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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

SEUS HORMÔNIOS ESTÃO LHE TIRANDO DO SÉRIO? EXERCITE-SE!


Os hormônios ovarianos têm papel primordial no controle do metabolismo hepático. Pesquisas sugerem que a prática de exercícios físicos são uma ótima alternativa à reposição hormonal, prevenindo o quadro do fígado gorduroso, um dos sintomas característicos da menopausa. Saiba mais sobre este estudo aqui.


A menopausa é caracterizada pela redução drástica na produção dos hormônios estrógeno e progesterona pelos ovários. Não é uma doença, é apenas um estágio na vida da mulher. A principal característica da menopausa é a parada das menstruações. No entanto em muitas mulheres, ela se anuncia por irregularidades no ciclo menstrual como: menstruações menos ou mais frequentes, hemorragias ou sangue escasso. Não existe idade predeterminada para a menopausa. Geralmente ocorre entre os 45 e os 55 anos, mas também pode ocorrer a partir dos 40 anos sem que isto seja um problema (Pérez-López et al 2009).



Os hormônios ovarianos têm papel primordial no controle do metabolismo lipídico hepático. Esses hormônios modulam o empacotamento, exportação e oxidação de lipídios no fígado. A sua ausência ocasiona em muitos casos o quadro do fígado gorduroso. Frequentemente, mulheres em menopausa fazem reposição hormonal para amenizar os diferentes efeitos colaterais decorrentes da queda dos hormônios. No entanto, tal reposição é custosa e pode trazer alguns desconfortos, além de aumentar a probabilidade de desenvolvimento de algum tipo de tumor (Bluming e Tavris 2009).


Digno de nota, o grupo do Prof. Dr. Jean Marc Lavoie (Department of Kinesiology, University of Montreal) vem desenvolvendo pesquisas com ratas ovarectomizadas (modelo animal que simula o estado da menopausa em mulheres) com o intuito de explorar os exatos mecanismos da queda dos hormônios ovarianos e sua relação com o acúmulo de gordura no fígado. Seus estudos exploram em especial o metabolismo lipídico hepático (quadro do fígado gorduroso) associando-o à reposição de estrógeno, ou aplicação do protocolo de treinamento aeróbio e a associação de ambos os tratamentos (reposição de estrógeno mais treinamento aeróbio). Seus resultados demonstram que a reposição hormonal assim como a aplicação do protocolo de treinamento aeróbio durante oito semanas previne o acúmulo de gordura no fígado das ratas “menopausadas”. Porém, nenhum efeito aditivo foi encontrado nas ratas treinadas que tiveram reposição hormonal.


Em poucas palavras, a realização do exercício aeróbio de maneira crônica é tão eficiente quanto a reposição hormonal no que diz respeito à prevenção do quadro do fígado gorduroso. Não podemos esquecer que a terapia da reposição hormonal tem custo elevado e ainda pode aumentar as chances de surgimento de tumores.



Fonte: Proximus Tecnologia - Autor: Fábio Santos Lira - Mestre em Biologia Celular (ICB-USP)Doutorando em Fisiologia da Nutrição (UNIFESP)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Conheça os dez maiores mitos dos exercícios físicos


Muita gente acha que malhar com agasalhos ajuda a emagrecer, mas especialistas discordam.

O Assunto a seguir veio na hora certa... No sábado escutei na rádio Gaúcha AM e hoje saiu no jornal ZH (pg 40) que o jogador do Inter, Guiñazu foi correr de AGASALHO e desmaiou. O argentino obviamente não acatou a ordem de seu preparador físico. Isso acontece MUITO com pessoas que querem emagrecer, pois se iludem que suando mais estão perdendo gordura. Isso não ocorre, o que ocorre é desidratação (perda de líquido). Assim como esse MITO, há mais 9 para que vocês possam tirar suas dúvidas. A reportagem abaixo apareceu no fantástico de ontem...


Boa leitura... Ótimo 2010 pra todos!!!

Ah, se preferir, olhe o vídeo...

http://www.youtube.com/watch?v=IAfmbrLh1jY ou aí no blog...

Bjos... Lú

No calçadão, na areia, nas academias. Haja ginástica para fazer bonito no verão. Mas será que o povo está malhando certo? O Fantástico convidou o professor de educação física João Pedro Werneck, especialista em fisiologia do exercício, para desvendar os dez maiores mitos que confundem as pessoas na hora de malhar.

