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domingo, 14 de junho de 2015

Para o controle de Peso: Dieta ou Exercício?

A Obesidade virou uma epidemia e é um dos problemas mais visíveis e negligenciados pela saúde pública. Se não houver uma ação em breve, milhões de pessoas irão sofrer as conseqüências na sua saúde. Mas o que é mais importante? Cuidarmos o que comemos ou sair do sofá e ficar mais ativos?

Bem, até agora é grande as evidências que sugerem que uma boa alimentação tem mais impacto sobre o controle do peso do que o exercício e certamente não tenho como negar que comer bem é ótimo para a sua saúde.

No entanto, um estudo divulgado em abril de 2014 desafia essa teoria.

Pesquisadores da Universidade de Stanford estudaram sobre as tendências da obesidade, atividade física e ingestão calórica em adultos dos EUA de 1988 a 2010. Como era de se esperar, a prevalência da obesidade aumentou substancialmente ao longo dessas duas décadas com as mulheres mais jovens com idades entre 18 e 39 anos demonstrando um maior ganho de peso. No entanto o resultado é realmente surpreendente durante esses 20 anos, sobre os adultos que relataram não fazerem atividade física no lazer aumentou - de 19,1% para 51,7% entre as mulheres e de 11,4% para 43,5% entre os homens.

Os pesquisadores concluíram que houve uma associação significativa entre o nível de atividade física, mas não a ingestão calórica, e os aumentos observados em obesidade. Simplificando, não é o que estamos comendo, mas o quanto estamos nos movendo - ou não movendo.

Os resultados desse estudo mostraram ao Instituto de Medicina que fazer atividade física é a principal prioridade quando se trata em enfrentar a epidemia de obesidade nos EUA.

A mensagem que fica desse estudo é que se TODOS nós formos um pouco mais ativos e melhorarmos nossa alimentação, nós poderemos ter uma mudança significativa contra essa ameaça que é muito real para a saúde global.

Também saiu um estudo recente, dizendo que um ser humano, se ficar só sentado, durante um ano, pode engordar até 24 kg... Apavorante, não?

Comece HOJE mesmo uma atividade Física, seja caminhada, musculação, dança, lutas, corrida, aulas coletivas, qualquer coisa vale, só não vale continuar aí no sofá!

Ótimo domingo e ótima semana!

Fonte: Laudabaum U. Obesity, Abdominal Obesidy, Physical Ativity, and Caloric Intakr in US Adults: 1988 to 2010. The American Journal Of Medicine, April, 2014.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Hipertensão, diabetes, asma e até idade trazem riscos à gravidez

A saúde da mãe e do bebê fica comprometida se estes quadros não forem bem acompanhados

No dia 28 de maio é lembrado o Dia Nacional da Redução de Mortalidade Materna. De acordo com número da Organização das Nações Unidas (ONU) cerca de 287 mil mulheres morrem diariamente no mundo por problemas relacionados à gravidez. Durante os nove meses da gestação, mãe e feto são praticamente uma pessoa só. E se a mulher tiver algum problema de saúde, é muito provável que o bebê sinta as consequências tanto quanto ela, isso torna o período bem mais arriscado. "Consideramos uma gravidez de risco, quando temos um problema que poderá causar danos tanto para a mãe quanto para o feto, que ocorre, por exemplo, quando temos uma mulher com alguma doença grave", explica Augusto Bussab, ginecologista e especialista em fertilização.

Claro que doenças crônicas como diabetes, hipertensão ou hipotireoidismo não podem ser curados, apenas tratados e também não pode impedir que mulheres realizem o sonho de ser mães. A solução, nesses casos, é um rigoroso acompanhamento pré-natal, que localizará logo de início qualquer problema, caso a futura mamãe não o saiba de antemão. "No pré-natal as medidas de pressão, peso e os exames de rotina, incluindo o ultrassom, geralmente sinalizam o risco", relata a ginecologista Arícia Giribela, ginecologista e obstetra, membro da Associação de Ginecologia e Obstetrícia de São Paulo (Sogesp).

Por isso mesmo, relatar histórico de família é muito importante nessas ocasiões, já que muitas dessas doenças têm uma correlação com a genética. Vale contar tudo ao médico, inclusive os próprios maus hábitos. E não são apenas enfermidades que entram na lista de possíveis riscos para a gestação. Mas para saber o que esperar em cada caso, listamos quais as condições que podem causar complicações e como é feito o acompanhamento de cada uma delas.

Obesidade
O aumento de peso está intimamente relacionado a diversos riscos, como o do parto prematuro, entre outros problemas. "Uma gestante que sofre com sobrepeso ou obesidade terá maiores chances de desenvolver diabetes gestacional, por exemplo, e com isso todas as complicações decorrentes destes problemas", assinala Bussab. Se a gravidez for algo planejado, vale a pena perder alguns quilos para começar já com Índice de Massa Corporal (IMC) dentro do considerado saudável. Mas, caso a gestação tenha começado com um sobrepeso, ainda dá tempo. "O ideal é perder antes, mas o controle rigoroso durante a gestação pode ser feito sem prejuízo do feto", explica a especialista Arícia Giribela.

Hipertensão

A hipertensão pode aparecer durante a gravidez ou já ser uma característica da mãe desde antes. Em ambos os casos, pode trazer diversos riscos à gestante. "A pressão alta altera o fluxo sanguíneo da placenta para o feto causando inúmeros transtornos que podem culminar com sérias complicações como a diminuição do aporte de oxigênio para o feto", explica a ginecologista Arícia. Já no caso da mãe, o quadro pode desenvolver-se para a eclampsia, quando ocorrem convulsões na hora do parto. Por isso é muito importante que a grávida acompanhe sempre essa taxa com seu médico. Ela também pode e deve tomar cuidados, como restringir o sal e controlar o peso. Para as mulheres que já tomavam medicamentos para controlar a pressão, podem ter que fazer troca de medicamento para não prejudicar a criança, mas tudo isso será avaliado pelo médico.

Diabetes

O diabetes também pode aparecer durante a gravidez, quando é chamada de diabetes gestacional, ou já ser um quadro apresentado pela mãe. Em ambos os casos, estar sem acompanhamento médico é nocivo. "A alteração do metabolismo dos açúcares pode trazer malformações fetais importantes, inclusive cardíacas", alerta Arícia. Nesses casos, além do obstetra de confiança, um endocrinologista também acompanha de perto a gestação, para garantir que os níveis de glicose no sangue estejam adequados. Além disso, pode ser necessário o uso de insulina para controlar essas taxas, bem como uma dieta com restrição de açúcar.

Hipotireoidismo

Esse quadro se dá quando a tireoide produz menos hormônios do que necessário e é um quadro que afeta o corpo como um todo, já que a glândula regula o metabolismo. E durante a gravidez o bebê também pode ser prejudicado se o quadro não estiver controlado. "O quadro aumenta o risco de parto prematuro, e traz riscos ao desenvolvimento e à aprendizagem do bebê. Também pode causar descolamento placentário, que é quando a placenta se separa da parede interna do útero antes do nascimento, sendo um risco potencial para a vida tanto materna quanto fetal", considera o ginecologista Bussab. Aqui também é importante que um endocrinologista acompanhe a gestação, até porque será preciso uma maior periodicidade nos exames, afim de se fazer rapidamente qualquer alteração necessária na reposição hormonal, como assinala Arícia.

