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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Especialistas derrubam as 14 maiores mentiras sobre saúde e alimentação

Comer muito doce causa diabetes? Ingerir carboidratos à noite engorda? A osteoporose só atinge mulheres? São muitas as dúvidas que envolvem saúde e alimentação e diversas também as respostas para essas questões. O Minha Vida conversou com um time de especialistas e enumerou as 14 maiores falácias que chegam aos consultórios e esclarece todos eles para ajudar você a levar uma vida saudável.

1. Tomar água em jejum emagrece
Mentira. Beber água em jejum é um hábito saudável que deveria ser adotado por todas as pessoas, mas não ajuda a emagrecer. "Ela apenas hidrata e limpa todas as mucosas do aparelho digestivo para poder iniciar a primeira refeição do dia", aponta a nutricionista Roseli Rossi, da clínica Equilíbrio Nutricional, em São Paulo.
2. Assistir televisão de perto prejudica a visão
Mentira. Segundo o oftalmologista Rubens Belfort Neto, membro da Sociedade Brasileira de Oncologia em Oftalmologia, ficar próximo à televisão não prejudica a saúde ocular. "Isso provavelmente surgiu porque a maior parte dos adultos teve perda da visão ao longo da vida, mas isso é um processo natural de envelhecimento", explica. O hábito é comum entre crianças principalmente porque assim elas veem as imagens ampliadas.
3. O estômago encolhe quando comemos menos
Mentira. "Por se tratar de um órgão muscular, não há como o estômago reduzir seu tamanho apenas porque estamos ingerindo uma quantidade menor de alimentos", explica a nutricionista Maria Fernanda Cortez, da clínica Nutri & Consult, em São Paulo. O contrário, entretanto, pode ocorrer. Quando exageramos na dose, nosso estômago consegue se distender para poder armazenar toda a comida.
4. Comer muito doce causa diabetes
Mentira. A ingestão de doces não causa diabetes. A doença tem como principais fatores de risco histórico familiar, obesidade e sedentarismo. "Assim, quem tem uma capacidade normal de processar carboidratos no organismo não corre o risco de desenvolver o problema", explica a clínica geral Andrea Sette, do Hospital e Maternidade São Luiz. Entretanto, se a ingestão de doces levar à obesidade, então você aumenta a probabilidade de ter a doença.
5. Comer carboidratos após às 18 horas engorda
Mentira. O que engorda não é o carboidrato e nem o horário em que é o consumido. O problema está no consumo em excesso e na alimentação desiquilibrada, portanto o segredo é a moderação. "O único cuidado que deve ser tomado por quem consome carboidratos à noite é evitar comer o tipo refinado, que promove picos de índice glicêmico e oferecem um risco maior de serem armazenados na forma de gordura", afirma Roseli Rossi. Prefira as versões de carboidratos (pães, massas, arroz) integrais.
6. Usar boné faz o cabelo cair
Mentira. De acordo com o dermatologista Adriano Almeida, diretor da Sociedade Brasileira do Cabelo, as pessoas confundem quebra do fio com queda do cabelo. "O uso do boné diariamente favorece a quebra dos fios justamente na região que costuma ficar marcada pela borda do acessório", explica. Assim, quem tem o cabelo mais comprido pode apresentar diminuição do volume, mas isso não significa que os fios estejam rareando em função da calvície, que é quando os fios deixam de nascer naquela região.
7. Alimentos integrais não engordam
Mentira. Todos os alimentos, inclusive os integrais, possuem calorias e, portanto, podem levar ao ganho de peso. Segundo a nutricionista Roseli, o fato de um alimento ser mais saudável não quer dizer que ele pode ser consumido sem moderação. "Exagerar na ingestão de alimentos integrais também pode aumentar a gordura corporal", complementa.
8. Cerveja preta aumenta a produção de leite materno
Mentira. A cerveja preta não estimula a produção de leite materno e ainda pode ser prejudicial para o bebê, alerta a ginecologista obstetra Bárbara Murayama, membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). "O álcool passa para a criança através do leite e nenhum estudo ainda conseguiu estipular uma dose segura de ingestão da bebida para gestantes", aponta.
9. Tomar leite e comer manga faz mal
Mentira. O mito de que consumir leite e manga faz mal provavelmente surgiu para impedir a ingestão desses alimentos pelos escravos na época do Brasil Império. Mas a nutricionista Maria Fernanda garante que não há qualquer relação de dano para o organismo em misturar a fruta com o laticínio.
10. Ler à noite ou com pouca luz piora a visão
Mentira. Ler em um ambiente com pouca luz não faz mal para os olhos. "Você pode ter dificuldade de enxergar, mas isso não quer dizer que está prejudicando a visão - mesmo que você aperte os olhos para enxergar melhor", explica o oftalmologista Rubens. Segundo o especialista, a tarefa pode ficar mais difícil com a idade, mas isso está relacionado ao envelhecimento natural do ser humano e não ao hábito de ler de noite ou com pouca luminosidade.
11. Quem tem colesterol alto não pode consumir ovo
Mentira. É fato que o ovo apresenta grande quantidade de colesterol em sua gema. "O que as pessoas não sabem é que apesar de aumentar o colesterol LDL (ruim), ele também aumenta os níveis de colesterol HDL (bom)", esclarece Maria Fernanda. Segundo ela, pessoas com colesterol alto podem consumir até quatro ovos por semana e, de preferência, cozidos. O ideal é evitar a versão frita, pois carrega uma gordura nociva ao organismo e que ajuda a elevar as taxas de colesterol.
12. Osteoporose só atinge mulheres
Mentira. "A osteoporose é quatro vezes mais comum em mulheres do que em homens, mas isso não significa que ela seja uma doença exclusivamente feminina", alerta Andrea Sette. Segundo a especialista, isso acontece devido à diminuição do hormônio estrogênio no corpo da mulher após a menopausa, que influencia diversos processos do organismo, inclusive a absorção de cálcio. No entanto, a doença também afeta a ala masculina.
13. Abacaxi queima gordura
Mentira. Por ajudar no processo de digestão, muita gente associou o abacaxi à queima de gordura, mas isso não passa de mito, de acordo com a nutricionista Roseli. "Ele é fonte de vitaminas e, por isso, é muito bem-vindo na dieta, mas não tem qualquer relação com a queima de gordura corporal", explica.
14. Andar descalço causa dor de garganta
Mentira. O contato dos pés com o chão, mesmo gelado, não afeta em nada as vias aéreas superiores, afirma a clínica geral Andrea. Os únicos perigos são ferimentos ou contato com alguma sujeira, o que pode favorecer um processo inflamatório.
www.minhavida.com.br

