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sexta-feira, 11 de março de 2011

Exercício físico esporádico pode ser um gatilho para doenças cardíacas


Atletas de fim de semana foram o foco do Programa Bem Estar desta terça-feira (08/03). Cardiologistas Roberto Kalil e Maria Janieire fizeram recomendações.

Exercício físico esporádico, intenso e no calor pode ser um gatilho para que se manifestem doenças cardiovasculares silenciosas. Para falar sobre os atletas de fim de semana, estiveram no Bem Estar desta terça-feira (8) os cardiologistas Roberto Kalil, que também é consultor do programa, e Maria Janieire Alves.

Quando sobra um tempo livre, seja em um fim de semana, seja em um feriado de carnaval, o que não falta são pessoas correndo para compensar a falta de atividades em dias normais. O que acontece ao coração delas foi explicado pelos especialistas no estúdio.

Antes de iniciar um exercício, o ideal é que indivíduos acima de 35 anos passem pelo menos por uma avaliação e um eletrocardiograma, mesmo que não sintam nada. É importante investigar, por exemplo, o histórico familiar. Alguém cujo pai enfartou aos 50 anos, tem sobrepeso, diabetes ou hipertensão deve ficar atento.

E estar dentro do peso não garante tranquilidade: pessoas magras também podem ter problemas. Por isso, a recomendação é fazer o teste ergométrico, que dá resultado falso negativo em apenas 2% dos casos. E o exame clínico deve ser realizado para complementá-lo.

A frequência cardíaca máxima é resultado do número 220 subtraído pela idade do paciente. Na atividade física, o correto é que se atinja até 85% desse número. Mas, muitas vezes, quem exagera sem ter preparo para isso chega à frequência máxima mesmo com um exercício leve.

No Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o repórter Walace Lara foi conferir com que regularidade as pessoas estão cuidando da saúde. Para medir a frequência cardíaca dos atletas de fim de semana, participou a cardiologista Patrícia Oliveira, do Instituto do Coração (Incor). O aparelho mostrou quantos batimentos por minuto são registrados durante a atividade.

Em Manaus, um teste analisou pessoas que se exercitam pelo menos três vezes por semana com o aeroboi, uma mistura de aeróbica com o boi-bumbá, dança típica do Amazonas, que exige muita musculação para possibilitar movimentos sincronizados.

Doenças cardíacas
As doenças cardíacas são as principais responsáveis pelas mortes súbitas na prática esportiva. Para evitar o pior, o ideal é fazer um check-up regularmente. Aqueles que já começaram a praticar exercícios devem prestar atenção a qualquer dor ou desconforto que aparecer durante a atividade, principalmente na região do tórax, pois esses sintomas podem indicar problemas cardíacos.

Segundo o chefe da seção de Cardiologia do Esporte do Instituto Dante Pazzanese, Nabil Ghorayeb, estima-se que 90% dos casos de morte súbita no esporte entre pessoas com mais de 35 anos em todo o mundo sejam causados por aterosclerose (depósito de gordura que entope as artérias coronarianas). A doença, que geralmente não apresenta sintomas, pode levar ao infarto agudo do miocárdio.

Entre os jovens, a cardiomiopatia hipertrófica (crescimento do músculo cardíaco causado por uma anomalia genética), muitas vezes também assintomática, é responsável por 56% das mortes.

A incidência de óbitos na atividade física, no entanto, é muito pequena, o que comprova que os exercícios, se bem orientados e realizados de acordo com os limites de cada um, trazem mais resultados bons do que ruins.

Um estudo americano divulgado em 2000 verificou uma taxa de mortalidade extremamente baixa: uma morte por 2,6 milhões de horas de atividades em academias. A vítimas eram principalmente homens de meia-idade, com histórico de doenças cardíacas ou fatores de risco (como obesidade e fumo), e praticantes de exercícios esporádicos.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2011/03/exercicio-fisico-esporadico-pode-ser-um-gatilho-para-doencas-cardiacas.html

quarta-feira, 9 de março de 2011

Especialistas dão dicas sobre quantidade e qualidade do sono


Neurologista Dalva Poyares, do Instituto do Sono, recomendou relaxamento.Endocrinologista Alfredo Halpern falou do metabolismo após não dormir bem.