Cardiopatias

Mulheres com algum problema do coração, como arritmias cardíacas, também precisam de cuidados especiais durante o pré-natal, tanto que essas patologias são uma das maiores causas de morte durante a gestação. "As cardiopatias são perigosas em uma gestação, principalmente se esta gestante não estiver com seu problema controlado. Temos vários tipos de cardiopatias que são bem específicas e conforme o tipo, podemos ter até fetos de baixo peso", explica Bussab. Um dos problemas é que durante a gestação o coração recebe mais trabalho. Há, por exemplo, um aumento da frequência cardíaca a partir da sexta semana. Há casos em que um cardiologista deverá acompanhar de perto a gravidez junto com o obstetra. Pode acontecer também que um problema cardíaco apareça durante a gestação, por isso o médico e a futura mamãe devem ficar atentos a sintomas como palpitações.

Asma

A doença respiratória mais comum e que causa mais complicações é a asma, como explica Arícia. É comum que o quadro se agrave um pouco mais durante a gravidez, já que a elevação do útero comprime o diafragma, causando mais dificuldades para respirar. A menor entrega de ar ao bebê pode fazer que com ele nasça com baixo peso. Já a mãe pode ter complicações como rompimento prematuro da bolsa. "Mas dependerá do grau desta pneumopatologia, assim como no caso de outras", assinala o ginecologista Bussab. Por isso que o pneumologista da futura mamãe deve acompanhar a gestação com o obstetra. Outro fator importante é que a mãe não deixe de tomar seus medicamentos, não apenas para as crises, como também os anti-inflamatórios que previnem as exacerbações. Mas é sempre importante comunicar o ginecologista sobre os medicamentos que estão sendo usados para garantir que o bebê não sofrerá nenhum risco.

Doenças emocionais e mentais

Cada vez mais o número de pessoas com doenças emocionais e mentais aumenta. A depressão, por exemplo, está prevista para ser o quadro mais prevalente em 2030. E apesar de sempre cogitarmos apenas o tipo pós-parto, a mãe também pode ficar deprimida durante a gravidez, o que pode fazer com que ela abandone o pré-natal. Além disso, o tipo de medicação recomendado para esses quadros traz diversos efeitos colaterais, e isso deve ser pesado e observado durante a gestação. "Quando a gestante usa medicações especificas durante os primeiro trimestre, poderemos ter problemas no desenvolvimento fetal. Já se o uso for no final, os efeitos serão como os efeitos colaterais da medicação, e não trarão grandes problemas", avalia o ginecologista Bussab.

Fonte: Minha Vida - 28.05.13

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Os benefícios do iogurte!

Estudos apontam que o alimento ajuda na perda de peso, na fertilidade e aumenta as defesas do organismo

Quando der a próxima colherada em um iogurte, agradeça aos búlgaros. Afinal, foram eles que há séculos tiveram a excelente ideia de disseminar cepas de bactérias boas — do time das Lactobacillus bulgaricus e das Streptococcus thermophilus — no leite após sua fervura. Juntas, elas transformam a lactose, que é o açúcar natural do alimento, em ácido lático, conferindo um gosto azedo ao produto. Pronto: é a receita do iogurte. O que o povo da Bulgária não devia imaginar é que sua criação, depois de acertar em cheio no paladar de pessoas de cantos muito variados, chamaria a atenção de cientistas mundo afora.

Recentemente, pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, resolveram olhar com mais afinco para o alimento. É que, depois de avaliar dados referentes aos hábitos de vida e ao ganho de peso de mais de 120 mil indivíduos acompanhados por 20 anos, eles verificaram que o iogurte — seguido pelas oleaginosas, pelas frutas e pelos grãos integrais — era presença certa na dieta daqueles que conseguiram emagrecer.

Quando der a próxima colherada em um iogurte, agradeça aos búlgaros. Afinal, foram eles que há séculos tiveram a excelente ideia de disseminar cepas de bactérias boas — do time das Lactobacillus bulgaricus e das Streptococcus thermophilus — no leite após sua fervura. Juntas, elas transformam a lactose, que é o açúcar natural do alimento, em ácido lático, conferindo um gosto azedo ao produto. Pronto: é a receita do iogurte. O que o povo da Bulgária não devia imaginar é que sua criação, depois de acertar em cheio no paladar de pessoas de cantos muito variados, chamaria a atenção de cientistas mundo afora.

Recentemente, pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, resolveram olhar com mais afinco para o alimento. É que, depois de avaliar dados referentes aos hábitos de vida e ao ganho de peso de mais de 120 mil indivíduos acompanhados por 20 anos, eles verificaram que o iogurte — seguido pelas oleaginosas, pelas frutas e pelos grãos integrais — era presença certa na dieta daqueles que conseguiram emagrecer.

Segundo Mariana Del Bosco, nutricionista da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, a Abeso, o efeito seca-barriga pode estar associado ao cálcio, mineral encontrado aos montes no iogurte. "Uma das hipóteses é que o nutriente estimularia a queima de gordura e, ao mesmo tempo, inibiria seu acúmulo pelo corpo", revela. Outra explicação plausível é que, ao formar uma espécie de detergente quando chega ao trato gastrointestinal, o cálcio evitaria a absorção de moléculas gordurosas. Se você pensa que é pouco, saiba que há uma terceira teoria. "O mineral aumentaria ainda a termogênese, ou seja, o gasto de calorias", conta Vânia Sarmento, nutricionista da Universidade Federal de São Paulo.

Para entender melhor o resultado obtido pelo pessoal de Harvard, um time de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, também nos Estados Unidos, decidiu conduzir um trabalho com camundongos — 40 machos e 40 fêmeas. Enquanto uma parte recebeu uma dieta baseada em junk food, a outra seguiu com a alimentação normal. Depois, metade de cada grupo ganhou iogurte probiótico — carregado de bactérias benéficas — no sabor baunilha.

Como era de esperar, a parcela que se lambuzou com o derivado do leite acabou menos gorda. Mas o que impressionou mesmo os estudiosos foi o fato de os testículos dos machos que comeram iogurte serem mais pesados do que os dos animais que seguiram só com uma dieta padrão ou lotada de tranqueira. E esses roedores de testículos robustos engravidaram depressa suas fêmeas. "A investigação ainda está em andamento. Nossa suposição é que as bactérias do iogurte foram capazes de equilibrar o organismo dos bichos como um todo", adianta Susan Erdman, uma das líderes do projeto.

Só para constar, as fêmeas que comeram iogurte também deram à luz grandes ninhadas e conseguiram desmamar os filhotes com sucesso. Tem mais: os animais que se esbaldaram com o alimento, independentemente do sexo, exibiram um pelo brilhante de dar inveja. "Está aí uma possibilidade bem animadora: manter uma aparência jovial com o consumo de iogurtes probióticos", entusiasma-se Susan.

Aqui, faz-se necessário destacar que nem todas as versões de iogurte são probióticas. Isso porque as duas bactérias que fermentam o leite não sobrevivem à passagem pelo estômago. "Para ganhar tal definição, o produto precisa concentrar essa dupla e pelo menos 100 milhões de outros micro-organismos por porção. Por isso, fique atento ao rótulo", avisa Maricê Nogueira de Oliveira, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo.