Fonte:Minha Vida 3/5/2012

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Escutar som muito alto pode causar perda irreversível da audição

Preservar a audição e proteger o ouvido ajuda a evitar problemas.
Audição perdida é irreversível se as células auditivas morrerem.

Sons que estão presentes no dia a dia, como o de uma avenida movimentada, o apito do guarda de trânsito e as buzinas podem provocar problemas no ouvido. Por isso, é importante protegê-lo e preservar a audição para evitar perda no futuro.

Falta de cuidados, muita exposição a som alto e explosões e uso constante de fones de ouvido podem causar perda irreversível da audição, segundo a otorrinolaringologista Tanit Sanchez. O volume máximo pode causar prazer a algumas pessoas, mas de acordo com a pediatra Ana Escobar, essa sensação passa rapidamente e o que fica é a destruição das células auditivas.

Essa audição perdida, seja por causa de ruídos fortes ou pelo envelhecimento, jamais será recuperada se as células auditivas tiverem morrido. Por isso, é importante utilizar os fones com moderação e não escutar música muito alta ou por muito tempo.

Quando o som está muito perto da orelha, ele é mais prejudicial porque vai direto para o tímpano.

Quando está propagado em um ambiente, como o interior de um carro, sofre interferência da janela, dos bancos e de toda a estrutura do automóvel até chegar ao tímpano, dessa vez com menor pressão sonora.

Assim como o resto do corpo, o ouvido também envelhece e, a partir dos 50 anos, as células auditivas começam a morrer. Esse envelhecimento, porém, não causa perda total da audição a não ser que esteja associado a outras doenças.

Arte audição Bem Estar (Foto: Arte/G1)

Problemas como diabetes, colesterol alto e pressão alta podem acelerar o processo de perda auditiva porque as três doenças diminuem a circulação do sangue no único vaso do ouvido, responsável pela nutrição.

Isso acontece porque os alimentos gordurosos aumentam o colesterol, deixando esse sangue com mais gordura e, conseqüentemente, com mais dificuldade para passar por esse vaso. Por isso, é bom evitar muito café, gorduras e doces.

