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domingo, 30 de outubro de 2011

Mude doze hábitos para prevenir a azia


Entenda por que cigarro, álcool e jejum prolongado pioram a queimação no estômago

O prazer da refeição dura pouco para os 20 milhões de brasileiros que, segundo a Organização Mundial da Saúde, são obrigados a lidar com a queimação no estômago causada pela azia. O número levantado já é alto, mas tende a ser ainda maior, já que a maioria das pessoas que convive com o problema dificilmente busca um especialista na tentativa de resolvê-lo. "A maioria dos pacientes procura, por conta própria, medicamentos ou soluções naturais para amenizar o desconforto", afirma o gastroenterologista Luiz Eduardo Rossi Campedelli, do Hospital Albert Einstein. "Os sintomas acabam melhorando temporariamente, mas voltam a incomodar em pouco tempo sem tratamento médico".

A azia é causada pelo refluxo de ácido gástrico (responsável pela digestão dos alimentos): ele segue do estômago para o esôfago, como se fosse retornar à boca. "Esse refluxo, por sua vez, é causado pelo mau funcionamento de uma espécie de válvula, chamada esfíncter: ela se abre para o alimento passar do esôfago para o estômago e, em seguida, deve se fechar para reter o que foi ingerido e também os sucos gástricos que circulam por ali", explica o gastroenterologista Ricardo Blanc, membro da Sociedade Brasileira de Gastroenterologia 
Prato - Foto Getty Images
 O tratamento do problema pode até incluir o uso de medicamentos, mas os especialistas garantem que só isso não funciona. O método mais eficiente contra a queimação no estômago é a mudança de hábitos tanto em relação à sua dieta quanto à forma como os alimentos são consumidos. "Mastigando bem os alimentos, por exemplo, você facilita o trabalho do estômago, que pode produzir menos ácido", afirma o gastroenterologista do Einstein. Os cuidados são todos muito simples, mas fazem uma tremenda diferença na sua digestão, acompanhe todos eles para começar e encerrar suas refeições com muito prazer.

Cardápio selecionado

Controlar o consumo de alguns alimentos ajuda a evitar crises de azia. De acordo com gastroenterologista Luiz Eduardo Rossi Campedelli, do Hospital Albert Einstein, frituras e alimentos muito gordurosos devem ficar longe do prato de quem sofre com azia. Frutas ácidas, condimentos, embutidos e alguns tipos de verduras, como couve, couve flor, brócolis, repolho, nabo, rabanete, pepino e tomate também devem ser evitados, porque tem ph ácido.

Refeições na hora certa

Passar longos períodos em jejum aumenta as chances de azia. Isso acontece porque, quando uma pessoa fica sem comer, o ácido gástrico se acumula e pode refluir, irritando o final do esôfago. "Comer a cada três horas mantém o sistema digestivo em funcionamento, sem sobrecarga na produção de ácido gástrico", explica o gastroenterologista Luiz Campedelli. 
Leite - Foto Getty Images
Pratos que transbordam

Quem exagera no prato também corre maior risco de ter azia. "Quanto maior o volume de alimentos ingeridos de uma vez, maior será o risco que o suco gástrico atinja o esôfago, já que estômago estará superlotado", explica Luiz Campedelli.

Exercícios após a refeição

Segundo o gastroenterologista Ricardo Blanc, muita movimentação física aumenta as chances de refluxo. Até duas horas após uma grande refeição, o estômago ainda acumula ácidos gástricos em maior quantidade e os movimentos podem fazer com que esses líquidos retornem em direção ao esôfago, causando a queimação. 

Leite gelado durante uma crise

Tomar um copo de leite gelado pode até piorar a queimação. "O alívio que você sente ao tomar um copo de leite é momentâneo. A bebida tem pH baixo (o que neutraliza a acidez estomacal). No entanto, é rica em cálcio, mineral que estimula a produção de ácido gástrico pelo estomago", alerta Luiz Campedelli. Além disso, o leite, em sua versão integral, é rico em gorduras, outro componente que aumenta as chances de azia. O mesmo processo não acontece com o leite de soja, que não possui grandes quantidades de cálcio e é livre de gorduras. "Um copo de leite de soja gelado traz alívio, assim como alguns goles de água gelada".

