Você é o interessado número:

domingo, 30 de agosto de 2009

Exercício Físico e DOENÇA ARTERIAL CORONARIANA (DAC)



Se você não passou, certamente conhece alguém que já tenha passado por um infarto ou por complicações cardiovasculares daquelas que acendem a luz vermelha e fazem as pessoas começarem a pensar melhor sobre a sua saúde.

Isso é reflexo da grande incidência das doenças cardiovasculares, principalmente a doença arterial coronariana (DAC), em nossos dias.

A DAC se caracteriza por uma obstrução das coronárias como conseqüência de uma placa de gordura que se forma no seu interior. Esse processo é conhecido como aterosclerose e tem como principal conseqüência o infarto.

O mais importante, a saber, é que, na maior parte dos casos, a DAC não aparece de uma hora para outra, mas é reflexo de uma exposição constante aos chamados fatores de risco.

O desenvolvimento da placa de gordura nas coronárias pode levar anos e entre os seus principais fatores de risco está o sedentarismo.

Assim, a prática regular de exercícios pode fazer muito por quem quer tratar ou prevenir o aparecimento da DAC e suas complicações.
Mas qual é, então, a prática mais adequada para melhorar a saúde cardiovascular e reduzir o risco de infarto?

Primeiro passo

O primeiro passo é fazer uma avaliação cardiológica e realizar um eletrocardiograma de esforço, também chamado de teste ergométrico.
O teste ergométrico vai servir não só para avaliar a sua condição física, mas também para verificar se o coração e a pressão arterial respondem bem ao exercício.

Efeitos do exercício
Os exercícios aeróbios provocam alterações importantes no sistema cardiovascular que beneficiam tanto quem está prevenindo quanto quem, por exemplo, já passou por um infarto e pretende se reabilitar.

Os exercícios de musculação garantem melhoras, principalmente na função muscular, melhorando a capacidade para realização de tarefas que necessitem essencialmente de força nos músculos e reduzindo chance de desconfortos durantes as atividades diárias.

Por isso, um programa ideal deverá incluir esses dois tipos de exercício, tendo como elemento central os exercício aeróbios (caminhada, corrida, bicicleta, etc.) associados aos exercícios de musculação ou de ginástica localizada.

Como os exercícios devem ser realizados:

A intensidade do exercício aeróbio deverá ser de leve a moderada, como por exemplo, aquele que lhe permita andar e conversar ao mesmo tempo, aumentando sempre gradativamente conforme você for se adaptando ao treinamento, para garantir uma boa evolução.

Os exercícios de musculação deverão ser realizados em intensidades não muito elevadas e de forma a não provocarem fadiga excessiva, não havendo, a princípio, nenhum exercício ou aparelho proibido.

Importante

Para qualquer que seja o ambiente em que você resolver treinar existem duas outras medidas importantes: buscar orientação de um professor de educação física e ficar sempre bastante atento a sintomas e desconfortos durante a atividade.

No mais, se já começou, mantenha sua prática de acordo com essas recomendações e se ainda não iniciou, esse é o momento.

Bom treino.


Fonte: Publicado por Márcio Souza - Mestre em Biodinâmica em 28/08/2009 - Treino Total

