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domingo, 3 de junho de 2012

10 fatores que influenciam na balança

Seu coração dispara toda vez que se pesa? Calma! Existem vários motivos que alteram as medidas na balança. 
Antes de achar que a dieta não vale a pena, é preciso compreender que o organismo oscila de peso ao longo do dia e, às vezes, provoca um acréscimo de até 2 kg. A retenção de líquidos, a prisão de ventre e os hormônios podem interferir no resultado. "Para evitar frustrações, o ideal é se pesar a cada 15 dias", sugere o endocrinologista e nutrólogo João César Soares. Veja quais são os fatores que contam na balança. A culpa nem sempre é do que você coloca no prato!
1. A TPM, um rebuliço hormonal
Se você está naqueles dias, é possível que seu peso aumente de uma hora para a outra. "A mulher pode ganhar até 2 kg durante essa fase. Isso porque a progesterona, hormônio feminino, age nos rins, inibindo a eliminação de sódio e provocando o inchaço", diz João César. Estudos mostram que 92% das mulheres manifestam sintomas pré-menstruais e, dessas, 30% apresentam retenção de líquidos. Como durante essa fase o nível de serotonina está mais baixo, bate aquela ansiedade e com ela a vontade incontrolável de comer. Daí, o ponteiro da balança sobe mais um pouco...
2. A terrível retenção de líquidos
"Cerca de 60% do peso corporal é composto de água. Qualquer variação nesse número faz a pessoa sentir-se inchada", conta o chefe da disciplina de clínica médica da Unifesp, Paulo Olzon Monteiro da Silva. Em situações normais, a quantidade de líquido do corpo é distribuída pelo sangue de forma equilibrada - processo conhecido como homeostase. "Entretanto, se houver alguma alteração e a água não for eliminada, ficará retida no organismo, causando edema e inchaço", explica a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional, em São Paulo. De modo a evitar o problema, tome no mínimo 2 litros de água por dia para auxiliar na eliminação das toxinas e evite o consumo de alimentos ricos em sódio. "um grama de sal pode reter até 200 ml de água", alerta o nutrólogo do Instituto de Metabolismo e Nutrição, Celso Cukier, em São Paulo. "Para voltar à normalidade e expelir o excesso, o organismo leva até 3 dias." Leia-se alguns quilos a mais, pelo menos por esse período.
3. O ganho de massa magra
Na musculação há o ganho da massa magra e redução de gordura. "É comum a pessoa pesar-se e ficar preocupada ao notar que houve aumento de peso", fala o ortopedista e diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, Arnaldo José Hernandez. Mas isso é normal, já que o músculo é denso e pesa mais do que a gordura! "Se você perder 3 kg de gordura e ganhar 3 kg de massa magra, mesmo sem a alteração de peso, notará que as suas roupas ficarão mais largas. Isso porque a área ocupada pela massa magra é menor do que a ocupada pela gordura", explica o coordenador da Academia Bodytech, Bruno Franco, de São Paulo. "Não se preocupe apenas com o número indicado na balança. Fique atenta, também, à relação entre massa gorda e massa magra na composição corporal", aconselha a nutricionista da Equilibrium Consultoria em Saúde e Nutrição, Cynthia Antonaccio, de São Paulo.
4. O horário em que se pesa
A hora que você sobe na balança tem influência sobre o peso corporal por causa da ação da gravidade. Após um dia inteiro trabalhando em pé ou sentada, os líquidos corporais, que deveriam circular pelo corpo através da corrente sanguínea, acabam se acumulando nos membros inferiores. É por isso que no final do dia as pernas ficam inchadas. "Ao deitar, esse líquido é absorvido para dentro dos vasos sanguíneos, filtrado nos rins e eliminado na urina, pela manhã. Por isso, algumas pessoas têm a sensação de que emagreceram durante a noite", conta Roseli. Segundo ela, o ideal é se pesar sempre no mesmo horário, de preferência pela manhã, em jejum, após ter ido ao banheiro.
5. Bexiga cheia
Beber água ajuda na perda de peso e promove uma verdadeira faxina no organismo, eliminando toxinas e auxiliando no bom funcionamento do intestino. Mas para evitar um susto, não suba na balança logo depois de tomar um copão de água! "Para se ter uma ideia, meio litro de água corresponde a meio quilo a mais na balança!", alerta Paulo Olzon.
6. Roupas e sapatos pesados
Na hora de subir na balança, livre-se do peso extra. Por isso, se você se pesa em casa, fique pelada mesmo. Mas se você está costumada a pesar-se em farmácia, por exemplo, tire ao menos os sapatos e blusas a mais. 7. O tipo de balança
Procure se pesar sempre na mesma balança, assim, você poderá acompanhar corretamente qualquer alteração. Mas lembre-se de que as balanças caseiras não são muito precisas. "A mecânica tem uma faixa de erro de 5% para mais. Já a digital tem margem de erro menor, cerca de 2%", alerta a nutricionista funcional do CattelSpa, Paula Gandin, de São Paulo. E ela ainda lembra: quando você se curva para enxergar a marcação, pode alterar o resultado. Fique ligada!
8. intestino preguiçoso
Depois que comemos, inicia-se o processo de digestão, absorção e por fim a eliminação dos resíduos que não foram aproveitados pelo organismo. "Se houver um comprometimento em alguma dessas etapas, levando à retenção das fezes, haverá um aumento de peso proporcional - em média de 100 a 300 gramas - podendo variar dependendo da quantidade de material não absorvível", explica Roseli. 9. Excesso de suor
Tem gente que se pesa depois da aula de aeróbica e dá pulos de alegria porque o ponteiro da balança abaixou. A diferença pode chegar a mais de 1 kg! Pura ilusão! "Especialistas do American College of Sports Medicine (ACSM) e National Athletic Trainers Association (NATA) afirmam que a diferença no peso antes e depois do exercício é resultado apenas da eliminação de água e sais minerais através do suor", conta a avaliadora física e personal da Cia Athlética, Amanda Costa, de São Paulo. Mas não se engane: a queima de calorias não é diretamente proporcional à quantidade de suor. É preciso esperar alguns dias para saber se você realmente afinou!
10. Estômago satisfeito
Se você acabou de comer, todo o peso do alimento ingerido vai se refletir na balança. Isso mesmo! "Por isso, se consumiu meio quilo de comida, terá meio quilo a mais no peso!", avisa João César. "Para evitar sustos e aborrecimentos, procure se pesar sempre em jejum, pela manhã", aconselha Roseli.
Osso pesa, viu?
Ossos largos ou estreitos, assim como a altura, também afetam o peso na balança. "Cerca de 60% do peso corporal é composto por água, enquanto o restante é dividido entre massa magra, massa óssea e gordura", explica o ortopedista Ricardo Cury, professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. A genética, a etnia, a prática de exercícios e idade também influenciam na estrutura óssea. Existem 3 biótipos físicos:
> Mesomorfo: Pessoas com esse tipo de estrutura corporal tendem a ter uma maior definição muscular e uma estrutura óssea mais larga. Ganham massa muscular com facilidade e como têm o metabolismo acelerado, perdem peso rapidamente.
> Endomorfo: Parecem mais robustos, dando muitas vezes a ilusão de que grande parte da massa se concentra na região abdominal. Já os membros superiores e inferiores são curtos no comprimento e na largura. Têm as mãos e os pés relativamente pequenos, engordam com facilidade e apresentam quadris largos e coxas bastante volumosas.
> Ectomorfo: Tendem a ter um aspecto frágil e delicado, com membros superiores e inferiores longos. Os ossos são leves, os pulsos são firmes e apresentam pouca massa muscular.

