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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Corrida de manhã ou à noite? Compare e escolha!

Entenda como temperatura, umidade e poluição afetam seu desempenho

A corrida é um dos esportes mais populares da atualidade - não exige grandes investimentos e ainda pode ser feita em qualquer lugar a qualquer hora. O que nem todo mundo sabe é que cada período do dia oferece vantagens e desvantagens que podem afetar o desempenho do praticante. A umidade do ar, a concentração da poluição e até mesmo a temperatura são fatores que devem ser levados em conta na hora de definir um horário para incluir o esporte na rotina.
Temperatura

Manhã:
Os primeiros horários da manhã costumam ser os de temperatura mais amena e, portanto, os mais recomendados para correr. O calor excessivo a partir das 10 horas causa maior desgaste físico e pode levar ao hiperaquecimento corporal, ocasionando queda da pressão arterial e até desmaio.

Noite: sem sol, esse período do dia geralmente é mais frio. Porém, o ar gelado costuma deixar os músculos mais contraídos, sendo necessário, portanto, um alongamento ou um aquecimento caprichado antes de começar a corrida.
 Umidade

Manhã:
procure horários do dia em que a umidade do ar esteja razoável, pois, quando está baixa, pode afetar o desempenho do corredor, principalmente se ele sofrer de problemas respiratórios, como a rinite. "O ar seco precisa ser umedecido pelas vias aéreas nasais, podendo causar irritação, o que prejudica a
respiração do atleta", explica a cardiologista e médica do esporte Silvana Vertematti, do Hospital Edmundo Vasconcelos.

Noite: como o oxigênio é um dos combustíveis que permitem a prática de exercícios, a pessoa pode perder o ritmo se a respiração estiver prejudicada. À noite, a umidade do ar também pode estar baixa. Por isso, procure escolher treinar após uma chuva no fim da tarde, por exemplo.
Poluição

Manhã:
a cardiologista especializada em medicina do esporte Isa Bragança, da CardioMex, sugere correr no período da manhã para ficar menos exposto à poluição, já que a movimentação de carros é menor na madrugada. "No período da noite, o ar estará carregado de poluentes de carros, motos e caminhões, o que pode atrapalhar a respiração de quem está treinando", afirma.

Noite: nesse período, o ar fica carregado de gás carbônico e pobre em oxigênio. A alta concentração de poluentes pode desencadear acessos de tosse, irritação nasal e até uma dor de cabeça. Segundo a cardiologista, é melhor optar por sábados e domingos, que costumam ser menos poluídos do que os dias de semana.
Perigos

Manhã: Correr na rua é extremamente perigoso seja de manhã ou de noite pela falta de respeito dos motoristas. Mesmo assim, o dia oferece uma vantagem: Você consegue ver obstáculos com mais clareza e ser visto mais facilmente por quem está dirigindo.

Noite: a menor visibilidade aumenta o risco de acidentes. O mais indicado é optar por parques ou praças que tenham piso liso e que sejam bem iluminados. Mas se tiver praças e parques perto da sua casa, opte por usar roupas de cores chamativas para que os motoristas possam te ver, como laranja, verde ou amarelo fluorescentes.
Roupa

Manhã: "O ideal é usar roupas claras, que absorvem menos calor", recomenda a cardiologista Isa Bragança. Ela também recomenda abusar do filtro solar e usar acessórios como óculos de sol e boné nas primeiras horas do dia.

Noite: não há qualquer restrição de cor, segundo a cardiologista. Mas fique atento ao tipo de vestuário - e isso vale para o período da manhã também. Usar peças muito justas e pouco elásticas, por exemplo, impede uma boa movimentação.
Alimentação

Manhã:
grande parte das pessoas que pratica
exercícios pela manhã parte para o trabalho em seguida, o que exige tempo cronometrado para cada atividade. Com disciplina, entretanto, é possível seguir a agenda sem problemas. O problema surge quando o atleta acorda um pouco mais tarde e decide pular o café da manhã para não atrasar o cronograma. "Seu corpo gasta energia até mesmo enquanto você dorme e, por isso, precisará de nutrientes ao despertar", alerta Silvana Vertematti.

Noite: quem não consegue seguir os horários da manhã à risca pode obter mais vantagens ao correr à noite. O treino provavelmente será depois do expediente e, com isso, haverá tempo de sobra para planejar a alimentação adequada.
Relógio biológico

Manhã: não adianta. Algumas pessoas simplesmente não funcionam no período da manhã. Segundo Isa Bragança, o relógio biológico individual deve ser levado em conta no momento de definir o horário da corrida. "Para algumas pessoas o parece dobrado se feito de manhã", brinca. Neste caso, prefira correr à noite, quando sua concentração é maior e seu desempenho certamente será melhor.

