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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Gelatina


Muitas pessoas associam a gelatina a uma sobremesa para crianças devido ao seu sabor doce e textura suave.


Quase toda a gente gosta, mas será um alimento recomendável para desportistas?


Gelatina Sim


A gelatina é uma substância de origem animal que se obtém a partir da hidrólise do colagénio da pele, cartilagem ossos e tecidos de animais e peixes. Trata-se de um alimento recomendável para desportistas porque contém água e é muito baixa em calorias (60 Kcal por 100 g), é isenta de gordura e é muito fácil de digerir. Contém 9 dos 10 aminoácidos essenciais, é muito rica em hidroxiprolina, glicina e prolina, componentes do colagénio, e também contém arginina, aminoácido percursor da creatina e outros aminoácidos como a L-fenilalanina e a L-tirosina que actuam como percursores dos condrócitos para a síntese do colagénio cartilaginoso. Um estudo europeu apontava que o HCP era capaz de reduzir a dor articular nas fases iniciais dos treinos. Não tem proteína, de uma maneira geral, ainda que tenha teores vestígios de aminoácidos. A única que fornece proteína é a neutra…


Gelatina Não


Algumas gelatinas que se vendem para fazer sobremesas são muito ricas em açúcares (açúcar, xarope de glucose, xarope de frutose, etc.), potenciadores de sabor e corantes para lhes dar um aspecto mais atractivo. Para garantir as suas qualidades, uma gelatina deve ser maioritariamente composta por proteína de colagénio hidrolizado ou HCP, que garante a segurança e a digestibilidade da gelatina e não deve ter açúcares acrescentados.


Veredicto


A gelatina neutra e sem açúcares ajuda a uma hidratação adequada, a não ganhar peso, fornece proteínas para manter a massa muscular depois do exercício intenso e ainda protege os ossos e articulações para prevenir lesões articulares. Além disso, é um alimento muito barato para estes tempos de crise e só tens de te assegurar de que estás a comprar a gelatina a sério, neutra ou a chamada “de peixe” para evitar as gelatinas de cores ou com açúcares adicionados. Podes então juntar fruta (1 porção por pessoa) para lhe dar sabor ou misturar no iogurte.


Fonte: Sport Life - 30.09.10

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Saiba como diferenciar exaustão de cansaço


Um simples estado de cansaço pode evoluir para o total esgotamento


Com a rotina corrida do dia a dia, o tempo que se dedica a tarefas para descansar o corpo e a mente é cada vez mais reduzido. Entramos num processo em que o corpo começa a ficar desgastado e a mente não consegue se "desligar" daquele projeto no trabalho, das contas para pagar, do boletim das crianças, da pia que começou a vazar (de novo) e de outra listas situações.


Tudo isso acaba acelerando um quadro de exaustão emocional, uma condição que é mais grave que a estafa e está a um passo do estresse e de suas consequências sérias para a saúde.


O conceito de exaustão está ligado ao conceito de estresse. O estresse é dividido em três níveis, chamados de alerta, reestruturação e, por fim, exaustão, que corresponde à fase em que o indivíduo já apresenta pensamentos negativos, falta de vontade de fazer as coisas, perda de sono, ansiedade acentuada, irritabilidade, entre outras características físicas como alergias, gastrites e enxaqueca.


A exaustão emocional, ao contrário do que se pode pensar, não está atrelada às condições de uma tarefa em si, mas a situações desagradáveis que acabam levando a um estresse psicológico. Como esclarece o especialista José Roberto Leite, chefe do núcleo de medicina comportamental da Unifesp, uma pessoa pode ter inúmeras tarefas para fazer relacionadas ao seu trabalho profissional. Porém, se gosta do que faz, isso não será um problema. "O perigo existe quando a pessoa fica muito tempo submetida a um estado de estresse psicológico, que aparece em função de uma situação desagradável qualquer", explica.


Essa pressão psicológica pode ser tanto externa, situações cujo controle não depende unicamente de uma pessoa, assim como ter origem interna, como características pessoais e qualidade de vida. "É fundamental que a pessoa fique atenta para não se submeter a essas pressões", afirma José Roberto Leite.


Diferença entre cansaço e exaustão


É comum dizer que estamos exaustos depois de um dia de esforço, seja físico ou mental. Porém, em geral, a verdade é que estamos cansados. Isso porque cansaço é caracterizado por um esgotamento momentâneo, eliminado de forma simples e instintiva, com boas horas de sono e atividades relaxantes. Já na exaustão, o desgaste é bem maior, na medida em que é constante, podendo ser eliminado apenas momentaneamente, de acordo com as distrações que cada um procura. Mas, a exaustão, só pode, na maioria das vezes, ser resolvida através de tratamentos e auxílio médico.