Café depois do almoço

Outro hábito bastante comum que deve ser evitados por pessoas que sofrem com azia é tomar café após a refeição. "A cafeína provoca um relaxamento demasiado no esfíncter, causando o refluxo de ácido digestivo para o esôfago. Duas xícaras diárias é o máximo recomendado para uma pessoa que sofre com crises de azia", diz o gastroenterologista Vladimir Schraibman, especialista do Minha Vida. 
Tomar chá pretoDe acordo com o gastroenterologista Vladimir Schraibman, especialista do Minha Vida, assim como o café, o chá preto e o chá mate provocam o relaxamento do esfíncter, facilitando o refluxo e aumentando as chances de azia. Chás mais claros ou o chá verde não causam o mesmo efeito, podendo ser consumidos sem preocupação. O chá de camomila, por sua vez, possui características calmantes que diminuem a irritação da parede do esôfago atingida pelo refluxo gástrico.

Sono após comerDeitar-se após as refeições deixa o corpo em uma posição que facilita o refluxo dos ácidos digestivos que provocam a azia. Caso você seja vítima do problema, o ideal é permanecer sentado, pelo menos, meia hora após o término da refeição e, só após este intervalo, dar um cochilo. 

Cerveja - Foto Getty ImagesRiscos do álcool

Além de irritar naturalmente o sistema gástrico, o álcool também estimula a produção de ácido pelo estômago e diminui a capacidade de contração da válvula que impede o refluxo. Por isso, evite esse tipo de bebida durante as refeições como medida preventiva. Também não é recomendável beber com o estômago vazio, prevenindo o acúmulo de ainda mais ácidos digestivos.

Mais uma do cigarroA azia é mais um incômodo que pode ser colocado na lista de malefícios que o fumo traz ao corpo. "Além de causar problemas sérios no pulmão, o cigarro também diminui a proteção da mucosa do estômago, deixando o órgão mais sensível à irritação causada pelo ácido gástrico", afirma Ricardo Blanc. É por esse motivo também que o cigarro aumenta as chances de úlcera no estômago.

Excesso de peso

Pessoas que sofrem com o sobrepeso ou com obesidade têm maiores probabilidades de serem incomodadas com a azia, já que a pressão sobre o estômago (causada pelo excesso de peso) aumenta as chances dos ácidos gástricos sofrerem refluxo em direção ao esôfago.

Líquidos durante a refeição

Bebidas gaseificadas aumentam a pressão dentro do estômago, forçando os ácidos digestivos a seguirem em sentido inverso (refluxo gástrico). Outras bebidas, em excesso, acabam diluindo o ácido gástrico e obrigando o estômago a produzi-lo em maior quantidade. "Ardência e queimação são resultados possíveis quando há consumo exagerado de bebidas junto às refeições", afirma o gastroenterologista Ricardo Blanc.

Fonte: Site minha vida - 27.10.11

sábado, 11 de julho de 2009

Malefícios do Cigarro e seus derivados (tabaco em geral) - parte 2




A Epidemia do Fumo


Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem hoje no mundo cerca de 1,1 bilhão de fumantes. Desse total, 800 milhões estão nos países em desenvolvimento, em torno de 73%. A OMS demonstra, num estudo concluído em 1996, que um dos maiores desafios ao crescimento dos países em desenvolvimento é a epidemia de doenças relacionadas ao fumo. Grande número de pessoas morrem na fase mais produtiva de suas vidas devido ao cigarro.


A OMS estima que, em 2025, 85% dos fumantes estarão nos países menos desenvolvidos. No Brasil, cerca de 32 milhões de brasileiros são fumantes. O cigarro* é hoje o campeão de mortes no mundo. Morrem a cada ano mais pessoas vítimas do consumo de cigarros que a soma das mortes devido à AIDS, violência, acidentes de trânsito, incêndios e suicídios.


No mundo todo morrem a cada ano cerca de 3,5 milhões de pessoas de doenças relacionadas ao fumo. No Brasil, são estimadas 100 mil mortes ao ano decorrentes do tabagismo. Segundo a OMS, se permanecer a tendência atual, entre 2020 e 2030 serão 10 milhões de mortes a cada ano decorrentes do vício do fumo. No Terceiro Mundo, serão 7 milhões.


No Brasil, assim como nos outros países, 90% dos fumantes começaram a fumar ainda crianças e jovens, induzidos pela publicidade e pelo exemplo de ídolos, pais e amigos. O hábito começa na juventude e a indústria do tabaco sabe disso e age, direcionando as campanhas de publicidade para os jovens, futuros consumidores.