Mito 1: abdominal faz perder barriga

“É um mito em que toda mulher cai”, João Pedro Werneck, que é coordenador do Laboratório de Fisiologia do Exercício da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Na hora em que você está fazendo, questiona se é verdade. Como não custa nada, fazemos mais um pouquinho. Na dúvida, acho que pecamos pelo excesso”, diz a comerciária Regina Bastos.


Pecamos mesmo. E a explicação é simples. “A perda de gordura não acontece de forma local e sim no corpo inteiro”, diz João Pedro Werneck.


Quer dizer: o abdominal fortalece a musculatura, mas, sozinho, não queima a gordura localizada especificamente na barriga, aquela que todo mundo quer perder.


"A melhor estratégia seria combinar os abdominais com exercícios de corrida ou bicicleta, em que temos um gasto energético maior", ensina João Pedro Werneck.


Mito 2: quanto maior o suor, maior o emagrecimento

"Suar muito durante a atividade física significa que estamos perdendo muitas calorias?", pergunta a administradora Cássia de Oliveira.


"Não necessariamente. O emagrecimento que acontece com o suor representa apenas perda de água e não realmente de gordura", responde João Pedro Werneck.


Mito 3: malhar de roupa preta, com agasalhos ou debaixo de sol forte emagrece mais

“Vemos muito por aí o pessoal todo encasacado, achando que assim vai emagrecer mais rápido. E isso não é verdade”, aponta a professora Marcela Cardoso.


“Já ouvi dizer que correr no sol é bom”, diz o economista Antônio Coelho.


“Isso é um mito. Correr em ambientes com temperaturas muito altas pode diminuir o seu desempenho físico. Consequentemente, você vai gastar até menos caloria para fazer uma atividade física”, explica João Pedro Werneck.


Mito 4: suor libera toxinas do organismo

“Dizem por aí que o fato de suar durante a atividade física ajudaria a eliminar toxinas do seu organismo. Na verdade, isso é um mito. O suor é, basicamente, água e alguns sais minerais”, desmistifica João Pedro Werneck.


Mito 5: o exercício só funciona quando sentimos dor no dia seguinte

“Antigamente eu achava que malhar tinha que arder muito. Tinha que pegar muito pesado”, conta a artesã Maria Tereza San Martin.


“É muito comum as pessoas ingressarem em um programa de exercício físico, começarem a sentir algumas dores musculares ao longo das primeiras semanas e quando passam a não sentir mais essa dor acharem que o exercício já está ineficaz. Parar de sentir dor é normal. É uma adaptação do músculo ao exercício que você começou a fazer”, afirma João Pedro Werneck.


Mito 6: o exercício só começa a funcionar depois de meia hora

“São programados exercícios com mais de 20 a 30 minutos porque menos do que isso, em intensidades moderadas, o gasto energético em uma sessão de exercícios é muito pequeno”, comenta João Pedro Werneck. É pequeno, mas existe. “Quem acha que a partir do 30º minuto é que começa a ter uma queima de gordura e acha que os minutos anteriores foram inúteis deve perder essa ideia, porque esses 30 minutos iniciais foram fundamentais e induziram ao gasto energético”, completa João Pedro Werneck.


Mito 7: é melhor não fazer nada do que ser atleta de final de semana

“Não é verdade. Você deve introduzir atividade física na sua vida mesmo que isso seja pelo menos de final de semana. A única coisa que recomendamos é que isso não seja feito em excesso. O problema são 'outros' atletas de finais de semana que querem compensar a semana inteira fazendo até quatro horas de atividade física em um ou dois dias”, alerta João Pedro Werneck.


Mito 8: subir escadas é suficiente para queimar gordura localizada

“Me disseram um dia que subir escada ajudava a emagrecer. Eu tomei isso como uma verdade universal”, diz a produtora cultural Lílian Sapucahy.


“As pessoas acham que só o fato de abandonar o elevador e subir dois, três lances de escada, eventualmente, duas, três vezes por semana, vai levar ao emagrecimento”, diz João Pedro Werneck.


Não é bem assim. Subir escada vale como complemento a outras atividades físicas, feitas de maneira regular.


Mito 9: não se deve beber água durante o exercício

“O que acontece é o contrário. A desidratação durante a atividade física pode fazer o desempenho diminuir”, comenta João Pedro Werneck.


