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domingo, 5 de julho de 2009

Estresse engorda

Cérebro estressado age como se estivesse em perigo, ordenando ao corpo que ele tem de se reabastecer de energia e comer

Não tem jeito. O estresse faz parte da vida. O que talvez poucos saibam é que ele também tem a sua responsabilidade no aumento dos ponteiros da balança. O corpo responde a ele – seja estresse físico, seja psicológico – da mesma forma.
Cada vez que você tem um dia complicado, o cérebro age como se você estivesse em perigo e ordena às células do corpo para liberar potentes hormônios, entre eles a adrenalina e o cortisol, que dizem ao organismo que ele deve se reabastecer de energia, fazendo-o ter fome, muita fome.

A liberação de cortisol continua até que as coisas se acalmem. O problema é que são poucos aqueles que têm cenouras e barrinhas à mão. "A maioria acaba se enchendo de doces e comidas ricas em gordura porque elas estimulam o cérebro a liberar substâncias químicas ligadas ao prazer, que reduzem a tensão", explica Elissa Epel, da Universidade da Califórnia.

E mais: quando as glândulas adrenais produzem cortisol, cai a fabricação da testosterona, hormônio ligado ao crescimento muscular. "Com o tempo, isso leva a uma redução da massa muscular e, com isso, o corpo queima menos calorias."
O hormônio também encoraja o corpo a estocar gordura, especialmente a do tipo visceral, perigosa porque circunda órgãos vitais e libera ácidos graxos ao sangue, elevando os níveis de colesterol e abrindo caminho para as doenças do coração e o diabetes.

Fonte: Revista Sport life - 02.07.09

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Há aumento do peso corporal nos finais de semana e nas festas de final de ano?


Análise em participantes de programa de exercício supervisionado.

(artigo científico)


FUNDAMENTAÇÃO: Acredita-se que o peso corporal (PC) de adultos tende a aumentar fora dos dias úteis, seja pela maior ingestão ou pela redução de exercício. Objetivamos verificar se o PC aumenta nos finais de semana e nas festas de finais de ano.

MÉTODOS: Analisamos, retrospectivamente, os dados de 53 adultos (36 homens), com idade entre 38 e 81 anos (64 ± 10), freqüentando um programa de exercício supervisionado - três a seis sessões semanais de 60 minutos, incluindo exercícios aeróbicos, de fortalecimento muscular e de flexibilidade individualmente prescritos. Excluíram-se aqueles que faltaram mais de 25% das sessões, mais de duas semanas consecutivas ou que faziam uso de diuréticos ou outras medicações capazes de afetar o PC. O PC foi registrado antes de cada sessão. Foram analisados os dados registrados em duas semanas do mês de novembro e nas duas sessões pré e pós-festas de final de ano.

RESULTADOS: Houve estabilidade no PC - (média ± erro padrão) 74,6 ± 1,7 vs. 74,6 ± 1,7kg -, respectivamente, antes e após o final de semana (p = 0,382), enquanto houve um aumento pequeno, porém significativo, com as festas de final de ano - 74,3 ± 1,7 vs. 74,9 ± 1,7kg

DISCUSSÃO: Em adultos participantes de um programa de exercício supervisionado, o impacto do final de semana e das festas de final de ano sobre o PC é nenhum ou pequeno e provavelmente restrito a apenas uma parcela pequena dos homens mais pesados. Provavelmente o estilo de vida mais saudável permite com que não haja um desequilíbrio importante entre a ingestão de calorias e o dispêndio de energia pelo exercício físico nas circunstâncias estudadas.


Fonte: Revista Brasileira de Medicina do Esporte
2004, vol.10, n.3, pp. 181-183. ISSN 1517-8692. doi: 10.1590/S1517-86922004000300007.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Anticoncepcional pode atrapalhar exercícios


Estudo norte-americano sugere que o uso de pílulas anticoncepcionais diminui ganho de massa muscular


Mulheres jovens que usam pílula anticoncepcional têm mais dificuldades de ganhar massa muscular com exercícios do que aquelas que não tomam a pílula, segundo estudo da Universidade Texas A&M, nos Estados Unidos.


A análise incluiu 73 mulheres saudáveis com idades entre 18 e 31 anos que fizeram exercícios de resistência (como musculação) três vezes por semana durante dois meses e meio e que foram incentivadas a ingerir bastante proteína, para ganho muscular. E os resultados indicaram que aquelas que tomavam pílula anticoncepcional tiveram menor ganho de massa muscular – 2,1%, contra 3,5% daquelas que não usavam contraceptivos orais.


Essa grande diferença foi surpresa para os pesquisadores, que também descobriram que essas mulheres teriam menores níveis sanguíneos de três hormônios “construtores de músculo” e maior concentração de um hormônio “quebra-músculos”. Isso, segundo eles, poderia explicar a relação entre o uso da pílula e menor ganho muscular.


Fonte: Revista Sport Life - abril/09