Entre as vítimas, as que sofrem menos morrem por ataque cardíaco ou acidente vascular (derrame). Os outros morrem lentamente, de forma bastante dolorosa e angustiante, inclusive para familiares e amigos. É este o caso das vítimas do câncer e em particular do enfisema pulmonar que, ao destruir o pulmão, causa forte insuficiência respiratória. Os pacientes com enfisema sentem uma permanente falta de ar e se cansam ao menor esforço físico, ficando impossibilitados de levar uma vida normal nos anos que lhes restam.


Mas isso não é tudo. O cigarro é também responsável por muitos outros danos, como menopausa precoce, abortos e partos prematuros, envelhecimento acelerado da pele, especialmente no rosto, impotência sexual, bronquite, asma, sinusite, hipertensão arterial, derrames, úlcera do estômago e uma série de outras doenças relacionadas ao fumo. Os fumantes passam a ter saúde mais frágil e adoecem em média 2 a 3 vezes mais que os não fumantes.


O desconforto causado pelas doenças e os prejuízos econômicos delas decorrentes como gastos com hospitais, médicos e remédios, faltas no trabalho, diminuição da expectativa de vida, além do sofrimento para os familiares e amigos tornam o cigarro o grande responsável pela queda da qualidade de vida dos fumantes e de quem convive com eles. Não obstante tudo isso, existem hoje apenas no Brasil cerca de 30 milhões de fumantes que mesmo querendo, não conseguem abandonar o cigarro. A chance destas pessoas virem a sofrer de alguma doença grave aumenta a cada dia e a cada cigarro fumado.

Parar de fumar é a medida mais eficaz e inteligente que podem tomar para a melhoria da sua saúde e da de todos que convivem com elas, principalmente familiares, vítimas inocentes do fumo passivo, tão nocivo e perigoso quanto o fumo direto. No caso de quem está sujeito também a outros fatores de risco, como quem tem vida sedentária, excesso de peso ou hábitos alimentares inadequados, recomenda-se tomar as medidas necessárias para diminuir também estes riscos. Estudos médicos comprovam entretanto que parar de fumar é, dentre todas, a medida mais importante.


A introdução de leis, proibindo fumar em ambientes fechados e controlando a publicidade de cigarros, é certamente um avanço mas não é suficiente para conseguir controlar o avanço desta verdadeira epidemia que ameaça a vida de milhões de pessoas. É preciso que as pessoas se conscientizem do problema e decidam livremente melhorar a duração e a qualidade de sua vida, abandonando definitivamente o vício do cigarro.

Malefícios do Cigarro e seus derivados (tabaco em geral) - parte 1

Não é novidade nenhuma que tenho PAVOR de cigarros, pois sei o quanto é prejudicial a saúde de quem fuma e de quem fuma passivamente, por isso resolvi escrever sobre isso no meu blog...

PARE JÁ DE FUMAR!!!

Bjos e ótimo findi!!!

Na maior parte das vezes, quem começa a experimentar o cigarro ou não sabe o que está fazendo ou não tem a real dimensão de todo o mal que ele provoca no organismo. É difícil pensar que se uma pessoa visse fotos de algumas consequências do consumo do tabaco ou lesse sobre o que a fumaça do cigarro causa ao corpo, resolveria fumar mesmo assim.

Vamos deixar claro aqui que ao falar em tabaco uso o termo “cigarro” porque é o mais conhecido e, por isso, fácil de associar. No entanto, é bom saber que todo tipo de uso do tabaco causa o mesmo mal: seja o cigarro, o cachimbo, o charuto, o rapé, a folha etc. Mas, primeiro, é preciso corrigir alguns conceitos. Quem pensa saber que o cigarro faz mal porque a nicotina é a “vilã” se engana. A pobre da nicotina é só uma dentre as 4.700 substâncias tóxicas comprovadas no cigarro. Dentre elas, há substâncias químicas e até substâncias radioativas.

O primeiro impacto que seu corpo sofre com o cigarro é com a fumaça: seja no caso do fumante que a aspira por vontade própria, seja no caso do fumante passivo, que forçosamente tem que conviver com a fumaça que sai da ponta do cigarro ou da boca do fumante. A nicotina em si demora só 10 segundos para chegar ao cérebro do fumante e trazer o efeito relaxante, que é provocado pela liberação de um entre tantos hormônios no organismo chamado dopamina, estimulante que dá sensação de prazer e motivação.