“Sempre que eu quiser, posso beber água?”, questiona a enfermeira Renata Ribeiro.


“Sempre quando sentir sede. A sede é um bom parâmetro para você se hidratar durante a atividade”, aconselha João Pedro Werneck.


Mito 10: malhar em jejum emagrece

“Eu não como nada. Acho que eu estou errada”, diz a empresária Maria do Nascimento. E está mesmo.


“As pessoas acham que malhar em jejum aumenta o emagrecimento. Na verdade, o jejum é perigoso. A baixa de glicose no sangue pode fazer você até desmaiar”, alerta João Pedro Werneck.


Então, nada de fazer exercício de barriga vazia e prefira alimentos leves.


Falando nisso, no nosso site, você encontra um especial sobre nutrição e atividade física.


“O que interessa mesmo para o emagrecimento é um balanço entre o que você come e o que você gasta de energia”, diz João Pedro Werneck.


Entre em forma com mais saúde!


Fonte: Fantástico - 10.01.10

sábado, 2 de janeiro de 2010

Banho de Sol - Reveja seus erros


Como mudar hábitos de risco para uma temporada ao sol mais saudável


O conhecimento dos malefícios do sol não foi acompanhado, conforme o esperado, da redução dos casos de câncer de pele. Pelo contrário, nas últimas décadas a escalada da incidência foi tão acentuada que este se tornou o tumor mais frequente na população, especialmente entre gaúchos e catarinenses.


Na última campanha da Sociedade Brasileira de Dermatologia, em dezembro, 10% das 2.490 pessoas que procuraram o atendimento gratuito no Rio Grande do Sul tinham lesões suspeitas e foram encaminhadas para avaliação médica. Esse percentual se mantém sem sinais de queda.


– Embora toda a informação sobre os riscos da exposição excessiva ao sol, a incidência de câncer de pele não vem diminuindo, o que épreocupante – avalia a coordenadora da campanha no Estado, a dermatologista Berenice Capra.

O gaúcho tem características que o tornam particularmente mais suscetível. A primeira delas é a descendência europeia. Pessoas de pele branca estão mais propensas a sofrer queimaduras solares, que estão na origem do câncer, porque têm uma menor proteção natural, conferida pela pigmentação da pele. A segunda é uma combinação de clima com comportamento. Até meados da década de 30, o chique era ter pele clara e cobrir o corpo o máximo possível, inclusive na praia. Em menos de 70 anos, o padrão de beleza se inverteu. O elegante é ficar bronzeado, e os trajes de banho se tornaram sumários. Os gaúchos acompanharam a tendência mundial, com uma desvantagem. O hábito de torrar no sol durante o verão e permanecer branco na maior parte do ano é mais prejudicial do que pequenas quantidades de sol diário de janeiro a dezembro.


– Cerca de 80% da radiação maléfica para a pele, a que envelhece, provoca câncer e manchas, são recebidos antes dos 20 anos. O câncer da pele aos 40 anos teve início lá na infância, é cumulativo – explica o dermatologista Lúcio Bakos.


Médicos contam hoje com equipamentos que examinam manchas e sinais suspeitos sem precisar de cirurgia. Mas eles não são os únicos aliados. A mulher é protagonista no combate à doença. Segundo o doutor em Dermatologia Humberto Antônio Ponzio, estudos revelam que é ela quem primeiro detecta um sinal do pior câncer de pele, o melanoma, em si própria, depois é o médico e, em terceiro lugar, o marido. Quando o sinal suspeito é no marido, a ordem de detecção é a mesma.


O Caderno Vida ouviu cinco dermatologistas e um cirurgião especializado em melanoma para saber quais os pecados que as pessoas mais cometem sob o sol – e como garantir a absolvição.


1 Usar pouco filtro solar porque provoca espinhas
Filtro solar pode dar espinha, sim. Uma pessoa sem acne pode até desenvolver o problema ao usar protetores. Mas isso somente ocorre nos casos em que o produto é contraindicado ao tipo de pele. Pessoas de pele oleosa não podem usar cremes ou loções gordurosos e devem apelar aos chamados oil free.


– O mais comum é a pessoa achar que tem a pele resistente quando não tem ou que tem a pele seca quando ela é normal. Esses erros levam não só a usar filtros errados como a expor a pele a queimaduras sem saber que elas jamais se bronzearão, como é o caso das pessoas ruivas – alerta Humberto Antônio Ponzio.