A especialista está, inclusive, dando início a uma pesquisa para investigar a relação desses micróbios com o emagrecimento. Alguns achados já empolgam a professora e sua equipe. "Sabe-se que a obesidade também é resultado de uma inflamação nas células intestinais. Ao que tudo indica, os probióticos são capazes de aliviar o quadro. Como consequência, ocorre perda de peso", descreve.

E olha que maravilha: além de deixá-lo mais magro, determinadas cepas de bactérias podem fortalecer seu sistema imunológico. Isso ficou claro em um estudo publicado recentemente na revista científica British Journal of Sports Medicine, no qual pesquisadores notaram que atletas de elite tiveram os sintomas de resfriado e tosse amenizados depois de consumir probióticos do tipo Lactobacillus casei. "Eles estimulam nossas células de defesa, deixando-as mais preparadas para combater vírus e bactérias perigosas", explica Yasumi Ozawa Kimura, farmacêutica e pesquisadora da Yakult.

Só que tem um detalhe: nem adianta almejar esses e outros benefícios, como regularização do trânsito intestinal, se incluir o iogurte vez ou outra no cardápio. O recomendado é consumir um potinho todo santo dia. "O tipo desnatado é o mais interessante, já que não tem gorduras", observa Mariana Del Bosco, da Abeso. Natural ou de frutas, o sabor vai do gosto do freguês, assim como as formas de uso. Cair na mesmice definitivamente não é preocupação para quem pretende investir no alimento.

Dentro do pote
Isentos de gordura, os iogurtes desnatados geralmente são os mais indicados para um cardápio saudável. Veja o que você encontra em 100 gramas de sua versão natural: 41 kcal • 3,8 g de proteína • 157 mg de cálcio • 60 mg de sódio • 0,3 g de gordura 5,8 g de carboidrato

Smoothie de frutas vermelhas
Refrescante, a receita tem cara de sobremesa. Para prepará-la, misture 1/2 copo de iogurte desnatado natural, 1/2 xícara (chá) de mix de frutas vermelhas sortidas, como amora, framboesa, mirtilo e morango, e, por fim, 1/2 copo de suco de laranja. Bata tudo no liquidificador e leve à geladeira.

Molho para a salada
O iogurte pode substituir a maionese em receitas de molho para temperar seu prato de folhas. Basta misturar, por exemplo, 2 colheres (sopa) de iogurte natural, 1 colher (sopa) de azeite de oliva, 4 colheres (sopa) de hortelã, 1 colher (sopa) de salsinha picada e finalizar com pitadas de sal a gosto.

Fonte: revista saúde -28.08.12

domingo, 26 de agosto de 2012

Açúcar demais proporciona mau humor e raciocínio lento

Se em pequenas pitadas o alimento ele acalma e oferece energia, exagerar no seu consumo pode prejudicar seu cérebro.

Obesidade e diabete — ao falarmos do impacto de abusos adocicados, é natural nos lembrarmos desses males. Acontece que, quando são criados laços fortes com duas enormes ameaças para a saúde, outras eventuais relações nefastas são muitas vezes ofuscadas. Ainda assim, o chileno Fernando Gomez-Pinilla, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, nos Estados Unidos, resolveu investigar um elo diferente: o de doses altas de açúcar com piripaques na massa cinzenta. "Já sabíamos que a substância interfere em mecanismos de saciedade no sistema nervoso central, disparando até compulsão alimentar. Por isso, decidimos estudar se ela também comprometeria o aprendizado e a memória", conta o neurocirurgião.

Para verificar a hipótese, Gomez-Pinilla ensinou ratos a encontrar a saída de um labirinto. Na sequência, ofereceu por seis semanas uma dieta rica em frutose, tipo de carboidrato simples presente nas frutas e em produtos industrializados por ser um adoçante forte e barato. E então, mesmo treinados, os animais tiveram dificuldade para vencer o desafio imposto pelos cientistas, sinal de que os circuitos dentro do crânio estavam sofrendo para trabalhar com tanta doçura. "A concentração de frutose utilizada foi bem elevada. Mas, se passarmos isso para seres humanos, é uma quantidade possível de ser atingida pela alimentação, principalmente ao considerarmos o crescente consumo do ingrediente no mundo", ressalta o autor do artigo. "Acho que chamamos a atenção para outro provável efeito do açúcar", arremata.

Além de observar o comportamento das cobaias, os pesquisadores analisaram a massa cinzenta delas para ver se havia algo de errado. A descoberta é que o envio de mensagens entre os neurônios realmente estava problemático. "Embora seja essencial confirmar isso em levantamentos futuros, faz sentido pensar que a ingestão de outros açúcares fora a frutose tenha o mesmo resultado, porque eles agem de maneira semelhante", afirma Ivan de Araújo, neurocientista brasileiro da Universidade Yale, nos Estados Unidos.

Uma das apostas dos experts para elucidar como esses carboidratos atrapalhariam o raciocínio recai sobre a insulina. "Enquanto no resto do organismo o hormônio está mais relacionado ao processo de colocar glicose dentro das células, no cérebro ele também é neurotrófico", analisa o neurologista e geriatra Matheus Roriz Cruz, coordenador do Ambulatório de Neurogeriatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Traduzindo: essa molécula, quando em níveis ideais, promove o bom funcionamento de várias regiões do encéfalo, e em especial o hipocampo, muito ligado à memória e ao aprendizado. E daí? Daí que, ao se empanturrar com chocolate, o pâncreas produz um monte de insulina — e tudo indica que esse excesso destrambelha de alguma maneira sua atuação normal na cabeça.

"Os mecanismos exatos ainda não estão claros, porém existe a teoria de que receptores específicos do hormônio localizados nas células nervosas fiquem desregulados sob essas condições. Com isso, a substância não exerce seu papel direito", analisa Gomez-Pinilla. De forma simplista, dá para dizer que é uma espécie de resistência à insulina acima do pescoço.

Outra explicação é que a glicose, quando em taxas estratosféricas, incita a fabricação dos temidos radicais livres. Por sua vez, essas partículas nocivas danificariam a membrana que reveste os neurônios, afetando sua capacidade de emitir impulsos elétricos, o que, na prática, culmina em uma mente pouco afiada.

Agora, será que se esbaldar por um período restrito com bolachas recheadas, sorvetes e afins já causaria toda essa confusão? "O tema é controverso, mas, segundo alguns poucos estudos experimentais, sim. Uma dieta desregrada por meses, associada ao sedentarismo, complicaria a cognição temporariamente", informa, cauteloso, Roriz Cruz. "O que se sabe mesmo é que a ingestão de muitos açúcares ao longo dos anos provoca diabete, uma enfermidade que aumenta o risco de demências", destaca o nutrólogo Nelson Lucif Júnior, da Associação Brasileira de Nutrologia, em Ribeirão Preto, no interior paulista (entenda mais sobre o elo lendo O diabete e a cuca).