Outra complicação que pode acontecer como conseqüência da perda auditiva é o comprometimento da memória. Pesquisas recentes mostram que as pessoas conseguem recordar momentos, mas não sons. Ou seja, preservar a audição é também preservar um pouco da memória.

Já pessoas que sentem tontura não devem confundi-la com labirintite. Apesar da maioria das tonturas serem de origem do labirinto, existem também causas neurológicas, vasculares e cardíacas. Por isso, é importante procurar um médico.

O médico também pode solicitar um exame de audiometria, que deve ser realizado, no mínimo, uma vez ao ano para medir a saúde do ouvido. Pessoas que trabalham em locais com muito barulho podem reduzir esse prazo para 6 meses.

Os cuidados também envolvem a limpeza e, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, a cera não é sujeira. Ela funciona como um mecanismo de defesa do ouvido e protege contra infecções de bactérias e fungos.

Para limpar, a pediatra Ana Escobar recomenda retirar apenas a cera do lado externo do ouvido, quando já está visível, mas não todos os dias.

Não é indicado colocar bastonetes dentro do ouvido porque eles podem causar lesões e infecções nos tímpanos. Outra maneira é enxugar a região com a toalha depois do banho.

Fonte: Programa Bem Estar - 28.06.12

domingo, 3 de junho de 2012

10 fatores que influenciam na balança

Seu coração dispara toda vez que se pesa? Calma! Existem vários motivos que alteram as medidas na balança. 
Antes de achar que a dieta não vale a pena, é preciso compreender que o organismo oscila de peso ao longo do dia e, às vezes, provoca um acréscimo de até 2 kg. A retenção de líquidos, a prisão de ventre e os hormônios podem interferir no resultado. "Para evitar frustrações, o ideal é se pesar a cada 15 dias", sugere o endocrinologista e nutrólogo João César Soares. Veja quais são os fatores que contam na balança. A culpa nem sempre é do que você coloca no prato!
1. A TPM, um rebuliço hormonal
Se você está naqueles dias, é possível que seu peso aumente de uma hora para a outra. "A mulher pode ganhar até 2 kg durante essa fase. Isso porque a progesterona, hormônio feminino, age nos rins, inibindo a eliminação de sódio e provocando o inchaço", diz João César. Estudos mostram que 92% das mulheres manifestam sintomas pré-menstruais e, dessas, 30% apresentam retenção de líquidos. Como durante essa fase o nível de serotonina está mais baixo, bate aquela ansiedade e com ela a vontade incontrolável de comer. Daí, o ponteiro da balança sobe mais um pouco...
2. A terrível retenção de líquidos
"Cerca de 60% do peso corporal é composto de água. Qualquer variação nesse número faz a pessoa sentir-se inchada", conta o chefe da disciplina de clínica médica da Unifesp, Paulo Olzon Monteiro da Silva. Em situações normais, a quantidade de líquido do corpo é distribuída pelo sangue de forma equilibrada - processo conhecido como homeostase. "Entretanto, se houver alguma alteração e a água não for eliminada, ficará retida no organismo, causando edema e inchaço", explica a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional, em São Paulo. De modo a evitar o problema, tome no mínimo 2 litros de água por dia para auxiliar na eliminação das toxinas e evite o consumo de alimentos ricos em sódio. "um grama de sal pode reter até 200 ml de água", alerta o nutrólogo do Instituto de Metabolismo e Nutrição, Celso Cukier, em São Paulo. "Para voltar à normalidade e expelir o excesso, o organismo leva até 3 dias." Leia-se alguns quilos a mais, pelo menos por esse período.
3. O ganho de massa magra
Na musculação há o ganho da massa magra e redução de gordura. "É comum a pessoa pesar-se e ficar preocupada ao notar que houve aumento de peso", fala o ortopedista e diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, Arnaldo José Hernandez. Mas isso é normal, já que o músculo é denso e pesa mais do que a gordura! "Se você perder 3 kg de gordura e ganhar 3 kg de massa magra, mesmo sem a alteração de peso, notará que as suas roupas ficarão mais largas. Isso porque a área ocupada pela massa magra é menor do que a ocupada pela gordura", explica o coordenador da Academia Bodytech, Bruno Franco, de São Paulo. "Não se preocupe apenas com o número indicado na balança. Fique atenta, também, à relação entre massa gorda e massa magra na composição corporal", aconselha a nutricionista da Equilibrium Consultoria em Saúde e Nutrição, Cynthia Antonaccio, de São Paulo.