Uma consulta ao dermatologista é suficiente para tirar suas dúvidas. Em geral, os protetores que atendem aos tipos de pele específicos são mais caros que os destinados para a pele normal. Mas para ficar imune às espinhas e a eventuais alergias que possam surgir, sempre vale a pena gastar mais.


2 Pegar sol para melhorar a acne
É fato. O sol melhora o aspecto da acne do rosto porque simula um efeito bactericida, de secar a inflamação. Mas não se engane: a melhora é efêmera, e o problema piorará após a exposição.


– O sol provoca hiperqueratose, o espessamento das células mortas. O problema contribui com as causas da acne, aumentando o aparecimento das espinhas tempo depois de se expor ao sol – diz a dermatologista do Hospital Moinhos de Vento Márcia Donadussi.


Para quem tem espinhas nas costas, o efeito do bronzeado é sempre maléfico. Sérgio Celia, dermatologista do Hospital São Lucas da PUCRS, explica que secar a pele o sol aumenta sua espessura, o que causa o entupimento dos folículos e o agravamento da acne. Mas os efeitos podem ser amenizados se for respeitada a regra de se bronzear gradativamente, fora do horário das 11h às 16h e com filtro solar aplicado abundantemente a cada duas horas ou após o mergulho.


– Não há problema em se bronzear dessa forma. Sempre costumo dizer que o tamanho da sua sombra é o tamanho da sua proteção. Deve-se ir à praia quando a sombra está grande – recomenda Sérgio Celia.


3 Não acertar na escolha do protetor

Grande parte da população escolhe os filtros pelo fator de proteção solar (FPS), sigla que indica o grau de proteção aos raios ultravioletas do tipo B (UVB), o principal causador do câncer de pele e das queimaduras. Mas o FPS não é o único indicador de proteção. A radiação UVA, incidente sobre a terra do raiar ao pôr do sol, é igualmente nociva, o que obrigou a indústria farmacêutica a dotar os filtros com Persistent Pigment Darkening (PPD).


– O PPD deve ser um terço do FPS. Se o FPS é 30, o PPD deve ser 10 – diz a dermatologista Célia Kalil.Grande parte dos gaúchos, descendentes europeus, não pode usar filtro com FPS inferior a 30.


4 Reaplicar o filtro apenas no rosto

É comum proteger o rosto com filtro e esquecer do resto do corpo – ou não caprichar como deveria na aplicação.


– As pessoas acreditam que só o rosto merece proteção redobrada – diz o cirurgião Felice Riccardi, chefe do Núcleo de Melanoma do Hospital Santa Rita da Santa Casa.


O tipo mais agressivo de câncer de pele, o melanoma, aparece com mais frequência, nas mulheres, nas coxas. Nos homens, é no dorso. A aplicação deve ser generosa em todo o corpo, sem esquecer das mãos, dos pés e das orelhas. Um adulto, à beira-mar, deve usar 30 gramas de protetor (uma xícara de cafezinho) em todo o corpo.


5 Torrar em apenas um final de semana

O corpo leva um tempo para ficar bronzeado. Torrar ao sol em um único fim de semana inteiro é um erro grave.


– A cor não virá, e o risco de queimaduras é muito alto – altera Márcia Donadussi.


Segundo Célia Kalil, expor-se ao sol além da conta em períodos curtos é mais agressivo e predispõe mais ao câncer de pele do que ficar bronzeado o ano inteiro. Essa é uma das explicações para Rio Grande do Sul e Santa Catarina terem a maior incidência de câncer de pele do país. Devido ao clima, gaúchos e catarinenses frequentam as praias – e exageram na dose – no veraneio.


6 Esquecer de proteger os lábios

A pele do rosto costuma atrair toda sorte de cuidados, mas uma região especialmente sensível acaba ficando desprotegida: os lábios.


– Há risco de câncer com potencial agressivo – detalha Célia Kalil.Os mais afetados são os lábios inferiores. Um dos tipos de câncer de pele, o carcinoma epidermoide, aparece com frequência nessa região. Pessoas que fumam e tomam mate diariamente estão mais vulneráveis. Segundo o professor de Medicina da UFRGS Lúcio Bakos, calor crônico de cigarros de palha e das bombas de chimarrão podem se somar às queimaduras do sol, produzindo uma lesão áspera e esbranquiçada, que pode evoluir para o carcinoma.