Contra-ataque nutritivo

Naquela pesquisa da Universidade da Califórnia, uma turma dos ratos que antes havia se entupido de refeições adocicadas depois recebeu um cardápio repleto de ômega-3, gordura encontrada em peixes de águas profundas. Acredite se quiser, os bichinhos voltaram a achar a saída do labirinto com facilidade. "Entre outras razões, esse ácido graxo constitui a membrana celular dos neurônios. Assim, atenua os efeitos dos radicais livres", declara Gomez-Pinilla.

Já as frutas, por contarem com bastante frutose, em uma primeira vista são quase como vilãs na história. "Só que, na mesa, o nutriente vem acompanhado de outras substâncias benéficas", diferencia a nutricionista Cynthia Antonaccio, diretora da Equilibrium Consultoria, na capital paulista. Entre eles, temos a vitamina C da laranja, as antocianinas do morango, o resveratrol da uva... Todos antioxidantes que neutralizam os radicais livres. Logo, o problema maior está em se encher de açúcar em si, esteja ele no brigadeiro caseiro ou em bebidas industrializadas.

A ideia não é banir o carboidrato das refeições. Até porque, dentro do limite, ele contribui para as atividades mentais. "Quando pouca glicose circula pelo corpo, há um impacto negativo sobre a cognição", reforça Lerário. Contudo, outras inúmeras opções alimentares que, pelo menos do ponto de vista fisiológico, são bem mais completas do que o pó branco também oferecem esse importante nutriente. "Mas nem ele está proibido, porque é uma fonte de prazer. Sempre digo às pessoas para o utilizarem onde realmente faça a diferença", ensina Cynthia. Em vez de adicioná-lo ao café ou para adoçar frutas, melhor esperar para se deliciar com aquele bolo de aniversário do amigo ou com a sobremesa feita pela sua mãe.

Atualmente, a recomendação é que não mais do que 10% das calorias diárias venham por meio de açúcar adicionado, embora, de novo, menos é sempre mais nesse contexto. Em uma dieta de 2 000 calorias, isso equivale a cerca de 50 gramas. Para não extrapolar, sempre fique de olho nos rótulos e, claro, atente ao que coloca em receitas de doces ou nas bebidas. Uma colher de chá cheia possui, em média, 5 gramas. Uma de sopa, 24. "Nessa conta não entram as frutas in natura, os cereais integrais e por aí vai", acrescenta Cynthia.

Ao manter suas taxas de glicose em ordem, você até melhoraria seu ânimo. "Em períodos de hipoglicemia, são ativados mecanismos de estresse. Ou seja, a pessoa fica irritada e ansiosa", adverte Araújo. Por outro lado, o excesso de açúcar no sangue também parece influenciar nesse quesito. Na Universidade Loyola, nos Estados Unidos, cientistas mediram frequentemente a glicemia de 23 mulheres por 72 horas ao mesmo tempo que as questionavam sobre seu estado de espírito. Observe o que os autores escreveram na conclusão do trabalho: "Grandes e bruscas variações nesse índice talvez estejam associadas a humores negativos". Nem precisamos falar que essas oscilações muitas vezes surgem quando colocamos guloseimas demais na boca.

"Mas devemos ressaltar que o levantamento foi realizado com voluntárias diabéticas. Não dá para saber se essa variação é resultado da alimentação ou da doença em si", contrapõe Roriz Cruz. Sem contar que o caminho poderia ser o inverso. As integrantes avaliadas, por estarem ansiosas ou mesmo deprimidas, comeriam mais besteiras e deixariam de tomar os remédios de forma adequada, o que geraria as mudanças vistas no sangue. De qualquer jeito, fica o alerta. O açúcar, de acordo com o dicionário Houaiss, pode ser brandura, suavidade e meiguice. Em largas quantidades, porém, transforma-se em algo enjoativo e até perigoso. Cabe a você defini-lo do melhor jeito para sua vida.

O diabete e a cuca

Se descontrolado, ele afeta a saúde mental O excesso de glicose no sangue, característica dessa enfermidade, degenera, aos poucos, veias e artérias. "Os vasos se estreitam, inclusive os que irrigam o cérebro", diz o endocrinologista Antonio Carlos Lerário, da Universidade de São Paulo. Aí, os neurônios morrem de fome, o que culmina em quadros demenciais. Isso sem contar que o diabete tipo 2 faz subir a concentração de insulina. "A enzima que a degrada também é responsável por quebrar a proteína beta-amiloide, precursora da doença de Alzheimer", diz o neurologista Matheus Cruz. Portanto, para regular os índices do hormônio, a enzima acabaria deixando intactas as moléculas deflagradoras do apagão das lembranças.

Água com açúcar acalma?
Talvez essa seja a receita caseira mais conhecida para apaziguar o nervosismo. "Em situações de estresse, há uma demanda por glicose. Ao satisfazê-la, realmente pode surgir a sensação de tranquilidade", explica Lucif Júnior. Só não vale usar a estratégia sempre. "Caso contrário, o corpo se acostuma com o aporte extra e o benefício se esvai", esclarece Ivan de Araújo.

Tipos de doçura
Cada um dos açúcares tem suas particularidades. Veja abaixo:

1 - Frutose
Adoça como poucos. Por isso, faz sucesso estrondoso na indústria.
Onde está: frutas, mel, xarope de milho, bebidas industrializadas.

2 - Lactose
É composto de moléculas de glicose e sacarose. Muita gente tem dificuldade para digeri-lo.
Onde está: leite e seus derivados.

3 - Sacarose
Trata-se do resultado da união entre glicose e frutose.
Onde está: os açúcares refinado, mascavo e cristal são as principais fontes.

4 - Glicose
Conhecida por ser a partícula mais usada pelas células para obter energia. É um marcador para o diabete.
Onde está: frutas, açúcar de mesa.

Fonte: Portal da EF - 26.08.12

sábado, 12 de maio de 2012

Saiba como cuidar bem dos rins

Essa dupla dinâmica pode correr sérios riscos em silêncio. Saiba como evitar problemas renais com atitudes bem simples

Apenas 150 gramas muito bem distribuídos em 12 centímetros de altura (clique na imagem para conferir a explicação) — parece pouco, principalmente quando comparados a pulmões e fígado. Porém, os rins são responsáveis por funções vitais no organismo. E, quando esses pequenos notáveis convalescem, é encrenca na certa: a doença renal crônica (DRC), mal que não costuma avisar sobre sua existência, destrói as estruturas renais até chegar ao ponto em que o órgão para de funcionar.

"DRC é o termo que se refere a todas as doenças que afetam os rins por três meses ou mais, o que diminui a filtração e afeta algumas de suas atribuições", explica a nefrologista Gianna Mastroianni, diretora do Departamento de Epidemiologia e Prevenção da Sociedade Brasileira de Nefrologia. O problema é tão sério que renomadas instituições brasileiras criaram a campanha Previna-se, vencedora do Prêmio SAÚDE 2011 na categoria Saúde e Prevenção. "Nem sempre as doenças renais têm sintomas. Em muitos casos, o indivíduo não percebe e o diagnóstico é feito com atraso", completa Gianna.