Segundo José Roberto, é possível identificar quando alguém passou de um estado de cansaço normal, para entrar em um processo de estresse. As próprias mudanças comportamentais, como excesso de pensamentos repetitivos e negativos, perda de interesse pelas coisas, falta de apetite, ansiedade, sensação de desamparo, irão indicar essa diferença. É importante também que familiares e amigos fiquem mais atentos ao notar qualquer alteração nesse sentido.


Situação sob controle


Como todos estamos expostos e não sabemos se (e quando) poderemos entrar em um estado típico de estresse, o ideal é nos forçar a adquirir hábitos que costumam deixar mais leve o nosso corpo e mente e ainda, liberam a nossa atenção para situações mais prazerosas. "Cuidados gerais com a saúde, exercícios de relaxamento e respiração, práticas meditativas, exercícios físicos regulares, alimentação equilibrada, dedicação ao lazer, tudo isso, aliado a um suporte familiar e social contribui e muito para amenizar as tensões do dia a dia e auxiliar a contorná-las", explica o especialista da Unifesp.


Por Andressa Basilio


Fonte: Porta da EF - 19.10.10

domingo, 17 de outubro de 2010

Estresse e dores nas costas estão fortemente ligados


Musculatura sensível à hormônios como o cortisol pode ser facilmente afetada


Existe uma forte conexão entre o estresse e as dores nas costas. O estresse causa a liberação de hormônios que aumentam a percepção da dor, como o cortisol e o adrenocorticotrópico (ACTH).


Os hormônios do estresse também causam tensão muscular. Os músculos podem ser tão tensionados ao ponto de levar a um doloroso quadro de espasmo muscular. Os músculos das costas e do pescoço são particularmente mais sensíveis aos efeitos do estresse.


A tensão muscular reduz a circulação sanguínea para os tecidos, desta maneira, reduz a quantidade de oxigênio e nutrientes que deveriam chegar até para eles. A circulação adequada é necessária para liberar resíduos ácidos (bioprodutos da atividade muscular) dos tecidos. O acúmulo deles nos tecidos pode causar fadiga e dor, além de dificultar o processo de cura do organismo.


Uma pessoa com problemas nas costas, como por exemplo, a cicatriz de uma lesão antiga ou com alterações degenerativas da coluna devido ao envelhecimento, pode observar os efeitos do estresse pela dor nas costas, ainda mais do que alguém com as costas saudáveis.


A menor tensão muscular pode ser a "gota dagua". Por exemplo, se os nervos espinhais forem restringidos por tecido cicatricial ou por depósitos de cálcio, podem levar a uma tensão muscular mínima, que comprime os nervos e causam dor. Outro exemplo, é a dor ciática, que pode tornar-se muito maior quando a pessoa se sente estressada.


Sem a devida atenção, um ciclo vicioso para o estresse e para a dor nas costas pode ser facilmente iniciado: O estresse causa tensão muscular nas costas, levando à dor, que por sua vez aumenta a tensão muscular e pode aumentar ainda mais o estresse.


Quando alguém está sob efeito do estresse, suas costas se tornam menos capazes de tolerar até mesmo a uma leve atividade. Ele faz com que os músculos se tencionem, deixando-os vulneráveis a lesões. Com este quadro, o simples ato de levantar uma caixa leve, por exemplo, pode se tornar quase impossível.


Reduzindo o estresse


Aliviar o estresse pode reduzir a dor que é agravada ou causada pela tensão muscular. Além disso, gerenciá-lo continuamente também pode ajudar a prevenir a aparição das dores nas costas.


Terapias como osteopatia, acupuntura e massagens terapêuticas, como o Shiatsu, são muito benéficas para o relaxamento muscular. Elas trabalham o corpo de forma holística, ou seja, reequilibram a circulação e o corpo como um todo, levando ao alivio das condições provocadas pelo estresse. Quando realizadas regularmente podem ajudar no controle do estresse e da dor nas costas.


Exercite-se


O controle do estresse é um processo contínuo - como fortalecer os músculos através de exercícios. Portanto, o alívio pode vir através deles. O Pilates reune movimentos que aumentam a força e a flexibilidade, ao utilizar técnicas de respiração para aliviar o estresse, proporcionando sensação de alívio e bem-estar.


O exercício aeróbico é outra forma particularmente eficaz para aliviar o estresse, pois queima os hormônios que o causam e aumenta a produção corporal de endorfinas - substâncias químicas que são naturalmente secretadas para aliviar a dor e melhorar o humor. Além disso, exercícios simples de alongamento também podem aliviar o estresse e relaxar os músculos tensos.


Manter a forma através do exercício e o controle de estresse são importantes no tratamento e prevenção de dores nas costas.