Para proteger os lábios do sol, esqueça brilhos e a manteiga de cacau, que só lubrificam. Por causa da cor, os batons conferem uma proteção física equivalente ao FPS 4, mas com pouca duração. O mais indicado é optar pelos que contêm filtro solar, com FPS 30, no mínimo. A recomendação também vale para os homens.


7 Preparar-se com autobronzeamento

Os cremes autobronzeadores são os mais indicados para quem quer ficar com a pele bronzeada sem os malefícios do sol. Eles não têm contraindicação e, nos últimos anos, conferem um tom menos alaranjado do que os do passado. Mas não se engane: eles não aumentam a resistência ao sol.


– As mulheres acreditam que, passando autobronzeador, estão preparando a pele para o sol e se expõem com menos proteção. O risco de queimaduras não diminui – alerta Márcia Donadussi.


A maior vantagem do autobronzeador, diz Márcia, é reduzir a necessidade de se expor ao sol. Na praia, com autobronzeado ou sem, o filtro solar volta a ser um item básico.


8 Ficar muito tempo com roupas úmidas

Calor e umidade não combinam, mas é na praia que eles mais se encontram. Ficar com biquíni ou calção molhado ou camisetas suadas por muito tempo abre a porta para o aparecimento de fungos na pele. A situação pode se agravar com o uso tecidos sintéticos, como o náilon.


As doenças de pele causadas por fungos deixam áreas avermelhadas, sensíveis, causam coceira, ardência e podem criar prurido. Para evitar o incômodo, a dermatologista Márcia Donadussi recomenda trocar o biquíni ou o calção molhado, inclusive de crianças, que costumam ficar à sombra e, por isso, permanecem mais tempo com a roupa de banho molhada. Quem faz esportes ao ar livre pode optar por roupas de tecidos que facilitam a transpiração. Geralmente, elas vêm com a inscrição “dry fit” na etiqueta.


9 Não incluir frutas e verduras no prato

Estudos americanos mostram que filtros solares com FPS 15 conseguem bloquear até 94% da radiação ultravioleta. Mas esses 6% que conseguem penetrar na pele podem aumentar a produção dos radicais livres, que causam o envelhecimento cutâneo.


A solução para dirimir os danos está no prato. O mesmo estudo da Universidade de Illinois (EUA) que mostrou a eficácia parcial dos protetores revelou que frutas e verduras com vitamina C e betacaroteno ajudam o organismo a aumentar a resistência natural da pele ao sol. A mais conhecida delas é a cenoura, mas não é a única. Essas substâncias do bem também estão presente na laranja, no mamão e na maioria das verduras.


Ingerir de três a quatro porções diárias de frutas, conforme o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é suficiente para munir as defesas contra os raios ultravioletas. Em alguns casos, você pode apelar para uma suplementação, após uma consulta médica. Mas é sempre mais indicado – e mais gostoso – optar pelos alimentos in natura.


10 Fumar e exagerar na exposição ao sol

Há dois tipos de envelhecimento. Um deles é o natural, que mostra seus sinais com o passar dos anos. O outro tipo vem de fora, oriundo de maus hábitos no dia a dia. No verão, os fumantes estão especialmente mais suscetíveis a agravar as rugas da idade. De acordo com Sérgio Celia, o tabagismo potencializa os efeitos maléficos do sol, e vice-versa:


– Eles não se somam, mas se multiplicam.


É possível notar as consequências da mistura do cigarro com o sol. Uma deles é a sensação de aumento da espessura da pele, uma clara manifestação de como o organismo arma suas defesas contra agentes agressores. Em mulheres, ocorre o surgimento das manchas escuras, especialmente no rosto. O mais comum, porém, é o aparecimento de pequenos sinais brancos e lisos, semelhantes a micoses, nas partes mais expostas ao sol, principalmente nos braços e nas pernas de pessoas mais velhas. Segundo Celia, esse tipo de mancha indica a morte da célula de melanina, o melanócito, devido à constante exposição solar.

Especialistas consultados para esta reportagem: Célia Kalil, Márcia Donadussi, Humberto Ponzio, Lúcio Bakos e Sérgio Celia, dermatologistas, e Felice Riccardi, cirurgião oncologista


Fonte: Caderno Vida - Zero Hora - 02.01.10