Apesar de ser caracterizada como uma doença silenciosa, a DRC pode dar alguns sinais. No entanto, quando eles aparecem, costuma ser tarde demais. "O rim é um órgão muito resistente, e esses sintomas só vão se manifestar nos estágios 4 e 5 do problema, quando ele está muito avançado", conta o nefrologista Leonardo Kroth, da Sociedade Gaúcha de Nefrologia. Além de só surgirem em situações extremas, muitas dessas manifestações tendem a ser confundidas com outras enfermidades. Daí a importância de sempre visitar o médico e pedir os exames que detectam as alterações indesejadas nos filtros do corpo humano.

Quando a DRC bate à porta

E se a pessoa descobrir que seus rins não estão trabalhando como deveriam? "Ela precisa se consultar periodicamente com um nefrologista, fazer exames com regularidade, cuidar muito bem da pressão arterial e da glicemia, além de outras modificações que ocorrem na doença renal, como mudanças nos níveis de cálcio e fósforo", atesta Marcos Vieira, diretor clínico da Fundação Pró-Rim, em Santa Catarina.

Nos casos em que a DRC progrediu além da conta e os rins perderam grande parte de sua capacidade de eliminar a sujeira do organismo, o indivíduo pode optar por dois caminhos: receber o rim de algum doador compatível ou seguir para a diálise. "Ok, alguns pacientes não têm condições clínicas de realizar um transplante. Mas, nos demais, esse é o tratamento de preferência", esclarece Vieira.

No entanto, a ausência de alguém que esteja apto a doar um de seus rins faz com que a maioria dos convalescentes siga para a hemodiálise, quando uma máquina substitui as principais funções que eram realizadas pelo aparelho excretor. Algumas atitudes simples podem eliminar muitos desses transtornos. Confira a seguir como manter essa dupla a todo vapor.

Diabete e pressão na rédea curta
Quando esses marcadores estão em níveis exagerados, a probabilidade de desenvolver a DRC é ainda maior. Além da aterosclerose, a formação de placas de gordura, sobretudo na artéria renal, há uma sobrecarga do trabalho de filtração dos rins. "E a incidência dessas duas doenças vem aumentando nos últimos anos, algo agravado pelo envelhecimento da população, além de
e obesidade", diz Gianna Mastroianni. Nos casos em que o estrago já foi feito, a primeira medida é ficar de olho na pressão e no diabete.

De bem com a balança
Manter-se no peso ideal também é uma regra de ouro para seguir com os rins a mil. Indivíduos com o índice de massa corporal (IMC) nos parâmetros saudáveis ficam protegidos dos pés à cabeça e, nesse pacote de benesses, os filtros naturais saem ganhando. "Hoje em dia, existe uma epidemia mundial de obesidade. O excesso de peso leva à hipertensão e ao diabete. Quando hábitos saudáveis são adquiridos, o risco de sofrer com um problema no rim é bem menor", destaca o nefrologista Nestor Schor, da Universidade Federal de São Paulo.

Alimentação equilibrada, rins a salvo
Tomar cuidado com o excesso de gordura e ingerir alimentos ricos em vitaminas e fibras vai colaborar bastante para a manutenção das funções renais. Quando o indivíduo já sofre com a DRC, é provável que seja obrigado a fazer algumas mudanças em seu cardápio. "Aí é importante adotar uma dieta com menor quantidade de proteína para evitar a sobrecarga renal", afirma Marcos Vieira. Esse menu deve ser avaliado pelo médico e por um nutricionista.

Analgésicos só com orientação
Remédios só deveriam entrar em cena com a indicação de um especialista. Até mesmo quando aparece aquela simples dor de cabeça, fuja da automedicação. Na hora, ela pode até ser solucionada, mas, a longo prazo, quem pode sofrer são seus rins. "Tanto os analgésicos quanto os anti-inflamatórios são capazes de prejudicá-los, se tomados em excesso, porque favorecem a ocorrência de doenças renais", alerta Nestor Schor. Procure sempre orientação médica para identificar o causador do incômodo e debelá-lo da melhor maneira possível.

Devagar com a bebida
Quando ingerido com parcimônia, o álcool pode até beneficiar o trabalho dos rins. Os experts chegam a recomendar uma ou duas doses bem pequenas. Porém, enfiar o pé na jaca não vai agradar aos pequenos filtros, que sofrem indiretamente. "Em excesso, o álcool pode causar hipertensão, que vai evoluir até gerar problemas renais", adverte o nefrologista André Luis Baracat. A bebida também causa prejuízos ao fígado, o que, em última instância, vai desembocar em um estrago nos rins.

Apagar o cigarro em definitivo
No personagem principal desta reportagem, a atuação do fumo é tão nefasta quanto em outras partes do corpo. E a explicação está no surgimento de pequenos bloqueios, as placas de gordura, que diminuem o calibre dos tubos por onde circula o sangue. Isso causa problemas de pressão que, por sua vez, levam à DRC. "Os rins são cheios de vasos sanguíneos. O cigarro desencadeia inflamações que prejudicam o órgão", destaca o nefrologista André Luis Baracat, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Dueto eficiente

Dois exames muito comuns checam o funcionamento renal. E melhor: médicos de qualquer especialidade podem requisitá-los.

Exame de sangue
Ao medir o nível de creatinina, um resíduo originado da atividade muscular corriqueira, é possível calcular a quantas anda o trabalho de filtração dos rins. Quando os níveis da substância estão elevados, é sinal de que algo não vai bem.

Exame de urina
Esse teste vai mostrar a presença de uma proteína, a albumina, no líquido amarelo. O composto orgânico não costuma aparecer no xixi, já que ele é retido quando chega aos rins. Porém, se existirem problemas, a albumina será liberada sem empecilhos.



Doenças preliminares

Alguns problemas de saúde podem levar ao desenvolvimento da DRC:

- Diabete;
- Hipertensão;
- Glomerulonefrite (infecção no glomérulo);
- Má-formação nos rins;
- Lúpus;
- Cálculo renal;
- Tumores;
- Infecções urinárias recorrentes.

Fique atento para estes sintomas

- Cansaço;
- Insônia;
- Inchaço nos pés e tornozelos;
- Inchaço nos olhos;
- Nictúria (vontade de ir ao banheiro durante a noite);
- Mau hálito;
- Mal-estar;
- Urina espumosa ou com sangue.

Olha a chuva!

No verão, o Brasil sofre com as enchentes. Junto com esse problema, doenças como a leptospirose podem surgir e atrapalhar o funcionamento dos rins, causando até a insuficiência renal aguda. É de extrema importância ficar o menor tempo possível em contato com a água da inundação, usando botas e luvas de borracha.

Fonte: revista saúde - 12.05.12

quarta-feira, 14 de março de 2012

Planejar alimentação pode ajudar a resistir às tentações e seguir a dieta

É essencial criar uma rotina que permita que o planejamento seja cumprido.
Especialistas deram dicas para não sabotar e se enganar na dieta.

O programa Bem Estar hoje falou o que eu SEMPRE falo para meus alunos: Não se engane, você está cumprindo com a dieta para ela dar resultados? Só o treinamento não é eficiente para a maioria das pessoas para o emagrecimento e nem para o ganho da massa magra...

Leia com atenção essa reportagem!