sábado, 29 de agosto de 2009

HPV


Do vírus a vacina - Tudo sobre a infecção que afeta 8 de cada 10 mulheres e que pode causar o câncer de útero
O que é?
O papilomavírus humano não é apenas um vírus, mas uma família inteira deles – são aproximadamente 150 tipos. Algumas versões, que não necessariamente são transmitidas sexualmente, causam verrugas na palma das mãos e na planta dos pés. “Outras levam a uma lesão precursora de câncer na região genital”, diz o dermatologista Hélio Miot, da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu. E são esses últimos tipinhos, com predileção pelas partes baixas, os mais preocupantes. “Hoje o HPV é a principal doença viral transmitida pelo sexo. E ele está envolvido em praticamente todos os casos desse tumor”, afirma Luisa Lina Villa, diretora do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, em São Paulo. Se isso parece não ter nada a ver com você, saiba que oito entre dez mulheres sexualmente ativas contraem pelo menos um tipo do papiloma ao longo da vida.Além do útero Os tipos mais perigosos, chamados de alto risco, podem estar relacionados, em menor freqüência,a tumores de ânus, pênis, vulva, boca e até faringe
Formas de contágio:
O contato sexual é a maneira mais comum de contágio. E bastante atenção: inclua aí preliminares e sexo oral. Basta o reles atrito com a mucosa infectada, da mão, da boca ou dos genitais, para o vírus fazer mais uma vítima. “Entre uma e três relações sexuais sem penetração é o suficiente para se contaminar”, alerta Luisa Lina Villa. Repetindo: sem penetração. Toalhas, roupas e superfícies como a tábua do vaso sanitário também favorecem a transmissão do vírus. Mas a contaminação por objetos, embora possível, é raríssima.
Prevenção:
Algumas medidas são indispensáveis para fugir da cilada do HPV: evitar ter vários parceiros e usar camisinha. Ela só não garante 100% de proteção porque não cobre toda a superfície de contágio.Mas, para os especialistas, de longe a arma mais eficiente contra o HPV é a vacinação, hoje recomendada para meninas e jovens entre 9 e 26 anos (Um ano após o começo da vida sexual, uma em cada quatro garotas apresenta lesões causadas por HPV, segundo um estudo do Instituto Fernandes Figueira, no Rio de Janeiro. "A idade de iniciação sexual faz diferença porque, quanto mais tempo de exposição ao vírus, maior é o risco de infecção", observa Luisa Lina Villa. Como o colo do útero das adolescentes está em formação, elas são ainda mais vulneráveis. A maior incidência é justamente entre mulheres com menos de 25 anos. "Atualmente, há um segundo pico aos 40, entre as divorciadas que retomam a vida sexual", lembra Carmita.). São três doses – cada uma custa em torno de 400 reais – e o ideal seria que elas fossem tomadas antes mesmo da iniciação sexual, quando ainda não houve contato com o vírus. A eficácia da vacina é alta: 95% de sucesso no combate aos principais causadores de câncer e, no caso da quadrivalente, proteção também contra os que mais provocam verruga genital. “Estudos já mostram os benefícios da vacinação em pessoas com mais de 26 anos e até em homens”, revela Thomas Broker, presidente da Sociedade Internacional de Papilomavírus. Ou seja, é muito provável que, em breve, ela também seja aplicada nesses públicos.
Vacinas:
Bivalente - Protege contra os tipos 16 e 18 do vírus, que são os que mais causam câncer. E é recomendada para meninas e jovens entre 10 e 25 anos.
Quadrivalente - Também age contra os tipos 16 e 18 e, de quebra, afasta o 6 e o 11, responsáveis por 90% das verrugas genitais, que são de difícil tratamento e altamente contagiosas. Esta versão é indicada para meninas e jovens de 9 a 26 anos.
Exames:
Tomar a vacina não exclui a necessidade de manter-se fiel aos procedimentos rotineiros de prevenção e detecção do vírus. Veja quais são eles:
Papanicolau: Com uma espátula, o médico colhe material do colo do útero e coloca em uma lâmina. Aí, é feita uma análise em microscópio. Não dá para identificar o vírus, mas é possível verificar se há alterações nas células.
Colposcopia: O colposcópio é um aparelho capaz de ampliar 20 vezes a imagem da vagina, da vulva, do colo do útero e do ânus. Para flagrar lesões, um líquido reagente é pincelado na mucosa. No caso dos homens, o exame correspondente é a peniscopia.
Biópsia: Quando os métodos anteriores acusam alguma alteração, retira-se uma pequena amostra do tecido suspeito. Mais uma vez, ela será analisada em microscópio.
Captura híbrida: O material do colo do útero é coletado com o auxílio de uma pequena escova, que, depois, é mergulhada em um líquido desenvolvido para conservar as células. Essa técnica acusa a presença do HPV mesmo se não houver sintomas e determina se o micro-organismo é de alto ou de baixo risco.
Novas técnicas: Já estão disponíveis procedimentos que denunciam os subtipos do HPV por meio da análise do seu DNA, apesar de poucos laboratórios oferecerem o serviço. A grande novidade no que diz respeito ao diagnóstico, no entanto, é um teste desenvolvido pelo cientista norueguês Frank Karlsen, especialista em biologia molecular e virologia. Ele consegue mostrar, entre as mulheres infectadas por vírus de alto risco, quais estão mais sujeitas ao desenvolvimento do câncer de colo do útero. “É quase certo que elas terão câncer se o exame der positivo”, disse o médico a SAÚDE!.
Fonte: Nelson Gaburo Júnior, chefe do Laboratório de Biologia Molecular do Diagnósticos da América
Tratamentos:
Entre as opções de tratamento estão laser, substâncias químicas, bisturi elétrico, cremes e pomadas cicatrizantes. E quem já cuidou de uma lesão por HPV sabe que é preciso paciência para dar fim ao problema. As verrugas, por exemplo, são tremendamente persistentes. Agora, se você acabou de descobrir que está entre as vítimas do vírus não deve se desespere. “Hoje existe o domínio total sobre o diagnóstico e o tratamento do HPV”, garante o ginecologista Rogério Ramires, do Femme Laboratório da Mulher, em São Paulo. Segundo o médico, tão importante quanto tratar a lesão é avaliar aspectos emocionais e imunológicos da paciente. Quer dizer: estresse, má alimentação e poucas horas de sono são grandes empecilhos para quem está em tratamento. O cigarro, não custa lembrar, deixa as defesas do corpo mais fracas, permitindo que o vírus fique firme e forte no organismo por mais tempo.
HPV nos Homens:
Apesar de causar maior estrago nas mulheres, essa família de vírus desaforados não tem preferência sexual. “Nos homens, a contaminação por HPV também é frequente”, conta a epidemiologista Maria do Carmo Costa, do Instituto Nacional do Câncer. Só que, para eles, a higiene é um tanto mais fácil — sem falar que qualquer ferida, por uma questão anatômica, logo salta aos olhos e pode ser tratada depressa. Entre casais Como o HPV sabe ser discreto – pode permanecer incubado por um ano e às vezes por período indeterminado –, quando ele aproveita uma brecha do sistema imune para se manifestar fica difícil identificar a ocasião em que foi contraído. Daí, apontar o dedo para o parceiro é a primeira reação. “Já vi casais de separarem por isso”, diz a ginecologista Helena Junqueira, do Hospital Santa Joana, em São Paulo. Segundo Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo, é essencial que exista um diálogo sincero, sem essa de um culpar o outro. “O importante é que ambos façam o tratamento adequado e ponto”, enfatiza.
Dúvidas mais frequentes:
Qual é a diferença entre HPV e herpes genital?
“Papilomavírus humano (HPV) e herpes (HSV) são vírus diferentes, responsáveis por doenças diferentes, sem relação entre eles, a não ser pelo fato de serem vírus”, afirma Sérgio Mancini Nicolau, ginecologista da Universidade Federal de São Paulo.
Posso transmitir o vírus mesmo sem lesões visíveis a olho nu?
Sim. Pode transmitir e pode pegar de outra pessoa nessa situação. Mesmo latente, ou seja, sem manifestação visível, o HPV tem poder de contaminar.
Alguns tipos de HPV provocam coceira e corrimento?
A infecção por HPV costuma ser assintomática. Os sintomas citados são inespecíficos e podem estar relacionados a outros agentes causais, especialmente os corrimentos, que costumam ter outra origem.
Contraceptivo oral é fator de risco para o câncer do colo do útero?
O contraceptivo hormonal, assim como o fumo, pode ser considerado um co-fator, que, associado ao papilomavírus humano, pode aumentar o risco de desenvolver o câncer do colo do útero.
Grávidas podem tomar a vacina? Por enquanto, não. Ela até pode ser liberada para gestantes em breve. “Mas, como ainda não foram concluídos estudos sobre sua segurança em casos assim, ela é temporariamente contraindicada”, explica Gabriel Oselka, diretor da Clínica Especializada em Doenças Infecciosas e Parasitária e em Imunizações (Cedipi).
E quem já passou da idade indicada para a vacinação, pode tomar?
Pode. Alguns médicos, aliás, já recomendam para pacientes com mais de 26 anos. É provável que a proteção não seja total, porque a mulher já pode ter contraído um dos tipos do vírus que a vacina contempla. Mas os imunizantes bloqueiam dois (bivalente) e quatro (quadrivalente) tipos do vírus. Quem não foi infectado por todos eles se beneficia de alguma maneira.
Por quanto tempo o imunizante garante proteção?
Por cerca de 8 anos e meio, mas esse prazo ainda não é definitivo. A vacina é recente e não deu tempo para estabelecer a validade, que pode ser maior.
Por que vacinar minha filha de 10 anos?
Ela provavelmente não entrou em contato com nenhum tipo do vírus, por isso o benefício será o melhor possível. A administradora paulista Roberta Fleury Alves Mesquita, 41 anos, que está na foto abaixo com a filha Rafaela, 11, vacinou a menina por orientação do pediatra. “A prevenção não tem idade”, diz. “Acho que um dia ela vai me agradecer por ter feito esse investimento para o seu bem.”
Fonte: Revista Saúde - agosto.09