Quantas horas você precisa dormir para ficar bem durante o dia? Quais os efeitos a longo prazo de descansar pouco? E o que fazer para relaxar durante a noite e acordar mais disposto? Quem tirou essas e outras dúvidas no Bem Estar desta quarta-feira (09.03) foram a neurologista Dalva Poyares, do Instituto do Sono, e o endocrinologista Alfredo Halpern, que também é consultor do programa. Eu olhei ao vivo e achei muito interessante compartilhar essas informações com vocês!

Uma pesquisa feita durante quatro anos pela Universidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, mostra que exercícios constantes melhoram, além da saúde física, a capacidade de decisão e a memória das pessoas. Segundo Dalva, a privação de sono a longo prazo pode encurtar a expectativa de vida, desencadear problemas metabólicos (como obesidade e diabetes), aumentar doenças cardiovasculares e diminuir o rendimento físico e mental.

Para dormir bem, a médica recomendou não fazer atividade física intensa até 3 horas antes de deitar, tirar os sapatos e vestir uma roupa confortável, esvaziar a mente e pôr as pendências e preocupações no papel, comer uma fruta ou algo leve à noite (evitar café e alimentos de difícil digestão), fazer uma leitura leve e ouvir uma música relaxante.

Quem tem filho pequeno sabe que é ainda mais complicado ter uma noite restauradora. É o caso da psicóloga Clodine Teixeira, que acorda várias vezes de madrugada para cuidar do bebê, Rafael. “A falta de sono vai gerando uma tensão e, a cada vez que levanto, é mais difícil voltar a dormir”, afirmou.

Nessa história de privação, também há a figura do pai, o arquiteto Miguel Otávio Landi. “Consigo ter um ciclo maior de sono, de 5 horas seguidas. Às vezes acordo no meio da noite, quando a situação está muito pesada”, contou. Miguel já passou por vários momentos como esse, por causa do Exército, de excesso de trabalho e outros motivos.

O casal planeja, em um futuro próximo, dormir oito horas por noite para ter mais bem-estar, se sentir mais relaxado e atento ao longo do dia e cuidar melhor do filho.

A experiência de descansar pouco é compartilhada pelo motoboy João Vianey Freitas, que dorme cerca de 4 a 5 horas diárias por conta dos três contratos de trabalho que cumpre. “Há horas em que dá um pouquinho de sono, depois do almoço, mas aí dou uma cochilada se tiver um intervalo, dou uma ‘pescada’”, disse.

Quando não tem compromissos na agenda, João aproveita para dormir 12, 14 horas seguidas. “Mas é meio atrapalhado, porque você acorda no outro dia desnorteado, sem saber onde está, o que aconteceu”, explicou. Na opinião do motoboy, que começa suas atividades às 6 horas e só termina à meia-noite, o dia deveria ter pelo menos 36 horas para comportar tudo o que precisa fazer. Mas, como isso não é possível, a dica é organizar melhor a agenda e reservar um tempo mínimo de 6 horas para descansar.

Dormir bem não tem idade
As pessoas que dormem melhor ficam mais dispostas. É o caso de um grupo de idosos superativos que dorme bem e acorda cheio de energia. A aposentada Maria do Carmo levanta às 6 horas, de segunda a domingo, e vai direto para a caminhada. Ela também é adepta da ioga e da natação.

Repousar durante o dia também pode ajudar. “Depois do almoço, dou uma cochiladinha, antes da novela da tarde, por meia hora, e já estou bem”, revelou a aposentada Neide Milon.

Fonte: Programa Bem estar do dia 09.03.11 - g1.globo.com/bemestar/

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Saiba de que petiscos fugir na beira da praia


Com a chegada do verão há uma busca desenfreada pelo corpo perfeito, principalmente entre os amantes das praias. As pessoas mais organizadas começam a se cuidar ainda no inverno e alcançam o peso ideal antes mesmo da chegada do verão. Mas tanto planejamento e esforço podem ir por água abaixo, se o consumo alimentar durante as férias não for adequado. Para evitar que isso aconteça, separamos algumas dicas para a manutenção do peso durante o descanso na praia. Confira!


· Amendoim
O amendoim é um grão de elevado valor calórico, cada porção (1 colher de sopa cheia) contém cerca de 100 calorias. Além disso, a forma mais comum de comercialização desse alimento é a salgada, o que pode aumentar o risco de desidratação – situação que pode se agravar quando há associação com o álcool. A melhor conduta é evitar o seu consumo na praia. De uma forma geral, não encontramos facilmente substitutos desse aperitivo nas praias, entretanto, os mais criativos e com disposição, podem elaborar seus próprios aperitivos e transportá-los para a praia. Uma idéia são palitos de cenoura e pepino.