4. O horário em que se pesa
A hora que você sobe na balança tem influência sobre o peso corporal por causa da ação da gravidade. Após um dia inteiro trabalhando em pé ou sentada, os líquidos corporais, que deveriam circular pelo corpo através da corrente sanguínea, acabam se acumulando nos membros inferiores. É por isso que no final do dia as pernas ficam inchadas. "Ao deitar, esse líquido é absorvido para dentro dos vasos sanguíneos, filtrado nos rins e eliminado na urina, pela manhã. Por isso, algumas pessoas têm a sensação de que emagreceram durante a noite", conta Roseli. Segundo ela, o ideal é se pesar sempre no mesmo horário, de preferência pela manhã, em jejum, após ter ido ao banheiro.
5. Bexiga cheia
Beber água ajuda na perda de peso e promove uma verdadeira faxina no organismo, eliminando toxinas e auxiliando no bom funcionamento do intestino. Mas para evitar um susto, não suba na balança logo depois de tomar um copão de água! "Para se ter uma ideia, meio litro de água corresponde a meio quilo a mais na balança!", alerta Paulo Olzon.
6. Roupas e sapatos pesados
Na hora de subir na balança, livre-se do peso extra. Por isso, se você se pesa em casa, fique pelada mesmo. Mas se você está costumada a pesar-se em farmácia, por exemplo, tire ao menos os sapatos e blusas a mais. 7. O tipo de balança
Procure se pesar sempre na mesma balança, assim, você poderá acompanhar corretamente qualquer alteração. Mas lembre-se de que as balanças caseiras não são muito precisas. "A mecânica tem uma faixa de erro de 5% para mais. Já a digital tem margem de erro menor, cerca de 2%", alerta a nutricionista funcional do CattelSpa, Paula Gandin, de São Paulo. E ela ainda lembra: quando você se curva para enxergar a marcação, pode alterar o resultado. Fique ligada!
8. intestino preguiçoso
Depois que comemos, inicia-se o processo de digestão, absorção e por fim a eliminação dos resíduos que não foram aproveitados pelo organismo. "Se houver um comprometimento em alguma dessas etapas, levando à retenção das fezes, haverá um aumento de peso proporcional - em média de 100 a 300 gramas - podendo variar dependendo da quantidade de material não absorvível", explica Roseli. 9. Excesso de suor
Tem gente que se pesa depois da aula de aeróbica e dá pulos de alegria porque o ponteiro da balança abaixou. A diferença pode chegar a mais de 1 kg! Pura ilusão! "Especialistas do American College of Sports Medicine (ACSM) e National Athletic Trainers Association (NATA) afirmam que a diferença no peso antes e depois do exercício é resultado apenas da eliminação de água e sais minerais através do suor", conta a avaliadora física e personal da Cia Athlética, Amanda Costa, de São Paulo. Mas não se engane: a queima de calorias não é diretamente proporcional à quantidade de suor. É preciso esperar alguns dias para saber se você realmente afinou!
10. Estômago satisfeito
Se você acabou de comer, todo o peso do alimento ingerido vai se refletir na balança. Isso mesmo! "Por isso, se consumiu meio quilo de comida, terá meio quilo a mais no peso!", avisa João César. "Para evitar sustos e aborrecimentos, procure se pesar sempre em jejum, pela manhã", aconselha Roseli.
Osso pesa, viu?
Ossos largos ou estreitos, assim como a altura, também afetam o peso na balança. "Cerca de 60% do peso corporal é composto por água, enquanto o restante é dividido entre massa magra, massa óssea e gordura", explica o ortopedista Ricardo Cury, professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. A genética, a etnia, a prática de exercícios e idade também influenciam na estrutura óssea. Existem 3 biótipos físicos:
> Mesomorfo: Pessoas com esse tipo de estrutura corporal tendem a ter uma maior definição muscular e uma estrutura óssea mais larga. Ganham massa muscular com facilidade e como têm o metabolismo acelerado, perdem peso rapidamente.
> Endomorfo: Parecem mais robustos, dando muitas vezes a ilusão de que grande parte da massa se concentra na região abdominal. Já os membros superiores e inferiores são curtos no comprimento e na largura. Têm as mãos e os pés relativamente pequenos, engordam com facilidade e apresentam quadris largos e coxas bastante volumosas.
> Ectomorfo: Tendem a ter um aspecto frágil e delicado, com membros superiores e inferiores longos. Os ossos são leves, os pulsos são firmes e apresentam pouca massa muscular.

Fonte:Revista Shape 30/5/2012