sábado, 22 de agosto de 2009

Pipoca tem tantos antioxidantes quanto frutas e vegetais



Cereais consumidos no café da manhã também são ricos nessas substâncias

Frutas, vegetais e alimentos como chocolate, vinho, café e chá vêm sendo recomendados há anos por serem ricos em polifenóis e conseguirem reduzir doenças do coração e câncer. Mas até agora nenhum estudo havia conseguido provar se os chamados snack foods são fontes dessas substâncias.

Pesquisa da Universidade de Scranton, EUA, revelou que uma delícia comum no dia a dia, a pipoca, é tão rica em polifenóis quanto frutas e verduras. Os polifenóis são antioxidantes, quer dizer, são capazes de remover radicais livres do corpo, que causam danos às células e tecidos. Eles têm um efeito antioxidante 10 vezes superior a vitamina C e E.

"Ficamos surpresos de encontrar níveis elevados de polifenóis na pipoca. Posso dizer: comam pipoca. Ela faz bem à saúde", disse Joe Vinson, autor do trabalho. Segundo ele, uma xícara de pipoca contém quanto polifenol quanto uma maçã. O pesquisador afirma que cereais como a granola também são excelentes para a saúde. "Acreditava-se que os cereais integrais reduzissem o risco de câncer e males cardíacos pelo teor de fibra que eles têm, mas agora se sabe que é porque eles são ricos em antioxidantes."


Fonte: Revista Sport Life - 19.08.09