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sábado, 20 de fevereiro de 2010

Exercício após os 40 anos...


A vida tem início aos 40 anos? No que diz respeito à prática de atividades físicas, para muitas pessoas, o ditado popular não poderia ser mais verdadeiro. O foco na carreira e na família frequentemente é usado como justificativa para a demora em encarar as academias, mas ainda há esperança para quem quer recuperar o tempo perdido e prestar mais atenção à saúde. Pelo menos, essa é a proposta de A Vida Começa aos 40 (Editora Leya), livro do professor, preparador físico e personal trainer José Alexandre Filho.

Quatro meses para reconquistar o físico perdido após anos e anos de sedentarismo pode parecer uma verdadeira missão impossível em um primeiro momento, mas nada que uma boa dose de determinação não resolva. José Alexandre propõe uma rotina de treinos dividida em cinco fases, cuja intensidade aumenta com o tempo.

— O programa foi montado para pessoas comuns. O Daniel (voluntário usado pelo personal trainer para testar o programa) ia para a academia quatro vezes por semana, durante duas horas por dia. Ao final do teste, o aluno-modelo perdeu 11 quilos de gordura, ganhou seis quilos de massa muscular e baixou sua gordura corporal de 23,29% para 11,93%.

Além de se movimentar, José Alexandre frisa que adotar uma alimentação balanceada e mudar o estilo de vida — ao menos temporariamente — são essenciais para garantir o sucesso da empreitada. Segundo ele, até o modo como a pessoa lida com o próprio círculo de amizades precisa ser repensado, uma vez que é comum amigos e familiares boicotarem o programa alheio.

— As pessoas acham difícil porque não têm disciplina para investir. Isso até verem os resultados. É preciso quebrar o paradigma de que perder a barriga não é coisa de homem. É mais fácil tomar cerveja com os amigos do que ir treinar.

Fonte: Blog do Vida - 13.02.10

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Ficar sentado por muito tempo é ruim para a saúde


Estudos mostram que a inatividade é perigosa mesmo para as pessoas que praticam exercícios



Dois estudos jogam um banho de água fria naqueles que curtem passar horas sentados em frente à TV ou ao computador. O primeiro, publicado na revista Circulation: Journal of the American Heart Association, revelou que a cada hora que gastamos assistindo TV os riscos de morrer de um acidente cardiovascular aumenta 18% e de falecer por qualquer outra causa, 11%.


A ligação entre ver TV e morrer de uma doença cardíaca existe não apenas entre aqueles que são obesos e estão acima do peso, mas mesmo entre pessoas que se exercitam e mantêm um peso considerado dentro dos parâmetros normais.


A segunda pesquisa vem da Suécia. Publicada na edição online do British Journal of Sports Medicine, ela afirma que, independentemente de você malhar ou não, as chances de desenvolver diabetes crescem muito com a inatividade, ou seja, passar longos momentos com o bumbum grudado na cadeira.


Os dados mostraram que os riscos de ter síndrome metabólica, um conjunto de sintomas que podem levar ao diabetes, subiram 26% a cada hora extra que mulheres gastaram na frente da TV, independentemente de elas se exercitarem ou não.


Os pesquisadores, do Instituto Karonlinska, afirmam que a única maneira de minimizar esses efeitos é reduzir o tempo que passamos inativos, ou seja, sem atividade muscular. Eles sugerem algumas poucas mudanças no dia a dia, como subir as escadas ou invés de pegar o elevador ou andar no escritório por alguns minutos durante o dia.


Fonte: Revista SportLife - 04.02.10

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Malhação cerebral


Mais um benefício a comemorar: correr melhora a capacidade de guardar memórias, essencial no processo de aprendizagem


Os benefícios à saúde oferecidos por corridas regulares já são velhos conhecidos. Entretanto, cientistas jamais compreenderam a curiosa capacidade do exercício de aumentar o poder cerebral. Agora, pesquisadores creem ter encontrado a resposta. Neurocientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, em parceria com o Instituto Americano de Envelhecimento, em Maryland, demonstraram que correr estimula o cérebro a desenvolver massa cinzenta fresca, além de ter grande impacto na habilidade mental.


Em um experimento com ratos ativos e sedentários, poucos dias de corrida levaram ao crescimento de centenas de milhares de novas células cerebrais, que aumentaram a capacidade de reter memórias sem confundi-las, habilidade crucial para o aprendizado e outras tarefas cognitivas. Os novos neurônios apareceram em uma região ligada à formação e à recordação de memórias. O trabalho revela a razão pela qual corridas e demais exercícios aeróbicos melhoram a memória e o aprendizado, e potencialmente desaceleram a deterioração das capacidades mentais, fato comum com o avanço da idade.


– Sabemos que exercícios podem ser bons para um cérebro saudável, mas esse trabalho explica o mecanismo do efeito – afirma Timothy Bussey, neurocientista comportamental e autor do estudo.


A pesquisa sugere que os exercícios têm papel vital na manutenção do cérebro ao encorajar o crescimento de novos neurônios. Estudos anteriores mostram que a “neurogênese” é limitada nas pessoas que sofrem de depressão, mas que a situação pode melhorar com a prática esportiva regular. Alguns antidepressivos funcionam como estimulantes para o crescimento de novas células nervosas.


Cientistas não sabem exatamente por que a atividade física dispara o crescimento da massa cinzenta, mas o processo pode estar ligado à maior circulação de sangue ou a níveis mais altos de hormônios liberados com o esforço. Praticantes também reduzem o estresse, condição que inibe o nascimento de novas células, por meio do hormônio cortisol.


Fonte: Caderno Vida - ZH - 06.02.10