O Bem Estar desta quarta-feira (14) falou sobre as sabotagens que os gordinhos fazem durante a tentativa de perder peso. Erros de cognição e percepção levam as pessoas a agir de maneira errada diante da obesidade. É preciso ficar atento a isso e driblar as tentações que podem diminuir o efeito das dietas.

Segundo o entendimento dos psiquiatras que trabalham com a terapia cognitiva comportamental, um tipo de psicoterapia, o problema de boa parte dos obesos é que eles não recebem ensinamentos para prestar atenção nos pensamentos que sabotam a mudança da alimentação. Esses pensamentos são decorrentes de suas histórias pessoais e da interação com maridos, pais, avós, filhos.
Além disso, alguns comportamentos têm de ser alterados: disponibilidade de certos alimentos em casa, disposição dos alimentos na geladeira, intervalo entre as refeições, duração da refeição entre outros. Veja abaixo os principais erros e desculpas que as pessoas usam para diminuir a culpa na hora de escorregar na dieta:

Principais erros
- Pensar que merece uma recompensa (um chocolate, por exemplo) por algo bom ou ruim que passou
- Criação de desculpas para interrupções na dieta, como "já fiz exercícios hoje, posso exagerar"
- Pensar que vai mudar os hábitos, emagrecer e depois poder voltar a comer o que quiser
- Pensamento do "tudo ou nada": o obeso come um brigadeiro, pensa que já está tudo perdido e come um hambúrguer, batata frita e milk shake. Assim, o erro de 550 calorias vira um erro de 3.000 calorias.

A terapia cognitiva comportamental considera que crenças levam a pensamentos, emoções negativas ou positivas. Identificar as crenças negativas e os pensamentos e ações negativas que delas decorrem e treinar novos pensamentos e atitudes ajuda a mudar as sensações e ações.

O consultor e endocrinologista, Alfredo Halpern, acredita que os alimentos oferecidos por avós, maridos e amigos durante a dieta são crenças.

Por exemplo, os alimentos calóricos e gostosos das avós são sinal de carinho e, para elas, gordura é sinal de saúde. Para os maridos, a gordura pode ser garantia de fidelidade e atenção. Já para os amigos e amigas que também são obesos, é certeza de companhia e apoio nas comilanças.

Outro sabotador que pode aparecer no caminho dos gordinhos é o garçom – ele vai oferecer tudo que há no cardápio, mas é essencial optar pelo mais saudável e saber recusar as tentações.

A dica dos especialistas é identificar a fome para não confundi-la com a vontade aleatória de comer. É preciso levar a alimentação saudável a sério e evitar alimentar-se fazendo outras coisas. Dividir a mesa com amigos e familiares também pode ajudar. Veja abaixo outras sugestões para não escorregar:

Dicas
- Evite comer quando estiver irritado, estressado, triste ou feliz;
- Planeje a alimentação e crie uma rotina que permita que esse planejamento seja cumprido;
- Evite comidas que fazem perder o controle, como salgadinhos;
- Afaste-se de situações que ofereçam tentações;
- Saiba dizer 'não' a quem oferece comida calórica.

O obeso deve pensar sempre antes de comer e ver se aquele alimento realmente vale a pena. Será que vale comer uma bala? É importante lembrar que a mudança de hábito passa por um caminho como uma escada e não como um elevador.

A rotina também pode ajudar na dieta, mas caso não seja possível mantê-la, ao comer fora do horário planejado, opte por um legume ou uma fruta. Não se permita escorregar na alimentação e coma algo para distrair e adiar a próxima refeição.



A principal atitude do obeso que pode evitar o ganho de peso e o sucesso da dieta é saber dizer “não”. O importante para a pessoa é perder peso, por isso, é preciso ser assertivo e explicar sem ser agressivo que não quer aquela comida calórica para que as pessoas não passem por cima das suas prioridades.

O Bem Estar perguntou quais são as tentações mais irresistíveis para os gordinhos e o campeão foi o doce. Veja o resultado da enquete:

Qual é a tentação que sabota a sua dieta?

DOCE - 61%
REFRIGERANTE - 9%
FRITURA - 11%
FAST FODD - 12%
CERVEJA - 6%
NÃO SAIO DA DIETA - 1%

Fonte: Programa Bem Estar 14.03.12

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Estudo: excesso de açúcar é tão prejudicial quanto o cigarro

O açúcar é um veneno e deveria ter sua venda controlada assim como o cigarro e o álcool. A radical afirmação é a conclusão de cientistas americanos, que atribuem o consumo excessivo de açúcar em alimentos e bebidas ao crescimento de doenças como obesidade, câncer, problemas no coração e no fígado. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

Eles acreditam que isso contribui para a morte de 35 milhões de pessoas por ano, em todo o mundo, o que na opinião dos pesquisadores é motivo suficiente para haver um maior controle e uma legislação mais rígida neste sentido. Em um artigo intitulado "A verdade tóxica sobre o açúcar", publicado no jornal Nature, os cientistas afirmaram: "um pouco não é um problema, mas muito mata - lentamente", sentenciaram.

Eles alertam, ainda, que a obesidade atualmente representa um problema maior do que a desnutrição em todo o mundo. Eles reforçam que o açúcar não só contribui para a obesidade, mas afeta o metabolismo como um todo, aumenta a pressão arterial, desequilibra os hormônios e faz mal ao fígado. Os danos causados também estão associados ao abuso do álcool - feito com açúcar destilado.

Os pesquisadores mostram que, assim como o álcool, o açúcar está disponível em larga escala, o que induz o abuso. Eles acreditam que a restrição seria mais efetiva do que educar as crianças sobre dietas ou exercícios físicos.

Sendo assim, o estudo sugere que a taxa sobre os refrigerantes seja dobrada, o que poderia reduzir sua venda; assim como regulamentações mais rígidas em escolas e lanchonetes. O artigo mostra também que o consumo de açúcar atual representa o triplo do que era consumido há 50 anos. Outras linhas de pesquisa se opõem a esta teoria, afirmando que a chave para a boa saúde está em uma dieta variada, incluindo atividades físicas.

Fonte: terra saúde

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Células de gordura podem murchar, mas o número delas se mantém

Pessoa que já foi gorda tem que cuidar do peso para o resto da vida.

Muitas pessoas acham que os gordinhos são assim porque querem, e atribuem o excesso de peso a preguiça, falta de vergonha ou desleixo.

O fato é que a obesidade é uma doença, e esse número vem crescendo no mundo todo. No Brasil, 15% da população já é considerada obesa, segundo os dados oficiais mais recentes.

Segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, quando um indivíduo engorda, produz uma quantidade maior de células gordurosas. Ao emagrecer, essas células de gordura murcham, mas não desaparecem – a quantidade se mantém a mesma.

Portanto, alguém que já pesou 100 kg e hoje está com 60 kg jamais será igual a uma pessoa de 60 kg que nunca ganhou peso.

A que já foi obesa guarda no corpo as células de gordura que um dia foram inchadas, além de sofrer mudanças na expressão de genes que favorecem a obesidade, como os que estocam energia. É por essa razão que o metabolismo fica mais lento.

Quanto mais tempo o indivíduo mantiver um peso alto, mais células gordurosas vai produzir e por mais tempo o corpo vai guardar a informação desse peso na “memória”.

