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terça-feira, 30 de junho de 2009

Exercícios estimulam o cérebro e preservam memória


Malhar para recordar

Os bons efeitos dos exercícios, vão muito além de um corpo firme e forte.

Pesquisas comprovam que eles estimulam a memória.


A suspeita de que a prática de exercícios tem grande influência sobre o cérebro vem de longa data. Não é novidade, por exemplo, que eles favorecem o bombeamento de sangue, o que significa mais oxigênio para as células da massa cinzenta. Recentemente, porém, exames de ressonância magnética forneceram provas irrefutáveis de que seus efeitos extrapolam o incremento na circulação. Há uma mudança em certas estruturas e até mesmo o aumento do volume do cérebro.

Caiu por terra a crença de que, uma vez formado, ele só sofreria alterações físicas em casos de doença. "A atividade física, inclusive, pode modificá-lo", Conta o neurologista Li Li Min, professor da Universidade Estadual de Campinas. Um trabalho recente da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, aponta que a região cerebral mais beneficiada pelos esportes ou pela ginástica é o hipocampo. E é bem ali que ficam arquivadas as nossas lembranças.


Os cientistas monitoraram durante três meses o comportamento do hipocampo de 11 voluntários, antes e depois de correr na esteira. Essa área foi se tornando cada vez mais requisitada. A circulação ficou mais intensa nesse ponto da massa cinzenta, sem contar indícios da formação de novos neurônios. A performance dos voluntários nos testes de memória também melhorou bastante, confirmando o que se presumia nas imagens da ressonância.

Os neurocientistas até arriscam uma explicação de pura química para os ganhos proporcionados pelos exercícios. Segundo eles, quando nossos músculos se flexionam e se relaxam seguidas vezes, liberam uma proteína chamada IGF-1. Ela, por sua vez, viaja até o cérebro e ali estimula a síntese de uma substância, o BDNF, envolvido com a nossa capacidade de raciocínio apurado.


Outro estudo que comprovou a ação da atividade física sobre a memória aconteceu no Hospital das Clínicas de São Paulo e foi coordenado pela professora Maria Ângela Soci, presidente da Sociedade Brasileira de Tai Chi Chuan. "Junto com uma equipe do departamento de gerontologia do hospital, selecionamos 20 voluntários com mais de 65 anos que praticaram essa modalidade duas vezes por semana", conta Ângela. Depois dos três primeiros meses de atividade, o grupo passou por uma avaliação e os resultados surpreenderam os especialistas. Houve grande melhora na concentração e na memória.


A capacidade de reter informações não é o único ganho proporcionado pelos exercícios. Eles beneficiam o sistema neurológico como um todo, diz o médico Arnaldo José Hernandez, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte. E quanto mais lúdica a modalidade, melhor, observa. Além de deixar o raciocínio tinindo, manter-se ativo fisicamente ajudaria a evitar e até tratar certas doenças neurológicas.


Alguns trabalhos defendem que mexer o corpo com regularidade diminui os riscos, por exemplo, de pequenos derrames, aqueles que às vezes nem são notados na hora agá, mas que atrapalham a cognição, ou seja, a capacidade de assimilar conhecimento. O que seria essa tal prática regular? O estudo realizado no Hospital das Clínicas de São Paulo revelou que fazer exercícios duas vezes por semana já faz um bem enorme, mas ainda não há consenso sobre a freqüência ideal.


Muitos pesquisadores sugerem que você se exercite pelo menos três vezes por semana essa é a indicação, aliás, para quem quer dar uma força ao corpo inteiro, sobretudo o sistema cardiorrespiratório. O certo: em matéria de cabeça, quanto mais cedo você adota uma rotina de exercícios, melhor. Isso porque o seu efeito é cumulativo, diz Arnaldo José Hernandez. A memória de quem malha desde a juventude tende a se manter a mil pela vida inteira.
Fonte: Revista saúde - junho/09

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Cuidando da Coluna e da Postura - PARTE II

Lesões na coluna vertebral ou nos discos intervertebrais

Dependendo da região, localização ou gravidade da compressão do nervo é que será definido o tipo de irradiação, que pode atingir uma área contínua ou parcial.