Fonte:Revista Shape 30/5/2012

domingo, 20 de maio de 2012

Programas personalizados de treinamento funcional viram tendência nas academias

Apesar de gastar menos com infraestrutura, investimento do gestor está na capacitação de profissionais especializados em treinamento funcional

O conceito do treino funcional é uma preparação física com o objetivo de aprimorar os movimentos dos praticantes. O treino é a melhor alternativa para gerar saúde e bem-estar, ganhar massa muscular, perder peso, obter performance, ficar mais disposto nas atividades, de maneira mais específica e eficiente.

A solução de muitas academias para oferecer um produto diferenciado no novo mercado são os programas personalizados de treinamento funcional. Os programas visam à construção do corpo de maneira a aprimorar a capacidade física. A Academia Triathon, localizada em São Paulo e com mais de 2.500 alunos, aperfeiçoou seu método de trabalho com o PET – Programa de Exercícios Triathon. O programa, desenvolvido pela equipe de professores da academia, sob a supervisão técnica do Professor Mauro Guiselini, mestre em Educação Física – é um programa de orientação individualizada, customizado de acordo com as necessidades e ansiedades de cada aluno. "A proposta do PET é que o aluno alcance suas metas de maneira equilibrada e consciente, visando à construção do corpo e a uma melhora global”, ressalta Patricia Pirozzi, diretora executiva da Academia Triathon, acrescentando que “ele aprende a obter resultados através do desenvolvimento e aprimoramento equilibrado das capacidades físicas: resistência cardiorrespiratória, resistência muscular, força, flexibilidade, velocidade, agilidade, potência, coordenação, equilíbrio, precisão”.

O treinamento funcional está sendo introduzido nas academias e conquista cada vez mais gestores, professores e alunos com uma forma divertida, lúdica e dinâmica de treinar. “O Treinamento funcional é presente, já está 12 anos no mercado, a gente que às vezes vive no passado. As variedades de movimentos é o que mais intensifica a procura pelo treino, já que é voltado para o bem-estar, para a estética, para atletas, entre outros”, afirma Tonon. No método, o peso do próprio corpo é o principal equipamento. Existem alguns acessórios que são utilizados nas aulas e que auxiliam no aprimoramento dos movimentos do indivíduo, como elásticos, bolas e discos de equilíbrio. Além dos acessórios clássicos, há circuitos em que o aluno corre, pula em camas elásticas, salta obstáculos, desvia de cones, entre outras atividades aeróbicas. “O treinamento funcional está virando uma grande tendência e o principal motivo é a experiência de treino fornecida ao aluno. Os alunos se interessam cada vez mais, pois consideram o treinamento funcional mais maleável e divertido que o treino tradicional”, afirma Luciano D’Elia, criador do Core 360º e precursor do treinamento funcional no Brasil.