De acordo com uma pesquisa feita no Brasil em 2010, sete em cada dez empresários têm algum tipo de restrição para contratar pessoas acima do peso. E essa é uma constatação que quem está na fila do emprego percebe.

E o excesso de peso chama a atenção, não interessa quem é a pessoa, se tem fama ou não.
A atriz Fabiana Karla, a Dilmaquinista do Zorra Total, e o ator Leandro Hassum, que também trabalha no humorístico da Globo, já sofreram com pré-julgamentos sobre sua condição de saúde e limitações físicas.

Leandro conta que, apesar dos quilos a mais, não descuida da aparência nem do bom gosto. E dá dicas para as mulheres mais cheinhas: cuidar do cabelo, das unhas, da pele, da higiene e do visual em geral.

Veja abaixo o resultado da nossa enquete:

Em qual situação você sofreu preconceito por ser gordinho?

No trabalho - 5%
Amigos - 22%
Com meu(minha) parceiro(a) - 7%
Família - 33%
Loja de roupas - 25%

Outros 4% responderam que já foram discriminados em festas e eventos públicos, e mais 4% sofreram o problema no transporte público.

Halpern destacou que uma pessoa acima do peso não está exatamente com problemas de saúde. A própria Fabiana Karla, que passou recentemente por uma cirurgia experimental, tem os exames normais.

Existem obesos metabolicamente normais, que, por algum motivo, não desenvolvem hipertensão ou colesterol alto. Mas isso, segundo Halpern, acontece em um em cada quatro casos e não significa que esses pacientes não precisam emagrecer.

Apesar das exceções, indivíduos com alto índice de gordura corporal apresentam mais risco de doenças cardiovasculares e diabete. Isso porque o excesso de gordura aumenta a resistência do corpo a insulina, o que leva ao aumento de açúcar, além de elevar o nível de triglicerídeos e colesterol.

Muitos obesos sofrem preconceito na hora de buscar um trabalho formal. Vanessa Santana, que está desempregada, foi até uma central de empregos para procurar uma oportunidade. Ela acredita que, se fosse mais magra, já teria conseguido uma vaga.

Forças engordativas
Enquanto uma pessoa magra, com metabolismo normal, fabrica gordura em um determinado ritmo, um gordinho produz mais gordura em menos tempo. Além disso, enquanto um magro desfaz gordura mais rápido, um gordinho leva mais tempo.

Existem basicamente quatro forças engordativas, que levam a pessoa a:
- Comer mais
- Gastar menos
- Fazer mais gordura
- Desfazer gordura com dificuldade

Síndrome metabólica
É um conjunto de alterações que incluem o aumento do risco cardiovascular e estão associadas ao acúmulo de gordura na região abdominal.

Tem como base a resistência à ação da insulina, o que obriga o pâncreas a produzir mais desse hormônio. Além disso, faz aumentar a glicemia, a pressão arterial, os triglicerídeos e o colesterol ruim (LDL).

Fonte: programa bem estar - 08.12.11

quarta-feira, 9 de março de 2011

Especialistas dão dicas sobre quantidade e qualidade do sono


Neurologista Dalva Poyares, do Instituto do Sono, recomendou relaxamento.Endocrinologista Alfredo Halpern falou do metabolismo após não dormir bem.

Quantas horas você precisa dormir para ficar bem durante o dia? Quais os efeitos a longo prazo de descansar pouco? E o que fazer para relaxar durante a noite e acordar mais disposto? Quem tirou essas e outras dúvidas no Bem Estar desta quarta-feira (09.03) foram a neurologista Dalva Poyares, do Instituto do Sono, e o endocrinologista Alfredo Halpern, que também é consultor do programa. Eu olhei ao vivo e achei muito interessante compartilhar essas informações com vocês!

Uma pesquisa feita durante quatro anos pela Universidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, mostra que exercícios constantes melhoram, além da saúde física, a capacidade de decisão e a memória das pessoas. Segundo Dalva, a privação de sono a longo prazo pode encurtar a expectativa de vida, desencadear problemas metabólicos (como obesidade e diabetes), aumentar doenças cardiovasculares e diminuir o rendimento físico e mental.

Para dormir bem, a médica recomendou não fazer atividade física intensa até 3 horas antes de deitar, tirar os sapatos e vestir uma roupa confortável, esvaziar a mente e pôr as pendências e preocupações no papel, comer uma fruta ou algo leve à noite (evitar café e alimentos de difícil digestão), fazer uma leitura leve e ouvir uma música relaxante.

Quem tem filho pequeno sabe que é ainda mais complicado ter uma noite restauradora. É o caso da psicóloga Clodine Teixeira, que acorda várias vezes de madrugada para cuidar do bebê, Rafael. “A falta de sono vai gerando uma tensão e, a cada vez que levanto, é mais difícil voltar a dormir”, afirmou.

Nessa história de privação, também há a figura do pai, o arquiteto Miguel Otávio Landi. “Consigo ter um ciclo maior de sono, de 5 horas seguidas. Às vezes acordo no meio da noite, quando a situação está muito pesada”, contou. Miguel já passou por vários momentos como esse, por causa do Exército, de excesso de trabalho e outros motivos.

O casal planeja, em um futuro próximo, dormir oito horas por noite para ter mais bem-estar, se sentir mais relaxado e atento ao longo do dia e cuidar melhor do filho.

A experiência de descansar pouco é compartilhada pelo motoboy João Vianey Freitas, que dorme cerca de 4 a 5 horas diárias por conta dos três contratos de trabalho que cumpre. “Há horas em que dá um pouquinho de sono, depois do almoço, mas aí dou uma cochilada se tiver um intervalo, dou uma ‘pescada’”, disse.

Quando não tem compromissos na agenda, João aproveita para dormir 12, 14 horas seguidas. “Mas é meio atrapalhado, porque você acorda no outro dia desnorteado, sem saber onde está, o que aconteceu”, explicou. Na opinião do motoboy, que começa suas atividades às 6 horas e só termina à meia-noite, o dia deveria ter pelo menos 36 horas para comportar tudo o que precisa fazer. Mas, como isso não é possível, a dica é organizar melhor a agenda e reservar um tempo mínimo de 6 horas para descansar.

Dormir bem não tem idade
As pessoas que dormem melhor ficam mais dispostas. É o caso de um grupo de idosos superativos que dorme bem e acorda cheio de energia. A aposentada Maria do Carmo levanta às 6 horas, de segunda a domingo, e vai direto para a caminhada. Ela também é adepta da ioga e da natação.

Repousar durante o dia também pode ajudar. “Depois do almoço, dou uma cochiladinha, antes da novela da tarde, por meia hora, e já estou bem”, revelou a aposentada Neide Milon.

Fonte: Programa Bem estar do dia 09.03.11 - g1.globo.com/bemestar/

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Redução de estômago é método eficiente para tratar a obesidade


Cirurgia de redução de estômago é método eficiente para tratar obesidade
A obesidade é classificada como a segunda causa de morte no mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2015 teremos aproximadamente 2,3 bilhões de adultos acima do peso e 70 milhões com distúrbio alimentar.
Hoje em dia, uma grande parte da população mundial enfrenta problemas de saúde decorrentes da incapacidade de perder peso. Quando se sofre de obesidade surgem problemas como hipertensão arterial, colesterol alto, diabetes, câncer de mama, câncer colorretal, artrite, além de uma longa lista de doenças que tornam a vida bem mais difícil.

