saúde para você e seu bebê!

Fonte: Gizele Monteiro - portal método mais vida gestante