Além da dor irradiada, existem casos onde a dor ocorre apenas no local da lesão.

Algumas situações do dia-a-dia no trabalho ou em casa contribuem para o aparecimento das lesões na coluna vertebral ou nos discos intervertebrais: escorregar enquanto caminha; um objeto vai cair ao chão e abruptamente tenta-se pegá-lo; levantar uma carga em local inacessível; suportar peso com o corpo; pegar ou manusear, cargas mais pesadas dobrando o tronco para frente, ou dobrar o tronco lateralmente ou torcer o tronco para um lado; pegar ou manusear objetos pesados longe do corpo; pegar ou manusear cargas muito altas ou muito baixas, esticando os braços.

As doenças de um modo geral não acontecem da noite para o dia, elas são cumulativas e progressivas. Certamente, todos os dias as pessoas realizam alguma atividade que pode prejudicar a coluna.

A seguir algumas situações que contribuem para o aparecimento das lesões dos anéis fibrosos e conseqüentemente dos discos intervertebrais:

Sentar com os joelhos muito próximos do tórax

Sentar com a coluna torta.

Sentar apoiando na mesa.

Mesa, pia, tanque muito baixos.

Levantar peso sem dobrar joelhos.

Outras posturas inadequadas que podem causar lesões na Coluna Vertebral
A seguir a postura CORRETA no Computador:


Assim, todas as vezes que se aumenta ou elimina as curvaturas fisiológicas da coluna estão dadas as condições para o aparecimento da dor nas costas. A dor pode ou não ser associada a uma lesão no disco, pois quando não ocorre uma lesão no disco pode estar havendo apenas uma contratura muscular.

Por isso, ATENÇÃO com: carga longe do corpo; carga muito baixa, carga elevada; movimentação freqüente de carga; carga com pega ruim (mala sem alça).

Boa técnica para lidar com peso: sempre perto do corpo; elevadas à 75 cm do piso; pequenas distâncias a percorrer; pesos leves; ocasionalmente; simetricamente e sem rotação do tronco; com uma pegada adequada.

Com o passar dos anos, vamos submetendo a nossa coluna a uma série de posturas inadequadas, impactos e esforços feitos sem nenhum cuidado. Saiba que os males da coluna são perfeitamente evitáveis, basta se conscientizar de como preservá-la adequadamente.

Muitas pessoas não conhecem o próprio corpo, como ele funciona (bem ou mal), nem como manter a saúde geral do organismo.

Gestos como andar, sentar e até mesmo dirigir o carro podem representar a diferença de uma coluna saudável ou não. Muitos danos podem ocorrer se você insistir numa postura errada. Quanto antes forem corrigidos e trabalhados, mais fácil fica eliminar os vícios posturais.

Os exercícios físicos, sem dúvida, contribuem muito para evitar lesões e também corrigir problemas já detectados, pois músculos fortes, treinados e com boa flexibilidade protegem a coluna, diminuindo o risco de lesões.

As pessoas que tem problemas de coluna necessitam de um trabalho de musculação para fortalecer os músculos que estão relaxados ou flácidos, e de muito alongamento para relaxar os músculos tensos, além de proporcionar maior flexibilidade, evitando lesões em quedas e movimentos bruscos como, por exemplo, estiramento e distensão muscular.

Preserve ao máximo a sua saúde, pois sempre há resposta para tudo que fazemos. Atitudes e vícios ruins trarão, mais cedo ou mais tarde muitos, problemas, por isso cuide constantemente da sua alimentação, faça atividades físicas regularmente e mantenha uma boa postura. O seu corpo irá agradecer!

Fontes:

http://www.herniadedisco.com.br/de-bem-com-a-sua-coluna/cuide-da-sua-coluna-com-boa-postura-e-atividade-fisica

http://www.orientacoesmedicas.com.br/lesoesnacolunavertebral_colunaepostura.asp

domingo, 28 de junho de 2009

Cuidando da Coluna e da Postura - PARTE I

A postura ereta, que distingue o homem de todos os outros animais, é produto de, talvez, 350.000.000 de anos de evolução. Foram necessárias várias alterações estruturais para suportar as tensões do peso corporal, antes distribuidas nos quatro membros da espécie.