Segundo um artigo da Organização Panamericana de Saúde publicado na edição de maio de 2003 do Pan American Journal of Public Health, na América Latina, quase 30% dos adultos são obesos. Nos Estados Unidos, 65% da população norte-americana está acima do peso e 34% é considerada obesa. A cada ano, são gastos 33 trilhões de dólares em produtos específicos para a redução de peso.
A equipe de especialistas em cirurgia bariátrica (redução de estômago) da Clínica Mayo em Jacksonville, Flórida, ajudou diversas pessoas que sofriam de obesidade extrema, conquistando excelentes resultados, em que 70% dos pacientes mantiveram um peso baixo a longo prazo. O doutor Scott Lynch, especialista bariátrico da Clínica Mayo em Jacksonville, Flórida, fala a seguir sobre esse tipo de cirurgia para a redução de peso.

Quem pode candidatar-se a uma cirurgia bariátrica para perder peso?
A obesidade é definida como a acumulação de gordura que resulta na deterioração das funções do organismo, levando, muitas vezes, à morte. A maior parte das pessoas que se submete a uma cirurgia bariátrica sofre de obesidade mórbida, o que, na maioria dos casos, significa um índice de massa corporal de 40 ou mais, ou superior a 35, com outros problemas de saúde como diabetes, apnéia do sono ou doença cardíaca, o que os coloca dentro de um maior risco de morte prematura.

O que leva alguém a passar do excesso de peso à obesidade?
Cada caso é um caso. Uma pessoa é considerada obesa se seu índice de massa corporal (IMC) é superior a 30. Por exemplo, se um indivíduo tem uma estatura de 1,70 m e pesa cerca de 87 quilos, seu IMC é de 30,1 e sua situação é de excesso de peso. O IMC é um índice individual, baseado no peso e na estatura, que permite calcular a gordura corporal e os riscos possíveis à saúde. Quem apresenta um IMC de 25 a 29 é considerado com excesso de peso; com um IMC de 30 ou mais é considerado obeso. Calcular o IMC é bem simples, e na internet podem ser encontradas muitas formas de calculá-lo gratuitamente. Basta dividir o peso da pessoa pela sua estatura em metros ao quadrado. IMC = (87 kg ÷ 1,70 ÷ 1,70 = IMC de 30,1). No entanto, o risco de cada paciente nem sempre é estimado de forma exata pelo IMC.

Quando a obesidade pode levar à morte?
Há uma relação direta entre a taxa de mortalidade e o IMC. As condições de risco mais comuns para as pessoas obesas são os problemas cardiovasculares e o diabetes. Mas a obesidade complica muitas outras situações e restringe opções de tratamento em muitos casos. Depois de perder peso, as taxas de mortalidade se reduzem a níveis quase idênticos aos de pessoas com IMC normal.

Que outros tratamentos estão disponíveis para reduzir o peso por questões de saúde?
Dieta, exercício, mudança de hábitos, substituição de alimentos sólidos por líquidos e medicação, dependendo das necessidades da pessoa e da urgência na perda de peso para evitar problemas de saúde sérios.

Como os médicos decidem sobre qual tratamento é o melhor e quando recomendar a cirurgia?
Depois de uma avaliação exaustiva, o primeiro passo para lidar com o problema é geralmente a mudança de dieta aliada à prescrição de exercícios. Um princípio essencial de nossa abordagem é a mudança de hábitos, para a qual nossa equipe de médicos, nutricionistas e de psicólogos clínicos ajuda os pacientes a determinar metas razoáveis, a aprender a se autocontrolar e a lidar com estados de ânimo negativos e estresse.

Se essa abordagem do problema não é suficiente, então recomendamos medicamentos para diminuir o apetite ou para tratar alterações de humor, dependendo das necessidades de cada pessoa. Se um paciente precisa de um tratamento médico intensivo, podemos oferecer-lhe um programa de substituição de alimentos sólidos por líquidos, com supervisão médica, para perda rápida de peso.

Como se realiza a cirurgia bariátrica?
Dependendo das necessidades de cada pessoa, os cirurgiões aplicam a técnica do bypass gástrico ou a técnica da banda gástrica ajustável.

Com o bypass gástrico em Y de Roux, o tamanho do estômago é reduzido, criando uma bolsa muito pequena (similar ao tamanho de um ovo) na parte superior do estômago. A nova disposição dos intestinos forma um "Y"; daí o nome "Y de Roux". Roux foi o primeiro cirurgião que realizou uma cirurgia gastrointestinal, que tem como resultado um desvio dos intestinos em forma de "Y". O procedimento se denomina "derivação gástrica", ou bypass gástrico porque com ele se cria um desvio para enviar parte dos alimentos diretamente ao intestino, sem passar pelo estômago.

Com a técnica de banda LAP ou banda gástrica ajustável na cirurgia laparoscópica cria-se também uma bolsa na parte superior do estômago. Uma faixa inflável é colocada ao redor da parte superior do estômago. A faixa é conectada a um pequeno reservatório sob a pele do paciente. A faixa vai se ajustando gradualmente por meio do reservatório durante os vários meses seguintes à operação, para dividir o estômago em dois compartimentos; uma bolsa pequena em cima e uma bolsa maior embaixo.

Como é a preparação do paciente para a cirurgia?
Cada paciente passa por uma avaliação médica, nutricional e psicológica completa para determinar se é um bom candidato para a cirurgia bariátrica e o que é necessário para ajudá-lo a maximizar os benefícios da cirurgia. Depois da avaliação, uma equipe do Centro Bariátrico se reúne com o paciente para discutir os requisitos pré-cirúrgicos e programar visitas periódicas para ajudá-lo a alcançar metas definidas. Além disso, para estar apto a uma cirurgia de derivação gástrica, um paciente deve ter um IMC inferior a 55, e para estar apto para a técnica com banda gástrica ajustável, deve pesar menos de 230 quilos. Depois de cumprir os requisitos, o paciente deve se reunir com um nutricionista para planejar as mudanças em sua dieta depois da operação.

Quais são os procedimentos pós-operatórios?
Depois da cirurgia, os pacientes começam a tomar suplementos alimentares e vão avançando lentamente na dieta, da ingestão de líquidos a uma dieta normal no período de dois meses, de acordo com o que estabelecer o nutricionista. Alguns pacientes avançam mais rápido e outros mais lentamente. Um mês depois, eles se reúnem com o cirurgião e com o nutricionista.

Em dois meses, o paciente se encontra com o médico bariatra e com o nutricionista. Depois, deve voltar a consultar-se com o médico bariatra e com o nutricionista nos 6 e 12 meses de pós-operatório.

Para aqueles que receberam a banda gástrica, a consulta com o bariatra e com o nutricionista é mensal durante um ano. No decorrer dessas visitas, todos os pacientes se submetem a exames para descartar possíveis complicações e para confirmar a adesão ao tratamento dietético. Os encontros adicionais podem ser programados segundo as necessidades de cada pessoa.

Fonte: Terra - Vida e Saúde - 11.10.09