Noite: Se você é do tipo que não consegue dormir cedo e costuma ser mais ativo no período noturno, então provavelmente seu rendimento na corrida também será maior de noite. Mas fique atento a sua rotina. Chegar em casa exausto todos os dias desestimula prática do exercício nesse período.
Fonte:Portal Minha Vida 6/3/2013

domingo, 21 de abril de 2013

Correr ou não resfriado? Médico diz que repouso é o ideal para melhorar

Nariz escorrendo, falta de disposição e dores pelo corpo estão entre os sintomas que acometem muitos corredores a cada mudança de estação.

Foi dada a largada para a temporada de resfriados. Basta mudar a estação para aparecerem as vítimas. Há quem não se renda e mantenha a rotina de exercícios mesmo assim. Nariz escorrendo, falta de disposição e dor no corpo. Mas será que correr é mesmo o melhor remédio?

- Você é um atleta, tem o seu planejamento e acorda cedo para treinar. Mas vê que está espirrando e pensa: corro ou fico deitado na cama? Muitas vezes é uma reação alérgica, uma rinite e isso não atrapalha. Mas, às vezes, pode ser o início de algo sério - disse o Dr. Cláudio Soares.

O médico conta que a pessoa que pratica os exercícios de forma regular está sempre estimulando o seu sistema imunológico. Ainda assim, não pode cometer exageros.

- Se o indivíduo faz exercícios demais, ele deprime o seu sistema. Se não é um atleta de competição, o ideal é descansar por um ou dois dias para poder melhorar - frisou.

De acordo com o médico, os sintomas que acometem os atletas são pressão no rosto, nariz escorrendo e as dores pelo corpo.

- Existe uma regra simples. Em geral, o que é acima do pescoço não é complicado. Se estiver com o corpo doendo e se sentindo mal, é algo mais sério. O indivíduo que tem um quadro de febre não deve se exercitar - finalizou.


Fonte: Portal da EF - 19.04.13

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Palpitações, acelerações, taquicardias, falhas dos batimentos...

Assustam, preocupam, fragilizam e dão sensação de algo ruim acontecendo. Muitas pessoas as descrevem como uma sensação de vazio na boca do estômago com um nó na garganta ou uma horrível aceleração no peito! O que é isso? Bom, todos esses adjetivos servem para definir uma crise de arritmia cardíaca, nome geral de qualquer falha ou irregularidade dos batimentos cardíacos.

O ritmo cardíaco regular varia de 40 a 50 batimentos por minuto nos atletas/esportistas muito bem condicionados, até 100 por minuto mesmo num indivíduo descansando. Em média o ser humano normal tem seus batimentos ao redor de 80 por minuto. Numa emoção violenta ou durante um exercício físico, a frequência cardíaca pode subir instantaneamente de 70/80 para 100/120 sem que isso necessariamente signifique doença. Identificamos isto como crise de taquicardia ou aceleração emocional de curta duração. Se durante seu treino, você vinha mantendo sua pulsação na faixa de 140/150 e de repente você sente o seu frequencímetro "pular" para 180/200 sem motivo aparente, está ocorrendo uma taquicardia ou aceleração do coração, de causa a ser esclarecida. Imediatamente devemos procurar um Pronto Socorro, para se possível, registrar essa arritmia pelo eletrocardiograma, uma das poucas maneiras de chegarmos ao diagnostico médico.

Outra arritmia comum em quem pratica exercícios regulares a muito tempo são as extrassístoles ou falhas no batimento cardíaco. Mesmo frequentes (quando contamos mais de 2000 falhas em 24 horas pelo exame HOLTER, exame que usa um gravador contínuo do eletrocardiograma), na maioria das vezes elas têm um caráter benigno. Evidente que só o especialista poderá definir o diagnóstico e a possível conduta e evolução.

Dependendo do tipo de arritmia, da sua causa cardíaca e da sua repercussão na saúde, é que será decidido o melhor tratamento, que poderá ser clínico - apenas com medicação - ou por meio de uma intervenção com cateter cuja ponta emite radiofrequência como uma espécie de "cauterização" do foco da arritmia no coração. A esse procedimento chamamos de Ablação. No período do diagnóstico e tratamento muitas vezes é necessário afastamento das atividades físicas.

Tudo isso serve para concluirmos que arritmias existem com certa frequência em praticantes de exercícios e esportes e seu risco de vida é baixo e variável, pois o diagnóstico exato e a eficiência dos tratamentos facilitam sua cura.

Fonte: Proximus - 14.04.13