Os alunos de treinamento funcional estão propícios a terem um corpo mais equilibrado, forte e veloz dos que os praticantes de musculação. Os padrões de movimentos do treino funcional envolvem muito mais músculos que uma série de musculação. Os treinamentos funcionais movimentam grande parte do corpo de forma integrada, enquanto a musculação trabalha algumas partes isoladamente. “No treinamento tradicional, o aluno ganha força, porém pouca ou nenhuma agilidade e flexibilidade. Ele pode até atingir seu objetivo, porém tem o condicionamento físico comprometido”, explica Patricia Pirozzi.
Capacitação dos professores em Treinamento Funcional


A gestão de um treinamento funcional precisa ser diferente já que é uma ferramenta que trabalha com os mais diferentes perfis de alunos, sendo eles, crianças, idosos, atletas amadores, entre outros. Ao contrário dos programas de padronização de aulas, que limitam a criatividade dos profissionais de Educação Física, é necessário explorar diversos movimentos e atividades quando se trata de um treino funcional. O ideal são cursos de capacitação, que “inclui técnicas de avaliação e de prescrição dos exercícios corretivos”, diz explica Mauro Guiselini, diretor do Instituto Mauro Guiselini e criador do M.E.T. - Multifuncional Exercise Training.

Para D’Elia são dois tipos de investimento ao se trabalhar com treinamento funcional. “Você tem dois lados na questão do investimento, pois você gasta menos em infraestrutura, já que os aparelhos são mais baratos, porém investe mais na capacitação do profissional”, conclui.

Portal da EF - Maio/2012

domingo, 13 de maio de 2012

Prazer, meu nome é CORE

Você já ouviu a palavra CORE, relacionada a atividade física ou musculação? Core é o nome dado a diversos músculos localizados no seu tronco que, de forma conjunta estabilizam sua coluna, sua pelve e suas costas permitindo uma melhora na movimentação dos seus membros. A terminologia vem do inglês, onde “Core” significa algo como “centro”, “ponto central”.

Quando falamos em treinamento físico, as pessoas costumam pensar sempre em pernas, glúteos ou braços. Pois saibam que treinar e fortalecer e região do Core é fundamental, até mesmo de forma complementar para qualquer exercício para outra parte do corpo, já que usamos a região de forma complementar para quase todos os movimentos, direta ou indiretamente.

O fortalecimento do Core melhora o rendimento do corpo como um todo e atenua uma série de problemas como, por exemplo, dores nas costas ou até mesmo uma barriguinha saliente fruto de má postura. Estudos comprovam melhoras até mesmo no rendimento de atletas profissionais que investiram no fortalecimento desta região. Não é frescura nem preciosismo, fortalecer a região do Core vai melhorar seu rendimento em qualquer atividade.

Mas, ao contrário do que muitos imaginam, para trabalhar a região do Core não bastam abdominais. A musculatura abdominal é apenas uma parcela do Core, que vai da pelve até o pescoço. E mesmo para quem apenas pretende fortalecimento dos músculos abdominais, saiba que também é necessário fortalecer a região do Core, pois os músculos abdominais não são independentes, estão interligados a uma série de outros músculos e para seu completo fortalecimento é indispensável fortalecer o entorno.

Não é raro ver alunos de musculação treinando de forma contínua e disciplinada membros e esquecendo do Core, parte fundamental do corpo que sustenta todo o resto. Membros fortalecidos em um Core não fortalecido podem gerar um desequilíbrio no corpo e até mesmo algum tipo de lesão. Equilíbrio é fundamental.

Invista no treinamento do Core o mesmo tempo e esforço que você investe para braços, pernas ou glúteos: pelo menos um exercício para cada grupamento muscular. A importância é tanta que algumas academias até oferecem uma aula específica para a área: Core 360, aula que ministro. Os benefícios de fortalecer esta região são inúmeros, não raro o aluno consegue até mais força para realizar os outros exercícios sobretudo dos membros, pois uma base bem equilibrada e forte permite exercícios mais pesados em todo o corpo. Então, até mesmo para você que está de olho na estética, na hipertrofia muscular, fortalecer a região do Core pode significar um salto qualitativo no seu treino.

Faça o teste e invista no fortalecimento da região do Core. Em pouco tempo você vai sentir os resultados em questão de semanas: melhora no equilíbrio, maior definição abdominal, coluna alinhada e protegida e ganho de força nos demais exercícios.

Fonte: o Personal