A ida ao cérebro e o efeito são rápidos, mas as consequências ao passar pelo corpo são graves. Primeiro, a fumaça entra pelas vias respiratórias, entrando em contato com cílios e vasos da traqueia, brônquios etc. Com o tempo, a fumaça corrói os cílios do aparelho respiratório, fazendo com que eles não consigam mais manter bactérias e invasores do organismo afastados, facilitando assim problemas respiratórios crônicos.

Ao mesmo tempo, as substâncias que saem dos brônquios e caem na corrente sanguínea passam pelos nossos vasos, facilitando o acúmulo de gordura, o que acaba impedindo a circulação correta do sangue no organismo. Isso traz duas graves conseqüências: uma são as gangrenas, que obrigam as pessoas a amputarem partes de seus corpos pela má circulação do sangue, e a outra é a falta de oxigenação nos órgãos.

Que fique bem claro que todo o nosso corpo, desde as minúsculas células até a nossa pele, que fica na parte de fora, precisa de oxigênio para sobreviver. Como ele consegue isso? Quando respiramos, as hemoglobinas, que ficam no sangue, se agarram ao oxigênio que absorvemos e o levam a todas as partes do organismo. Oxigênio não é gás carbônico. Fumaça de cigarro tem muito gás carbônico. E para o nosso azar, as hemoglobinas têm mais facilidade de carregar gás carbônico do que oxigênio. O que acaba acontecendo é que quando o corpo inala a fumaça do cigarro, as hemoglobinas se agarram no gás carbônico, levando-o às células e órgãos que, quando recebem as benditas, opa, não encontram o oxigênio que precisam ou apenas uma pequena porção dele. Falta de oxigênio leva à falência de todo e qualquer órgão, e eventualmente à morte.

É, cigarro é ruim para o aparelho respiratório, para a respiração dos órgãos do nosso corpo e para a circulação do sangue. Só isso? Não. Diversos tipos de cânceres já estão relacionados ao uso do tabaco, como câncer de pulmão, de boca, de nariz, de língua etc. Grávidas fumantes expõem seus bebês a todas as substâncias do cigarro. Alguns já nascem com doenças respiratórias, e a maioria estará suscetível a todas as complicações do cigarro. Em casos mais graves, a quantidade de cigarros fumados foi tamanha, que se chegou a encontrar alcatrão nos fios de cabelo do recém-nascido.

Junto com toda a agressão sofrida pelo organismo, o tabaco ainda tem o agravante de causar dependência. Isso porque os hormônios e outras substâncias que a nicotina libera no organismo, e que trazem tanta sensação de prazer e motivação, acabam perdendo efeito rápido, normalmente em torno de 10 a 20 minutos. Quando esse nível de hormônios ou o efeito da nicotina cai, o fumante sente uma necessidade desesperada de repor a sensação. Isso porque a falta do hormônio causa o dobro do efeito da presença dele no corpo, ou seja, falta de dopamina provoca depressão, tristeza, nervosismo, ansiedade, em doses ainda maiores. E aí, depois que já ficou dependente, nem que o fumante, agora que sabe dos efeitos do cigarro, queira parar, conseguirá facilmente. A estimativa é de que apenas 5% dos fumantes consigam parar de fumar sem ajuda profissional.

“Certo, quem sabe o cigarro faça mesmo muito mal. Mas eu não fumo. Não preciso me importar.” Isso não é completamente verdade. Por acaso você fica perto de algum amigo que fuma? Na sua casa seus pais fumam? Em barzinhos, boates etc., você avista pessoas fumando? Então, sinto lhe dizer, mas você também é uma vítima do tabaco. Há estudos comprovados de que o fumante passivo, que é a pessoa que está exposta à fumaça do tabaco, tem o dobro de chances de ter câncer, problemas respiratórios e muitas outras doenças do que uma pessoa que não se expõe à fumaça do cigarro.

Isso porque o fumante passivo acaba fumando a fumaça não filtrada. Como assim? Teoricamente, o fumante que fuma traga uma substância que antes passa pelo filtro do cigarro (aquela parte amarela na ponta que fica na boca). Não que isso adiante algo efetivamente, mas ainda assim é diferente do que simplesmente queimar tudo ali e inalar. O fumante passivo respira a fumaça que queima da ponta do cigarro que, além de se espalhar homogeneamente pelo ambiente, não passa pelo filtro. A dose é menor do que no caso do fumante, mas o estrago é notoriamente alto.

Por isso, defenda seu direito de um ar sem poluição, um ambiente livre do tabaco. Já que você escolheu não usar a droga, por que precisaria se expor às doenças que ela acarreta devido aos hábitos de outra pessoa?