A coluna vertebral é base de sustentação do corpo, sendo que da sua integridade depende o bem-estar físico e a capacidade de movimento do homem. Para mantê-la íntegra, é necessário que a musculatura anterior (flexora) e posterior (extensora) do tronco esteja em equilíbrio, pois a estabilização lateral e anteroposterior da coluna vertebral depende, exclusivamente, da ação muscular.

Hábitos de postura, bons ou maus, são adquiridos pela repetição até que se tornam habituais ou inconscientes.

A fraqueza muscular e o mau hábito postural, agravados pela manutenção da postura inadequada cotidianamente, podem ser consideradas as principais causas do desalinhamento corporal e, posteriormente, podem acarretar deformidades posturais.

Para que você possa entender de postura, você deve aprender como é a sua coluna vertebral. A coluna vertebral possui algumas curvaturas que são normais, o aumento, acentuação ou diminuição destas curvaturas podem representar doenças e precisam ser tratadas.



As curvaturas normais são quatro: a lordose cervical (1), a cifose torácica (2), a lordose lombar (3) e a cifose coccígea (sacro e cóccix (4)), como se pode ver na figura acima.

Estas curvaturas são bem visualizadas quando observamos a coluna lateralmente. Em caso de encontramos curvaturas observando a coluna posteriormente (de costas), temos um desvio de coluna chamada escoliose.

As dores nas costas e os problemas da coluna ocorrem com grande freqüência na prática clínica de um médico de família. Alguns autores relatam que entre 70 a 80% da população mundial teve ou terá algum tipo de dor nas costas.

As causas e agravantes destas situações são as condições de trabalho, o manuseio, levantamento e carregamento de cargas excessivamente pesadas, a manutenção de posturas incorretas por muito tempo, as causas psicossomáticas e a fadiga muscular.

Muitos casos de dor nas costas podem ser provocados por tensões nos músculos e ligamentos que sustentam a espinha dorsal. Trabalhos e estilos de vida sedentários predispõem a este tipo de tensão. A obesidade - que sobrecarrega o peso sobre a coluna vertebral e pressiona os discos -, é outro fator desencadeante.

A coluna vertebral é formada por 33 ou 34 vértebras, que são separadas uma das outras por um disco intervertebral, este disco é responsável pela mobilidade da coluna. Esta parte da anatomia é bastante interessante como se pode ver no desenho a seguir.




Acima observa-se que a vértebra é a parte óssea da coluna, e o orifício de conjugação é o espaço por onde passam os nervos.

Existem dois tipos de nervos, um responsável pelas sensações e outro responsável pelos movimentos.

Entre as vértebras vemos o disco intervertebral e mais ao centro do disco encontramos o núcleo pulposo.

Quando a pessoa se movimenta para frente, para traz ou para os lados o núcleo pulposo se movimenta também, porém em sentido contrário, ou seja, quando se dobra o tronco para frente, o núcleo vai para traz em direção ao nervo.

O núcleo pulposo é muito mais rígido do que o disco e têm a tendência de “tentar fugir“. Quem impede esta “fuga” são os anéis fibrosos. Quando estes anéis são danificados o núcleo fica instável e pode conseguir “fugir”. A saída do núcleo é chamada de hérnia de disco. A hérnia de disco pode acontecer entre qualquer uma das vértebras, porém a maior incidência se dá na região lombar.

Os nervos são divididos em troncos. O tronco cervical inerva principalmente os membros superiores (braços) e o tronco lombar inerva principalmente os membros inferiores (pernas). Inervar quer dizer que estes nervos são responsáveis pelas sensações e movimentos destas regiões. Portanto, quando acontece uma hérnia na região lombar pode ser sentido o reflexo (dor ou formigamento) nas pernas ou perna, como na ilustração abaixo.


CONTINUA...

Fonte: http://www.orientacoesmedicas.com.br/colunaepostura.asp e outros.