· Biscoito de polvilho
Os biscoitos de polvilho sempre estão nas recomendações de alimentos seguros para serem consumidos nas praias. Entretanto, esse é um alimento “super calórico”. Um pacote de 100g contém 460 calorias, equivalente a um pastel de carne simples. Esse biscoito também é muito rico em sódio, cada pacote contém o equivalente a 1,5g de sal (1 pacotinho e meio).


· Milho verde com manteiga
O milho verde é uma das melhores opções comercializadas nas praias. Representa uma fonte alimentar nutritiva, rica em carboidrato, e, diferentemente dos aperitivos, esse alimento é capaz de matar a fome e manter a saciedade por um período mais prolongado. Cada espiga média de milho apresenta mais ou menos 130 calorias, valor calórico equivalente a uma colher de sopa de manteiga. Logo, a principal recomendação em relação ao milho é abrir mão da manteiga. Vale a pena ressaltar a importância de se utilizar pouco sal na hora de consumir o alimento.


· Sorvete de chocolate
Os picolés cremosos mais simples de chocolate costumam ter em torno de 100 calorias, mas há versões que podem ter até mais de 200 calorias. Os picolés de fruta são excelentes alternativas para substituir os picolés cremosos. Além de não ultrapassarem mais de 60 calorias, são fontes importantes de hidratação para o consumo na praia.


· Queijo coalho
Espetos de queijo coalho, apesar da aparência inocente, são alimentos de elevado valor calórico. Cada espeto de 60g contém cerca de 200 calorias. Esse valor calórico é semelhante ao de um sanduíche preparado com 2 fatias de pão integral, 2 fatias de peito de peru e uma fatia de queijo minas frescal.


· Pastel e acarajé
Pastéis e acarajés são frituras tradicionais nas praias. E como qualquer fritura, contêm elevado valor calórico. Cada unidade de acarajé tem em torno de 300 calorias. O pastel pode variar entre 450 – 900 calorias, dependendo do tamanho e do recheio. Além disso, o óleo utilizado para a fritura, muitas vezes, é reutilizado ou passa um dia inteiro sob altas temperaturas. Essa prática produz substâncias que aumentam o risco de desenvolvermos doenças cardiovasculares. Fuja!


· Camarão frito
O camarão não é um alimento de alto valor calórico, entretanto, quando frito, essa característica é perdida e cada espeto alcança um teor calórico de mais ou menos 250 calorias. Quando a mesma quantidade (100g) de camarão cozido, assado ou grelhado não ultrapassa 100 calorias. Assim, o ideal é buscar estabelecimentos que ofereçam espetos assados ou grelhados. Encontrar esse tipo de estabelecimento na praia não será uma tarefa fácil…


· Tapioca
Uma tapioca sem recheio contém em torno de 200 calorias, quantidade equivalente a cerca de 10 colheres de arroz. Com recheio, essa iguaria pode ultrapassar 400 calorias. Esse é um valor calórico de um prato de refeição completo: arroz, feijão, peixe grelhado e salada variada.


· Refrigerante gelado
Cada lata de refrigerante tradicional contém cerca de 150 calorias. Quando consumidas em suas versões light, as calorias são reduzidas a zero. Se o consumo de refrigerante for utilizado para reduzir ou substituir a cerveja, pode representar uma excelente opção.


· Cerveja
As bebidas alcoólicas são os grandes perigos das praias. Além do teor calórico considerável (cada lata de cerveja contém 175 calorias), o álcool é um potente desidratante. Existem as versões de cervejas sem álcool, que reduzem em mais da metade as calorias (60 calorias/lata) e não apresentam o efeito indesejável da desidratação. Mesmo assim, as melhores fontes de hidratação na praia ainda são a água de coco e a água mineral.


· Caipirinha
Para quem não resiste a uma caipirinha no verão, a melhor opção é consumir as versões preparadas com saquê. Enquanto uma caipirinha preparada com vodka pode chegar a um valor calórico superior a 300 calorias, as preparadas com saquê não ultrapassam 120 calorias. Mas vale a pena ressaltar mais uma vez: o consumo de água deve ter prioridade nas praias, para fugir da desidratação e para manter a boa forma nas férias de verão.


É, pensando assim, ninguém curte o verão!!!


Fonte: Terra Saúde - 04.02.11